Conversas encriptadas ou consequências de uma digestão mal feita…

“Camarada R, passe a palavra…o encontro é na toca da loba, daqui a uma hora. Temos que reunir o gabinete de crise democrática. Entra em vigor a partir de agora o GCC…”.

“GCC camarada?”

“Sim. Óbvio. GCC…Guia de Camaradas em Crise!!!”

“Entendido. É por isso que está a usar o telefone de corda e não o telemóvel?”

“Claro! Com o telefone de corda é só encostar na parede e assim não podemos ser escutados…”

“Entendido. Passa a vigorar o plano K o do “Fascismo Não passará”, Mari…?”

“Nada de nomes!!! Manda a regra nº 5 do “Guia dos Camaradas em Crise” que passemos a usar os nomes do código e não os nossos! Já não te recordas? Eu passo de imediato a ser a camarada be1 e tu passas a ser o camarada be2! Ensaiámos isso milhentas vezes!”

“Sorry, camarada Mar…quero dizer camarada be1. Vou imediatamente reunir todos os camaradas be’s”.

“Combinado camarada be2. Mas nada de palavras estrangeiras. Dita a regra nº 323 do GCC que passemos a usar apenas o português. Como aqui ninguém o fala é quase impossível perceberem o que dizemos. Outra coisa, o plano que passa a vigorar não é o do “Fascismo Não Passará”. Estás doido? Esse é muito comunista e só o usamos em situações extremas. E nós estamos cada vez mais distantes do Jerónimo. O atentado é, de certeza dos quase camaradas do DAESH. E nós, com eles, mantemos aquela situação triangulada de proximidade/ambiguidade/distanciamento … por isso o plano em vigor passa a ser o H… O plano “Enquanto Não Podemos Bazar, Que Eles Não Batem Bem da Mona, Nada de Críticas Porque Somos Próximos”! Entendido camarada be2?” quase gritou, já impaciente, MM enquanto arrancava o cravo que trazia no cabelo e que tinha sido usado na intervenção no plenário em defesa das abelhas só com uma asa da zona de rilhafoles de cima… cumprindo o GCC, ponto 5, alínea c, segundo o qual “em tempos de crise a imagem deve ser o mais anónima possível, para não chamar a atenção e a pessoa passar despercebida”.

“Entendido camarada be1. Desculpe.”, ouviu, entretanto.

“Be2…Manda a regra nº 72 do GCC que passemos todos a usar o tratamento por tu, para não sermos identificados hierarquicamente. Se fumasses menos charutos e estudasses melhor os manuais…”

“Eu não fumo charutos, camarada…São um símbolo do capitalismo americano…”

“Não é desses, é dos outros…dahhh”.

“Desculpa camarada be1…acordei há pouco e ainda estou meio ressacado. Fizemos uma tainada na camarata com salpicões, presunto e vinho tinto e não me caiu bem.”

“Pois…mas não tinhas dito que ias ficar a ler Trotsky?! Para purificação das tentações do capitalismo???”

“Uh…ahh…cof, cof, cof…bem…”

“Já entendi tudo. Continuemos…Depois quando tudo acalmar vamos ter que tratar dessa mentira e respetiva punição. Não é permitido mentir e muito menos à camarada grande irmã, grande líder, toda poderosa, que sou eu! À grande Irmã nunca se mente. E maior do que eu só a Camarada Catarina. Mas essa está em Portugal. Por isso, aqui quem manda sou eu! Bem… Deixemos isso para quando a crise passar.”

“Oh camarada be1…Vou ter que ficar a ler mais 500 vezes os discursos do Passos?… Not again???”

“Em português, be2!!! Em português!!!!!”, gritou. “Relaxa M…Relaxa!”, pensou, enquanto ensaiava mentalmente algumas posições de yoga… “Bem…falamos disso depois. Agora não é prioritário. Vou ao mercado comprar umas maçãs, umas laranjas, umas couves, um naco de queijo e outro de presunto, um bocado de salame e uma broa para comermos na toca da loba. Ainda tenho dois garrafões de água que os camaradas de Cristalina de Baixo me ofereceram e um garrafão de tinto de Vinhais do Lado. Vai ter que chegar até podermos bazar.”

