Nunca utilizei os serviços da plataforma digital UBER.
Mas tenho amigos (ainda um destes dias jantei com um que me disse maravilhas da plataforma que utiliza em diferentes países de três continentes) que são clientes habituais e cujo grau de satisfação é muito elevado.
Referem-se a qualidade do serviço e à facilidade na sua contratação, a educação dos motoristas, os carros esmeradamente limpos, a facilidade do pagamento electrónico, a vantagem de não terem de estar na rua à espera que passe um táxi disponível.
Todos eles me dizem que onde há UBER não querem saber de táxis para nada!
Nunca utilizei a UBER mas já andei centenas de vezes de táxi em Portugal e não só.
E nunca encontrei concentrados num mesmo veiculo/condutor todas as qualidades que me referem nos serviços da UBER.
Já encontrei condutores extremamente simpáticos, com quem mantive conversas bem interessantes, mas também já me calharam em sorte autênticos “grunhos” a quem até parecia custar dizer “bom dia” ou “boa tarde”.
Já andei em táxis a brilhar de limpeza mas também nalguns que pareciam uma espécie de contentor de lixo ambulante dos quais saí com uma imensa sensação de alívio.
E portanto admito que será fácil converter-me à UBER quando estiver em cidades onde esse serviço esteja disponível como é o caso,por exemplo, de Lisboa.
E não é por ter alguma coisa contra táxis ou taxistas.
Apenas e só porque quando vivemos num tempo (eu sei que os sindicatos tem muita dificuldade em se adaptar à evolução) em que a concorrência quando posta ao serviço do consumidor é um factor de progresso das sociedades e de estimulo ás economias.
E desde que a plataforma UBER opere dentro da legalidade resta aos taxistas concorrerem com ela naquilo em que ela faz a diferença; a qualidade do serviço.
O resto são tretas de quem quer que o protecionismo estatal substitua aquilo que é da obrigação das empresas de táxis fazerem.
Modernizarem-se e elevarem os níveis de serviço.