Juras de amor: O amor é lindo num país do terrorismo da violência doméstica diário.

O desabafo de hoje, se me é permitido, prende-se, necessariamente, com a desgraçada ameaça terrorista interna que, de forma mais ou menos silente, e ano após ano, vai matando centenas de portuguesas. O agressor, esse terrorista do amor neandertal luso, está mais do que identificável pelas autoridades. Não obstante, os crimes, hediondos, parecem não parar de nos surpreender. Diariamente! (Ler Mais…)

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Educação o verdadeiro elevador social

No processo de selecção para concurso lançado pela TVI, destinado a pequenos talentos na cozinha, o número de candidatos ultrapassou, em larga medida, as expectativas dos organizadores. Nos últimos anos, este tipo de situações são bastante recorrentes, estendendo-se às várias áreas do mundo artístico. Mais do que nunca, os familiares directos inscrevem os seus filhos em concursos televisivos, colocam-nos em escolas de teatro, dança ou música, pagam formações futebolísticas, com a ténue esperança, das suas crianças virem a alcançar os estrelato e por essa via um nível de vida superior. No passado, os pais eram os primeiros a recusar ou eliminar a possibilidade dos seus filhos apostarem numa carreira artística, uma vez que essa opção teria consequências para as suas carreiras académicas graves, de longe considerado o caminho mais seguro para um futuro estável. (Ler Mais…)

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Sobre o jornalismo de investigação

No dia 27 de Dezembro partilhei nas redes sociais um artigo da jornalista Margarida Gomes do Público. Considerei-o então, e continuo a considerar, “um excelente artigo da jornalista Margarida Gomes no Público. O que é relatado é de uma gravidade extrema (envolvimento de familiares, amigos políticos, má gestão dos dinheiros públicos, etc.), exigindo um esclarecimento cabal por parte do Presidente da Câmara Municipal de Gaia“.

Na altura, fui muito criticado por amigos, virtuais e reais, que muito respeito pela forma leal com que debatem e apresentam argumentos. Diziam-me que o artigo em causa era “mentiroso”, estava ao serviço de uma qualquer “estratégia política”, era uma “encomenda”, etc. Respondi que não me parecia nada disso e acrescentei que os artigos de investigação deveriam ser exatamente assim, isto é, deveriam introduzir um assunto, apresentar factos, fazer perguntas, dar a voz aos visados, etc. (Ler Mais…)

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Pensões e a necessidade de comunicar

O Governo alterou 3 coisas nas pensões:

  1. Atualizou as pensões até 842,6 euros em 0,5% devido à inflação (as pensões acima de 842,6 euros são atualizadas de acordo regras definidas numa percentagem igual à taxa de inflação – 0,5%. Ora como a taxa de inflação, anunciada pelo INE, se fixou em 0,5%, as pensões superiores a 842,6 euros ficam congeladas)*;
  2. Alterou a forma de pagamento do subsídio de Natal, pagando metade em duodécimos e a outra metade em Novembro (Caixa Geral de Aposentações) ou Dezembro (Segurança Social);
  3. Anunciou um aumento extraordinário, diferenciado conforme a pensão, para Agosto de 2017.

Estas alterações fazem com que o valor da pensão pago em Janeiro de 2017 seja diferente do valor recebido em Dezembro de 2016.

O maior impacto é o da alteração da forma de pagamento do subsídio de Natal. Isto é, deixando de ser totalmente em duodécimos (ou seja, em pequenas partes todos os meses correspondente à divisão do valor do subsídio pelo número de meses do ano), como realizado pelo Governo de Pedro Passos Coelho, o atual Governo, num esforço de normalizar a situação e repor a forma tradicional de pagamento (no final do ano) do subsídio de férias, vai pagar metade do subsídio em duodécimos e a outra metade no final do ano. Isso significa que a componente referente ao subsídio de Natal que é paga mensalmente aos pensionistas (duodécimos) é exatamente metade da anterior. Por isso, apesar da atualização de 0,5%, muitos pensionistas vão receber mensalmente menos dinheiro do que em 2016 (o valor da atualização é inferior à redução do duodécimo de subsídio de Natal). No entanto, no final do ano, somando o valor das pensões recebidas mensalmente com metade do subsídio de Natal a receber em Novembro/Dezembro, o valor recebido pelo pensionistas em 2017 será superior ao recebido em 2016. E há ainda a acrescentar os valores do aumento extraordinário de Agosto. (Ler Mais…)

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Porque estávamos INFORMADOS

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Em 2015 fui convidado para fazer uma TEDx Talk no TEDxCoimbra. Apresentei uma talk que se veio a revelar meio premonitória. Centrei-a no nosso país, mas o que lá disse explica bem o que se passa em todo o mundo e vem agora muito a propósito sobre a eleição de Donald Trump para Presidente dos EUA.