“ E uns biscoitos?!”

“Há bolachas Maria. Em tempo de crise comer não é prioritário. E também todos sabem que, como refere o GCC, no ponto nº 534, em momentos de crise não há espaço para as modernices da comida vegan, do tofu, da soja, do regime vegetariano. É sopa à lavrador, com carne, batatas e couves, para dar força e depois fruta…”

“ E não há um docinho?…”

“Qual doce? Estás a ficar muito capitalista!!!”

“Nem umas ovinhas de caviar? Eu sei que a camarada gosta…”

“Calou! Já! Em tempos de crise como diz no gui…”

“Sim, eu sei. Como diz no Guia dos Camaradas em Crise…”

“Sinto alguma revolta da tua parte???… Olha que em tempos de crise, não há democracias…Eu mando e vocês obedecem…É como dizia a Manuela… a Democracia fica suspensa…não por seis meses, mas até eu entender! Bem….Há também figos secos de Figueiras do Sul e umas maçãs de Macieira do Centro. Deve chegar. Vou mandar fazer uma sopa forte para podermos criar as rações individuais de crise. Transmissão concluída”.

Concluída a comunicação, a camarada chefe, MM, em tempos de crise conhecida por camarada be1, guardou o telefone de corda na saca de sarapilheira remendada com motivos artesanais populares que imediatamente pendurou às costas e esgueirou-se pelos corredores do PE em passo acelerado. Enquanto tentava andar mais depressa concluiu que as xanatas de dedo, usadas propositadamente para o debate em plenário, para dar o ar rústico, politicamente correto, eram muito pouco práticas e dificultavam os movimentos. “Se ao menos tivesse trazido as minhas sapatilhas, agora podia correr…mas no debate aqueles fascistas iam logo insinuar que eu estava cada vez mais prisioneira dos prazeres capitalistas…As sapatilhas podem ser fascistas, mas que são práticas isso são”, sussurrou entre dentes.

“Foices!!!”, quase gritou, enquanto tentava equilibrar-se, para não cair, quando uma das alpercatas se prendeu nas escadas rolantes.

Recuperada viu-se obrigada a moderar o passo para não correr o risco de escorregar de novo. “Quando chegar a casa tenho que por em ação o Organigrama de Crise… Vou mandar a camarada da logística tratar das sandes e fazer a sopa. Preciso de recomendar que coloque apenas uma fatia de queijo ou uma de presunto, para render mais. O camarada das comunicações com a Imprensa vai ter que fazer um comunicado para os jornalistas…Pode ser o texto nº 3.  Alguma emoção…o blá, blá, do costume e desviar logo as atenções do DAESH e atacar o funcionamento do PE. Ele não se pode esquecer de mandar as farpas habituais ao governo anterior…ao Passos e ao Paulinho dos submarinos. O camarada das comunicações externas vai ter que ligar para Lisboa para tranquilizar a Catarina, depois ligar para Espanha, para o Pablo. E o Tsipras? Estamos um bocado distantes…Bem, o camarada liga para o Tsipras e a seguir para o Varoufakis…assim ficamos de bem com Deus…Foices!!!! Que raio! Ainda não consegui perder estes hábitos da tradição católica! Ensaia Marisa, ensaia…Ficamos de bem com Fidel e com o Obama. Ficamos de bem com Fidel e com Obama! Foices, que isto não entra. Bem…relaxa M relaxa… que está tudo bem. Vou mandar o camarada das relações internas pôr música ambiente. Podem ser aquelas gravações dos cantares alentejanos. E vai ser preciso pôr um incenso a queimar…Sempre disfarça o cheiro dos pés e como vai ter que estar tudo descalço e o nº4 tem aquele problema do cheiro dos pés, sempre atenua. Não me posso esquecer de mandar o nº5 declamar uns textos do Che… Levantam o ânimo e criam ambiente. Devem estar todos amedrontados e com vontade de apanhar o primeiro avião para Lisboa. Mas não os posso deixar cair em tentações…A Elisa já bazou para a Holanda. O Melo teve a sorte de não chegar a apanhar o avião para cá…Quem se lixa sou eu. Mas pronto. Já que estou cá, vamos tentar recolher lucro. Não me posso esquecer de postar no Facebook, logo que chegar a casa, qualquer coisa do género… Juntei a equipa em minha casa e estamos aqui a aguardar instruções. Pode ser que alguém do PC morda a isca e consigo criar mais uma polémica“.

