Câmara de Gaia “mete” marcha-atrás

Festival Mares Vivas obras

Ontem, cerca das 13h00, publiquei este artigo de opinião sobre a polémica envolta da realização do Marés Vivas 2016. Coincidência ou talvez não a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia anunciou em comunicado, ontem, cerca das 18h00, que o Festival Marés Vivas vai regressar à Praia do Cabedelo.

Parece-me uma decisão muito tardia, mas sensata da autarquia. É caso para dizer mais vale tarde que nunca.

Apesar da marcha-atrás o presidente Eduardo Vítor Rodrigues não se conforma e avisou que vai imputar os prejuízos a ” todos aqueles que torpedearam ” o evento. Não sei a quem Eduardo Vítor Rodrigues se refere mas espero que não seja àqueles que livremente, como eu, manifestaram a sua opinião. A Revolução de Abril conta com mais de 42 anos e uma das suas maiores conquistas foi a liberdade de expressão.

Parece-me que Eduardo Vítor Rodrigues continua trilhar o caminho do confronto quando deveria procurar consensos. O presidente da Câmara de Gaia deveria saber que não é com gasolina que se apagam incêndios.

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Marés (muito) Vivas em Gaia

foto@petiçãopublica

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Ao longo das últimas 13 edições sempre foi pacífica a realização do Festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia.

Este ano a 14ª edição, que terá lugar nos dias 14, 15 e 16 de Julho, está envolta numa polémica que envolve o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, a Associação de Defesa do Ambiente Campo Aberto, a Quercus e o Movimento SOS Estuário do Douro  devido à escolha do local, lado a lado com a Reserva Natural Local do Estuário do Douro, onde centenas de pássaros vivem, nidificam e descansam na sua migração.

Este delicado e polémico processo teve o seu início há vários meses quando a Quercus e investigadores das aves colocaram em causa a nova localização do Marés Vivas.

Tenho assistido lamentavelmente a este espectáculo triste que tem envolvido ambas as partes , mas reconheço que Eduardo Vítor Rodrigues não teve capacidade, nem sensibilidade política para gerir este delicado processo. Já dizia o nosso sábio povo que “ não é com vinagre que se caçam moscas “. Não é afrontando as instituições ambientalistas, neste tipo de processos, que se consegue levar as negociações a ” bom porto “.

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