Chamei a essa palestra “Licença para MUDAR e… falhar redondamente”. O seu conteúdo mostra bem que aquilo que nos vai acontecendo, e a eleição de Trump é só uma dessas coisas, não é surpresa nenhuma. Pelo menos para mim não é. É uma consequência, inerente à democracia, do nosso desleixo. A democracia não é um sistema perfeito. Precisa de ser cuidada. Quando se ignoram os outros, quando nos esquecemos de informar de forma objetiva e independente, de educar, de cuidar da cultura, de ensinar cidadania, de mostrar a responsabilidade da liberdade, quando vale tudo pelo dinheiro, quando é mais importante salvar bancos do que cuidar de refugiados, quando o desemprego é um problema de quem está desempregado, etc., etc., etc., a democracia mostra o seu lado mau. Criamos legiōes de excluídos que, rapidamente, se tornam maioritárias. E em democracia as maiorias mostram a sua existência e vontade. Eu acrescento ” e ainda bem”, porque são alertas destes que, espero, nos façam pensar e corrigir. Grave é se não fizerem. (Ler Mais…)

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Ensino Público

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A Granger High Scchool nos EUA era uma das escolas com piores resultados do país, onde apenas 20% dos alunos atingia os níveis mínimos de leitura, escrita e calculo matemático. Localizada num bairro extremamente pobre, com elevadas taxas de criminalidade e desemprego, a escola possuía uma taxa de ocupação baixíssima com aproximadamente 205 alunos inscritos, quando a capacidade máxima rondava os 800.

Com o objectivo de alterar esta realidade, um novo director, Richard Esparza decidiu introduzir inúmeras alterações no sistema de ensino. Constatando que apenas 10% dos pais frequentavam as reuniões mensais com os directores de turma, Esparza incentivou os professores a deslocarem-se às residências dos alunos, a estabelecerem relações com os seus familiares e a conhecer os seus problemas. As reuniões semanais começaram a contar com a presença assíduos dos país dos alunos, nas quais a pedido expresso do director, os jovens apresentavam diante dos seus encarregados de educação e colegas os seus progressos durante aquele período, aumentando o seu sentido de responsabilidade. Cada estudante teve direito a um plano individual com os registos diários do seu desempenho e a um orientador, que o acompanhava semanalmente na realização das suas tarefas, na organização do seu estudo e na avaliação do seu percurso. Além disso, os alunos forma incentivados a permanecerem na escola antes e depois das aulas, em actividades extra curriculares. (Ler Mais…)

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A importância de dar o EXEMPLO

Gostava de dizer, com toda a frontalidade, que num país em dificuldades é inaceitável, imoral e obsceno que um administrador público ganhe 30 mil euros por mês. Não tem justificação nenhuma.
Isto não é de esquerda, nem de centro, nem de direita. É uma VERGONHA.

O mesmo Estado que paga uma miséria aos professores de todo o ensino obrigatório, que tão importantes são para o futuro do país, que não reconhece os melhores professores, sem os promover há vários anos e sem permitir progressão na carreia impedindo concursos, explicando que tudo isso se deve às dificuldades do país (o que todos entendemos), decide pagar 30 mil euros por mês (6x mais do que paga ao PM, mais de 10x o que paga aos seus professores) ao CEO de um banco que ainda agora precisou de 5 mil milhões de euros de aumento de capital por gestão danosa e muito duvidosa.

Não percebo que se justifique com o “mercado” a necessidade de pagar ordenados obscenos, superiores ao do PM e do PR, a administradores públicos, os quais, quase invariavelmente, apresentam péssimos resultados que depois são os contribuintes, de novo, que têm de suportar. A regra deveria ser muito simples, para todos os administradores públicos:

  1. O seu salário deveria ter uma componente fixa e outra variável;
  2. A componente fixa não poderia, em nenhum caso, sem nenhuma exceção, ultrapassar o vencimento do PM;
  3. A componente variável, que poderia equiparar o vencimento total ao “mercado”, deveria estar indexada a resultados sustentados da atividade do administrador. Isto é, seriam uma percentagem desses resultados comprovados;
  4. Não é aceitável que no Estado existam diferenças de salários superiores a 10x, quando se compara o salário mínimo com o salário máximo. Essas diferenças são sinal de subdesenvolvimento e de desrespeito pelos cidadãos.

Lamento tudo isto e que este país seja incapaz de respeitar os contribuintes e de dar o exemplo.

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Alargar o Ano lectivo

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O ano lectivo em Portugal é possui uma média de 180 dias, ao passo que na Coreia do Sul e no Japão, os valores correspondem os 243 e 240 dias respectivamente. Como possuem muito mais tempo em sala de aulas, os alunos nipónicos e coreanos podem facilmente aumentar o tempo de treino e aprendizagem, melhorando a sua performance e abarcando de forma adequada todo o conteúdo programático das disciplinas. Não é de admirar, que os mesmos estudantes afirmem que 92% das perguntas do exame de geometria descritiva e álgebra foram devidamente estudadas em aula. Em contrapartida, para os estudantes ocidentais apenas 52% das perguntas foram abordadas durante o aulo lectivo. (Ler Mais…)

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