E lá foi ela em passo veloz, com a rapidez que as xanatas permitiam.

Enquanto caminhava lembrou-se que tinha um lenço na saca e quando o ia tirar parou de imediato. “Tapar a cara com o lenço, para não ser reconhecida, era uma péssima ideia”, pensou. “Nesta fase ainda podiam pensar que era uma burka e ia arranjar problemas… Mas se fosse presa ou agredida, desde que não fosse muito e ficasse bem visível e com os jornalistas contacto bem trabalhados…era uma série de votos, a entrar sem esforço…”, sorriu.

De repente…

Acordei.

Sem saber onde estava, mas com frio.

Já consciente, pensei…“Eu sabia que aquele jantar era muito pesado”.

“Ir logo para a cama, após o jantar, tinha que resultar em pesadelos! Que chatice! Mas não podia ser pior…sonhar com a Matias????”, vociferei em surdina. E deitei-me novamente, tentando descansar e afastar os pesadelos.

 

Manuel Damas

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64 Comments

  1. Este artigo não faz nenhum sentido num blogue plural. É jocoso sem necessidade e não tem informação digna desse nome.

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  2. Este texto é profundamente abjecto tal como os anteriores do seu autor. Uma absoluta vergonha para este blog. O seu autor é alguém que confunde liberdade de opinião com o direito à ofensa e ao insulto. Não vale o chão que pisam mulheres de enormíssimo valor como Catarina Martins e Marisa Matias.

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    • Tem a certeza de que leu os textos anteriores do mesmo autor? Respeito a sua admiração por mulheres como Marisa Matias ou Catarina Martins, mas a "comédia" aqui descrita é bem próxima da realidade partidária e pode acreditar que, mudado o vocabulário ligeiramente, vai da esquerda à direita. Depois, não vejo onde mora nestas palavras o insulto. Nomes? Tivemos sempre e ainda conseguimos ter, graças à democracia e à liberdade, "paródias com nome e sobrenome" em Raul Solnado, em Herman José, em Ricardo Araújo Pereira, em Natália Correia e por aí fora. Seguramente que não espera que "liberdade de expressão" signifique algo como "politicamente correcto". Ou se a "palhaçada" descrita fosse nos meandros do PSD, de Passos coelho e da sua prole de "rapazolas" (parafraseando Daniel Oliveira), estaria assim tão incomodada ou já se podia rotular de "liberdade de expressão". Se o blogue é plural deve ser mesmo plural e que não se queixem dos joelhos os que praticam a genuflexão. Minha cara, não espere que o mérito que atribui a estas duas mulheres seja partilhado pela maioria, caso assim fosse uma seria primeiro ministro de Portugal e a outra presidente da república portuguesa. Repare, no entanto, que a manifestação da sua opinião sobre este texto é tão bem-vinda a este espaço quanto o próprio texto que a despoletou. Este espaço não é um espaço de massagem ao ego..... é um espaço de pensamento que é uma actividade subversiva, segundo Viviane Forrester.
      Boa tarde.

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      • Sílvia Allves
        A sua denodada e patética defesa do damas que, como médico, terá as qualidades que a senhora "diz que ele tem", não vêm, AGORA ao caso ! E só à falta de melhor argumento, elas são aqui citadas para, de alguma maneira...dourar a pílula ! A sua "denodada defesa" repito, cai pela base quando argumenta que, "mudado o vocabulário da "comédia", ligeiramente da esquerda à direita, NÃO VÊ ONDE ESTÁ O INSULTO ! O seu amigo médico, não na "comédia" como beatificamente lhe chama, mas na ópera-bufa (e mal cheirosa...) que escreveu, tem lá o insulto mais rasteiro, mais reles, mais canalha completamente dirigido a um "alvo" ! E, também ao contrário do que a senhora afirma, que ele "não vende a sua dignidade prostituindo a sua ideologia de base" pergunto-lhe se este acto desprezível, reles, rasteiro, ignóbil, não é uma forma de prostituição ao serviço dessa "metafóricamente" chamada..."ideologia de base" ? !

