Insónias

Marco António não chore, faça oposição e vá a votos

O novo ano trouxe-nos o reaparecimento de Marco António Costa. Depois de longos meses praticamente desaparecido – vá-se lá saber porquê – o vice-presidente do PSD aparece agora – tipo calimero – preocupado com a “batota pré-eleitoral” que o Governo socialista estará a preparar para o processo eleitoral autárquico que se avizinha afirmando que “vai ser o vale tudo”.

Afasta-se o “profeta” com ameaça da vinda do “diabo” e aparece o “bruxo” a prever a chegada dos “batoteiros”. Agora todos os argumentos servem ao PSD para justificar uma previsível derrota nas próximas eleições Autárquicas.

Mas vamos fazer uma pequena reflexão. Será que o PSD preparou devidamente o processo autárquico? O PSD tem feito uma oposição atenta e eficaz? Não me parece.

O PSD foi surpreendido com o aparecimento da “geringonça” e com o aparente sucesso do governo de António Costa não tendo ainda recuperado de ter sido afastado da governação. Assim o PSD não conseguiu preparar atempadamente o processo autárquico, nem tem feito uma oposição credível.

Vamos agora a um caso concreto. A concelhia do PSD de Gaia não existe politicamente. Na autarquia o PSD vai pelo mesmo caminho. O PS tem pescado “à linha”. Hoje resta ao PSD um vereador em onze na Câmara de Gaia. Mas não é por falta de oportunidade que o Partido não tem feito oposição ao Partido Socialista. Estou em crer que o futuro venha a explicar estas e outras situações. Nada mesmo melhor que o tempo para esclarecer estas coisas.

Mas continuemos. Marco António Costa é vice-presidente do PSD e militante em Vila Nova de Gaia. Foi, durante vários anos, vice-presidente da Câmara de Gaia. É por isso uma pessoa com responsabilidades acrescidas. Por isso algumas perguntas se colocam: porque, durante este mais de 3 anos, não cumpriu com o seu papel de destacado dirigente do PSD fazendo oposição ao PS e a Eduardo Vítor Rodrigues? Será que, por exemplo, Marco António Costa concorda com a relação “perigosa”, noticiada pelo jornal “Público”, existente entre o presidente da Câmara de Gaia e a Cooperativa de Solidariedade Social Sol Maior, onde ocupam cargos dirigentes a sua mulher e os seus principais assessores, ao que acresce ainda o facto da sua mulher ser a directora-técnica da referida IPSS? Será que Marco António Costa não tem nada para dizer relativamente ao escandaloso aumento de 390% que a mulher do presidente da Câmara de Gaia teve no seu salário como directora da referida Sol Maior? Achará tudo isto normal? E o PSD de Gaia também não têm nada para dizer sobre esta polémica situação?

Será que a medalha de mérito – ouro que recebeu terá “comprado” o seu silêncio?

Tantas perguntas que estão sem resposta.

É notório que o PSD, tal como em muitas outras autarquias, está com dificuldades em conseguir apresentar um candidato à Câmara Municipal de Gaia. E é aqui que entra Marco António Costa que deveria dar o exemplo, assumir as suas responsabilidades de dirigente nacional e ser candidato a presidente da Câmara Municipal.

Esta deveria ser a hora de Marco António responder às afirmações de Eduardo Vítor Rodrigues, corria o ano de 2009, e passo a citá-lo “Melhor faria o Dr. Marco se, por uma vez, se candidatasse a alguma coisa no povo, para testar o que vale junto das pessoas, em vez de andar à boleia dos outros ou se limitar a eleições internas ao partido; para quem tem tanta verborreia e com esta idade, ir a umas eleições junto do povo já não lhe ficava nada mal.”

Mas se Marco António não estiver disponível para ser candidato à Câmara de Gaia talvez lhe ficasse bem aceitar, com humildade, o desafio que, na mesma altura, lhe fez Eduardo Vítor Rodrigues e passo a citá-lo “pondere (Marco António Costa) candidatar-se à Junta de Oliveira do Douro “ sublinhando ainda que “…sempre podia tentar ser n.º 1 numas eleições…”.

Este sim, seria um exemplo e um verdadeiro exercício de humildade política de Marco António Costa candidatar-se a presidente da Junta de Oliveira de Douro.

Por isso, Marco António não chore, faça oposição e vá a votos!

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