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UBER

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Na semana passada assistimos a uma manifestação com algumas cenas de violência protagonizadas pelos taxistas, protestando contra a concorrência da UBER. Os protestos excederam em muito o estritamente necessário e apenas pretendem consolidar ou proteger os interesses de uma corporação que explora um mercado em regime de oligopólio. Apesar de concordar, com a necessidade da rever e criar legislação adequada e que regule o serviço prestado pela UBER, parece-me evidente, que para os consumidores, a entrada desta empresa no mercado nacional é extremamente positiva. Um estudo realizado em França concluiu que a UBER contribuiu para reduzir os preços das viagens em cerca de 50 a 60%, criou mais de 5 mil postos de trabalho, dos quais 81% são a tempo inteiro, permitindo uma remuneração horária próxima dos 20 euros, o que corresponde ao dobro do salário mínimo francês. Além disso, a mesma investigação afirma que a presença de trabalhadores emigrantes ou de faixas da população mais pobres que constitui a principal fonte de mão de obra da UBER, o que segundo os autores, contribuiu para a integração social, redução da criminalidade e dos gastos do Estado com apoios sociais. Do ponto de vista do utilizador, a presença da plataforma cria uma alternativa válida e eficiente ao monopólio dos táxis, melhorando a qualidade do serviço, uma vez que os motoristas são avaliados pelos passageiros e os seus resultados são publicados no site da empresa. Esperemos que o governo desenhe o enquadramento regulatório e legal necessário para que a companhia opere em Portugal, para bem do sector, dos consumidores e do próprio país.

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