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    • A senhora não fique assim incomodada.O autor do artigo, bebeu uns copos, teve um pesadelo," acordou com frio", como medico,que parece ser ,foi incauto. Para a cama depois de enfardar (ensopado de borrego?),e emborcar uns tintos? Veja la. Olhe o coração senhor doutor. Tome atenção, não nos prive dos seus belíssimos pesadelos. E já agora, cuidado com os doentes...

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  3. Ena pá que guerra por um texto que não está ao alcance de toda a gente escrever!
    Um dia em conversa, no bar da sede de Coimbra, com Francisco Sá Carneiro contamos-lhe que os "camaradas" numa "manif" tinham levado um rapazote com um papel nas costas onde estava escrita a palavra "Sá" e que, preso por uma corda, se fazia acompanhar de um jovem carneirinho.
    Fartou-se de rir e elogiou a imaginação do autor da brincadeira.
    Obviamente que não podemos esperar de quem simpatiza com ideologias onde a liberdade é um mito esta abertura de espírito.

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  4. Por norma, diz o senso comum que as maiores serpentes escondem-se nos mais profundos dos covis.

    O que este senhor acabou de escrever é pura e simplesmente um ataque ad-hominem, gratuito e sem qualquer fundamento à visada. Insulta em algumas partes. Noutras limita-se a ser apenas infundado e desconhecedor do que diz, não correspondendo minimamente à pessoa que visa insultar, difamar porque simplesmente não a conhece, não lhe consegue sequer seguir um rasto de pensamento, não é alguém com o trabalho e com a capacidade de acção da Marisa nem é digno sequer de pronunciar o seu nome. Alguém conhece este Manuel Damas? O que é que já fez em vida digno de destaque? Por norma as pessoas criticam outras quando as superam em algum aspecto da vida, o que não é o caso.

    Este texto merece uma queixa no Ministério Público. É ofensivo e insultuoso à honra, à dignidade e ao trabalho da Marisa Matias.

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    • «Este texto merece uma queixa no Ministério Público. É ofensivo e insultuoso à honra, à dignidade e ao trabalho da Marisa Matias.»

      É assim a esquerda, sempre com a ameaça e a intimidação na ponta da língua. Quando no tempo do professor Salazar eram levados a tribunal por falarem demais, diziam que era ditadura. Agora, os escorques da esquerda mal apanham algum poder na mão, tocam a fazer o mesmo à oposição. Falas demais? Ministério Público em cima! É este o conceito de democracia da putada esquerdista. Mandá-los ir apanhar na anilha traseira ainda é pouco, muito pouco.

      Epa, João Branco, vai mas é pentear macacos, percebes, pá!

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    • O Manuel Damas, como médico, já salvou muitas vidas. Na área social, fez o que muitos que se dizem beneméritos nunca fizerem. Mas fez o mais importante, nunca vendeu a sua dignidade, prostituindo a sua ideologia de base. Eu conheço o Manuel Damas do terreno, não dá ficção.
      Como sou de esquerda mas sou livre, posso, num blog plural, dizer claramente o que penso. Conheço o homem, Manuel Damas, que não é de esquerda, mas é um homem de pensamento livre. De facto, só num país pobre e ignorante deixado pelo velho senhor se torna impossível discutir ideias para construir caminhos. Os senhores parecem meninos do coro à luta para ver quem fica com os melhores és santinhos. Gente mal formada e muito rasteira não fica bem num blog plural onde o pensamento é um "acto subversivo ".

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    • Realmente não está ao alcance de qualquer um escrever... só de um asno. E de quem aprecia asnos.

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  5. O que se poderia esperar dum sitio feito à imagem e semelhança do Paulo Vieira da Silva um ser democrático do melhor.
    Já infestou o Aventar onde cerceou a possibilidade de comentar os seus textos e aqui deve faltar pouco.
    Abjecto é o que se me soe dizer sobre este escrito.

