Não andar a dormir

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Pareceu-me que, para primeiro post, faria algum sentido explicar a minha adesão a este projecto. Que é também reflectir sobre a importância da liberdade de expressão. O convite surgiu-me na caixa de correio electrónico e o Insónias apresentava-se feito de “pessoas livres com pensamento livre”. Logo me revi na descrição. E achei o propósito enunciado – ser um “amplo espaço de debate e reflexão” – de grande pertinência.

Quatro décadas volvidas sobre o fim da ditadura, já não temos uma polícia política e deixámos de temer o envio para o Tarrafal.

Contudo, as milícias da censura subsistem. Não geram tanta comoção como o triste episódio do Charlie Hebdo e usam outras armas, das não literais, mas comungam do mesmo espírito silenciador e vão fazendo os seus estragos. Temos um regime democrático, não temos uma sociedade democrática. Falta-nos muito a cultura do debate, em que se aceita que os gostos se discutem e cada qual tem direito ao seu. Falta-nos perceber que discordar não é agredir e discordar sem agredir. Por isso, considero que a existência do Insónias é importante, que tem uma missão essencial, e muito me apraz fazer parte deste conjunto de autores.

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