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  6. Gostaria que o João José Horta Nobre me esclarecesse onde é que ameacei ou intimidei o autor do texto assim como também gostaria que me explicasse a possibilidade dos crimes de difamação e calúnia encaixarem legitimamente num Estado de Direito Democrático, em específico, no modelo português.

    A forma como terminou o seu comentário atesta muito bem do carácter baixo que decerto partilha com o autor do texto, para além dos clichés dos costume a que já estamos habituados do pensamento tamanco tão típico do ser lusitano. Estamos esclarecidos quanto a este assunto.
    Tenho também que mencionar que acho divertido invocar-se (em vão) os "tempos do Salazar" para tudo, como se os tempos do Salazar fossem os tempos moral e eticamente correctos para servir de barómetro a comparações bacocas entre os paradigmas sociais passados, presentes e futuros.

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  7. Desculpe Sílvia mas posso repetir o quê se nada disse?

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  8. Caro Dr. Manuel Damas, muito obrigada por este momento tão Bocage. O sentido de humor é algo que quando não entendido por demasiado refinado leva a atitudes e palavras como estas que aqui assistimos. Espero que continue a brindar-nos com os seus escritos. Cumprimentos

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    • Obrigado pelas simpáticas palavras de incentivo. Cada vez mais considero que vivemos numa época em que uma suposta "inteligentsia" se permite avacalhar com tudo e com todos numa suposta liberdade...mas quando são os "seus" supostamente atingidos...reagem de forma desmesurada, explosiva, sem limites, suja...Quando travestiram o lider do PSD(personagem de quem eu nao sou fã e muito menos seguidor), gargalharam, babando-se...porque eu ficcionei um texto...foi o caos. Eu considero que o humor é uma prova de inteligência, a que nem todos conseguem chegar...Eu escrevo e continuarei a escrever...até porque sei que a palavra, principalmente escrita, é uma vertente da Liberdade. Mas agradeço, renovadamente, as suas palavras até porque sabem bem no meio de todo este matagal alarve, proveniente de uma meia dúzia de fedelhos mal educados e cobardes, porque escondidos atrás do anonimato. Saudações

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      • Manuel Damas
        Aquilo que na sua opinião é "humor", e a Liberdade com que dele faz uso, é igual a minha, e permite-me, usando as suas palavras, mas "dando-lhes" o "efeito boomerang", que elas, precisamente, espelham : - "Que vivemos numa época em que uma suposta "intelligentsia" se permite avacalhar com tudo e todos, numa suposta "liberdade" !
        E é com a minha Liberdade, tão legítima quanto a sua (que, creio, ninguém aqui lhe nega...), que eu lhe digo que o seu texto, de uma mediocridade rebuscada, de um "humor forçado e sem nexo, é um avacalhamento gratuito e abjecto, dirigido a um alvo preciso !
        Podia até fazê-lo com graça, se para tal tivesse engenho e arte ! Mas não ! O seu texto é um "mostruário" abastardado de truques e encadeamentos pretensamente "literários e cenográficos", insultuosos, com pérolas deste jaez :
        - "Ficamos de bem com Fidel e com Obama! Foices, que isto não entra. Bem…relaxa M relaxa… que está tudo bem. Vou mandar o camarada das relações internas pôr música ambiente. Podem ser aquelas gravações dos cantares alentejanos. E vai ser preciso pôr um incenso a queimar…Sempre disfarça o cheiro dos pés e como vai ter que estar tudo descalço e o nº4 tem aquele problema do cheiro dos pés, sempre atenua". (O eufemismo do "foices", então, é um achado ! E nada avacalhado, nada desmesurado, nada sujo !!!!
        È então a "isto" que "chama" o quê ? "Teatro" de "intervenção", suponho, qual minúsculo "Brecht...zinho" de vão de escada ?
        E a sua ridícula vitimização "porque ficcionei um texto...foi o caos...num matagal alarve" !
        O "CAOS" ? Você acha que o exercício da Liberdade, da Cidadania, o direito a estar em desacordo com o seu "humor", "fino" e "inteligente", é... "O CAOS" ?
        Mas que valor é que você dá à inalienável Liberdade dos outros exprimirem, igualmente, opiniões contrárias às suas ?
        Ah ! E eu não me "escondo atrás do anonimato" ! O meu nome é MESMO, José Peralta.

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        • É a sua opinião. Não é a minha. E como ainda vivemos num País Livre...quem manda na minha escrita...sou Eu! Saudações.

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          • manuel damas

            "O atentado é, de certeza dos quase camaradas do DAESH. E nós, com eles, mantemos aquela situação triangulada de proximidade/ambiguidade/distanciamento …”( manuel damas)

            A torpeza de tão ignóbil insinuação, a calúnia rasca, canalha, ofensiva, de tentar colar, mesmo “a brincar”, os terríveis assassinos do daesh ao Bloco de Esquerda e a Marisa Matias, “quase camaradas” – “triangulação proximidade/distanciamento” .

            Doutor na asneira, na ciência burro
            (...) E acalmado do povo o grão sussurro
            O dique das asneiras arrebenta - (Bocage) - Retrato de corpo inteiro de...manuel damas.

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  9. Luísa Vaz

    Momento Bocage :

    [SONETO DO PREGADOR PECADOR - (incompleto)]
    José Maria Barbosa du Bocage

    Bojudo fradalhão de larga venta,
    Abismo imundo de tabaco esturro,
    Doutor na asneira, na ciência burro,
    Com barba hirsuta, que no peito assenta:
    No púlpito um domingo se apresenta;
    Prega nas grades espantoso murro;
    E acalmado do povo o grão sussurro
    O dique das asneiras arrebenta.

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  10. Caro José Peralta,

    Dado o teor do seu primeiro post devo sentir-me uma felizarda por ser brindada com um poema do magnifico Bocage que acho que assenta que nem uma luva a tudo se originou após o texto de Manuel Damas. Aceite portanto os meus mais respeitosos cumprimentos e agradecimento por esse texto tão explicativo e que desfaz qualquer dúvida que esta "conversa" pudesse levantar.
    A si, Manuel Damas só tenho a dizer que até que a voz nos doa não nos calaremos. Não podemos permitir sem ripostar que esta visão toldada vá ganhando espaço na nossa sociedade. Um Bem Haja pela sua coragem e qualidade dos seus textos. Sou pela Liberdade e pela Justiça e quando achar que esses valores são de alguma forma beliscados, pode contar sempre com a minha intervenção.
    Continuação de bons escritos e boas Insónias.
    Cumprimentos,
    Luisa Vaz

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    • Cara Luísa Vaz
      Obrigado pelas suas simpáticas palavras ! Também concordo que o magnífico Bocage, assenta como uma luva ao "texto" de Manuel Damas, porque...tal como a senhora, "eu sou pela Liberdade e pela Justiça e, até que a voz me doa, não me calarei, porque não posso, sem ripostar, permitir que esta visão toldada, vá ganhando espaço nesta nossa sociedade" ! Como, aliás, já o fiz saber, na minha resposta ao "ilustre dramaturgo"...
      Com os meus melhores cumprimentos, permita-me aproveitar este espaço para um pedido de desculpa :

      Manuel Maria ! Lá no Olimpo, onde por certo contemplas este ignaro mortal, perdôa o ter-te chamado José Maria ! Foi uma distracção indesculpável, e tu não foste o primeiro ! Imagina que já "chamei" João ao Sebastião José, "troquei" o olho cego do Camões, e a pata "direita" do cavalo do Senhor D. José ! Este teu acrisolado admirador : - José.

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      • Cara Luísa Vaz
        Volto aqui para, sem ironia e com genuína admiração, falar de coragem ! Da SUA, que não da minha !

        Li, atentamente os seus posts "O medo de perder o lugar" (30 de Março) : - "A condenação dos 17 activistas de entre os quais se destaca Luaty Beirão, é no mínimo um atentado à moral e à decência, e faz-nos questionar muita coisa. (...) estamos a falar de Seres Humanos que estão presos porque querem ser livres".

        E "A propósito do XXXV Congresso do PPD/PSD" (1 de Abril) : - "O Partido precisa de uma limpeza de cima abaixo e precisa de vêr o peso das suas estruturas revisto e reduzido. (...) Releia (Passos Coelho) os Estatutos e veja se alguns dos que se passeiam pelos corredores de S. Bento à Lapa, pelos corredores das Distritais, das Concelhias e dos Núcleos, correspondem ao perfil lá traçado de Valores e Princípios Sociais-Democratas. No tempo de tomar-mos um café eu cito-lhe de cabeça e sem auxiliares de espécie nenhuma, uma série de nomes caso tenha dificuldade em encontra-los".

        A sua coragem em abrir "a caixa de Pandora" nos dois posts que refiro, e contra os «cânones" da clique, da quadrilha de "boys" oportunistas e caninos "his master´s voice" bem comportados, "em acção" no partido e no Congresso, para não perderem prebendas e mordomias, a Luísa Vaz não ignorará o virar de costas, o olhar de soslaio, o ranger de dentes, a canalhice ignóbil, a "filhadaputice", permita-me o plebeísmo, de que vai ser alvo, a partir de agora, à mistura com o "apoio" de sorrizinhos hipócritas e cínicas palmadinhas nas costas !
        Por isso admiro, com toda a sinceridade, a sua coragem, e o trabalho homérico que vai ter, se "frequentar", de hoje em diante o seu partido, sempre a olhar para trás, esperando a facada nas costas, ou olhando receosa para o copo rezando para que não lhe tenham lá despejado "o anel com cicuta"...Reveja a "história" recente do PSD, e lá encontrará de Manuela Ferreira Leite a Pacheco Pereira ou José Eduardo Martins, o secretário de Estado que, logo após uma reunião com o coelho, só soube da sua demissão pelo telefonema de um amigo que a leu num jornal ou a viu na TV ! Em contrapartida carlos peixoto, o canalha da "peste grisalha", o marco antónio a contas com uma investigação judicial, "pegaram de estaca" e, entre outros, continuam lá ! Ou o relvas, o ´falsário, "recuperado" para a "hierarquia" do partido pelo coelho ( que segredos" o relvas guardará, para "merecer" tal protecção" ?

        Agora, voltando ao tema CORAGEM, desta vez a do seu admirado manuel damas, que tanto aprecia, gostaria que comentasse esta frase, que bem demonstra a refinada canalhice do "Bocage de pacotilha" :

        "O atentado é, de certeza dos quase camaradas do DAESH. E nós, com eles, mantemos aquela situação triangulada de proximidade/ambiguidade/distanciamento …"

        A torpeza de tão ignóbil insinuação, a calúnia rasca, canalha, ofensiva, de tentar colar, mesmo "a brincar", os terríveis assassinos do daesh ao Bloco de Esquerda e a Marisa Matias, "quase camaradas" - "triangulação proximidade/distanciamento", que comentário, também corajoso, já agora, se lhe oferece fazer ?
        Sinceramente, gostaria de saber a sua opinião !
        Relevando a minha sincera admiração, cumprimento-a vivamente.
        José Peralta

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  11. Caro José Peralta,

    Agradeço que tenha lido os meus textos e espero que o continue a fazer e comente sempre da forma ordeira e educada como a mim se tem dirigido. Entendo que umas frases chamem mais a atenção que outras mas, e se lê Bocage devem com toda a certeza ler Clássicos e Contemporâneos, sabe que por mais que algumas ideias transmitidas nos saltem à vista ou com elas nos identifiquemos de forma mais próxima ou mais profunda, elas quando descontextualizadas, tal como um qualquer momento histórico, de pouco ou nada valem.
    Por esse mesmo motivo e pela cordialidade que se tem fomentado entre os autores do Insónias, escuso-me a comentar frases soltas retiradas do contexto de um escrito de Manuel Damas ou mesmo a escrever um comentário a um autor que não seja a ele directamente dirigido.
    Terei todo o gosto em consigo debater alguma ideia ou raciocínio que considere pertinente nos meus textos ou em artigos futuros.
    Aceite os meus votos de continuação de um excelente fim-de-semana com o XXXVI Congresso do PPD/PSD como fundo.
    Sem mais no que a este assunto diz respeito.
    Atenciosamente,
    Luisa Vaz

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  12. Cara Luísa Vaz
    A forma educada com que me dirijo a si, ( e a Luísa Vaz não é única interlocutora ) é, simplesmente, a minha obrigação, porque a senhora também a tem em relação a mim, apesar das óbvias e não poucas opiniões que, democráticamente, nos dividem !
    Eu, sou simpatizante e apoiante do Bloco de Esquerda e de Marisa Matias, como já deve ter inferido e, por isso, sou particularmente sensível aos ataques alarves, cegos, descabelados, provocatórios, ofensivos e, para mim, completamente ignóbeis e gratuitos por parte de quaisquer manuéis damas, mas compreendo muito bem ( oh! se compreendo !!!) os "fins" e os "alvos" a que se destinam...debaixo do enorme "chapéu de chuva" da Democracia e da Liberdade de "expressão" ! E é precisamente ao abrigo dessa Liberdade e Democracia que eu tenho direito a não ficar calado e o exerço, com o contraditório que muito "magôa" os referidos manuéis, porque "acham" que esse direito , é só deles...

    Tal como a Luísa Vaz, corajosamente, fez com o PPD/PSD, coragem que, no meu caso, nem preciso "utilizar" para contestar algumas, poucas, orientações do BE, o que já tenho feito, também !
    Vejo, aliás que, felizmente para a Democracia dentro do seu partido , a sua coragem não está sózinha, ( esperemos depois as "consequências"...) ! E pelo que leio no Insónias, não é única, a saber : Luís Cirilo (1 de Abril)- " O 36º" ; Paulo Vieira da Silva (2 de Abril)- " A social democracia tem que ser muito mais do que um slogan"; Pedro Salvador (2 de Abril) - "Ser social democrata num congresso do PSD" (com uma foto que dispensa comentários...); E Paulo Salvador (hoje mesmo) "Morreu a Social Democracia no PSD" !

    Quanto a "frases soltas", concrectamente a que referi, estaria "retirada do contexto" sim, se o autor e o "contexto" não encabeçassem o post e não estivessem patentes à leitura de toda a gente ! MAS...ESTÃO ! E tenho a maior compreensão e bonomia para a sua resposta !

    Quanto aos desejos de bom fim de semana, agradeço e retribuo. O XXXVI, como compreenderá, só não me é indiferente, no que toca ao seu oportuno comentário e aos outros que a propósito cito, e sobretudo à "morte da social democracia" que, não hoje, nas desde há quatro anos morreu no PSD ! E pelos vistos, não foi agora que, como a Fénix...renasceu das cinzas, mau grado as estentóricas "promessas" do compulsivo, patológico mentiroso, gritadas e atiradas como "murros" aos congressistas... Mas esse, não é problema meu !
    Os meus cumprimentos e a minha sincera consideração
    José Peralta

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    • Basta! A partir de agora qualquer comentário seu que se me refira será por mim imediatamente apagado. Já aturei muito. Já aturei tudo. Já aturei demais.

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  13. Cara Luísa Vaz

    Em tempo :
    Não posso continuar a pertencer a um órgão que está moribundo e ocupado maioritariamente por seguidistas e por muita gente sem qualquer ideia arrumada na cabeça sobre o que é a social democracia e para que serve verdadeiramente isto da política.

    "Não fugi ao congresso e aqui estive, pois não temo as ameaças e intimidações de seitas organizadas de corruptos e gente que deveria há muito estar presa. Sim, o meu partido está hoje também refém de uma espécie de conclave criminoso dos subúrbios urbanos das grandes metrópoles. Se assim não fosse, nunca se permitiria a inclusão nos órgãos nacionais de currículos duvidosos, trajetos sujos e elementos patogénicos". (PEDRO SALVADOR in "Morreu a Social-Democracia no PSD")

    "Não temo as ameaças e intimidações de seitas organizadas de corruptos e gente que deveria há muito estar presa" 1

    Luísa Vaz
    Renovo os protestos da minha consideração por si...e, cada vez mais, considero que ela é, cada dia, (perdôe o meu bacoco pretensiosismo!) mais merecida !
    José Peralta

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