Crónicas Desportivas (3) – Barcelona 2-1 Atlético de Madrid

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Passados 3 dias desde a surpreendente derrota caseira contra o Real Madrid em Nou Camp, derrota consentida pelos catalães nos últimos minutos da partida (perante uma equipa do Real que fez o que quis da defesa catalã  depois do golo de Gerard Piqué) cabia aos comandados de Luis Enrique esquecer o jogo de sábado (a meu ver sem consequências directas para o campeonato pois não acredito que os madrilenos recuperem uma desvantagem de 8 pontos para o Barça) e focar-se na competição que é e sempre será daqui em diante o maior objectivo do clube: a Liga dos Campeões. A equipa blaugrana haveria de vencer por 2-1 numa “remontada” que teve como principal protagonista o avançado Luis Suárez, tendo contudo a equipa de Simeone atingido um dos objectivos previstos para a partida: perder por um golo de diferença, marcando um precioso golo fora que lhe permitirá sonhar com o apuramento no jogo que se irá disputar na próxima semana no Vicente Calderón. Boas recordações trará por exemplo ao treinador argentino aquela sensacional noite de 9 de Abril de 2014 na qual o seu Atlético (na altura com Ardan Turan do outro lado da barricada; entre outros jogadores importantes que saíram do clube caso de Diego Costa) fuzilou por completo o Barcelona, tirando o clube “culé” da milionária prova da UEFA no caminho para Lisboa…

Sem mexer uma ponta nos seus onzes base e na habitual identidade de jogo das duas equipas (o Barcelona de posse a meio-campo e de aceleração no último terço do terreno; o Atlético por sua, uma equipa muito pressionante e agressiva sobre o adversário quando este tem bola, com uma defesa profunda, baixa, bem orientada e bem basculante às portas da área e mesmo dentro dela, a espreitar sorrateiramente possuir a bola na sua habitual circulação em carrossel no passe curto a meio-campo e nas suas suas múltiplas situações de jogo nas quais os médios mais criativos como é o caso de Koke e os seus avançados aparecem à entrada da área em situações favoráveis para desequilibrar ou criar situações de golo, através da recepção de passes de ruptura executadas pelos jogadores do meio-campo, antecedidos de diagonais transversais aos 4 defesas adversários), como de resto seria de esperar, pelo modelo de jogo implantado nas duas equipas (no caso do Barça, o modelo já está implantado há anos, existindo apenas umas nuances relativas na forma em como se comportam os 3 homens da frente; à falta de Tiago, coube a Saul Ñiguez interpretar o papel que lhe está reservado actualmente por Simeone, ou seja um jogador que flutua entre o centro do terreno na ajuda a Gabi e a ala esquerda) e pelo factor casa, a iniciativa pertenceria ao Barcelona. Os catalães, catapultados por uma exibição inspiradíssima de Neymar nos primeiros minutos (com a ajuda de Iniesta na canalização de jogo para o seu flanco, mantendo-se sempre pertíssimo do brasileiro para o municiar e de Suarez, noutro aspecto, arrastando consigo os centrais para abrir o habitual espaço para o qual o brasileiro costuma servir Messi na outra ponta) o Barça entrou literalmente a “encostar” o Atlético ao seu último reduto, não tirando proveito contudo das jogadas que o craque brasileiro ia criando. Prova disso mesmo foram as perdidas de Messi aos 12″ (um autêntico penalty numa jogada iniciada por Neymar) e aos 18″ do próprio brasileiro num cabeceamento por cima da barra.

Os colchoneros conseguiram passar com distinção na primeira meia-hora de jogo e rapidamente foram conseguindo colocar os catalães a provar do seu próprio veneno. Fazendo descer as linhas defensivas catalã até ao seu meio-campo, mesmo perante uma pressão intensa na procura de recuperar a bola que estes faziam no corredor central, Koke e Antoine Griezmann conseguiram com alguma simplicidade (juntamente com o apoio vindo da direita que habitualmente é dado por Juanfran; esta equipa do Atlético depende imenso das transições que os seus laterais conseguem incutir no seu jogo) fazer os catalães cheirar o esférico, até ao momento em que desmarcando Torres com um soberbo passe para o espaço aberto pelos dois centrais do Barça, assistiram o espanhol para o primeiro da partida. Felino como sempre, El Nino não perdoou e em ano de despedida dos colchoneros (emprestado pelo Milan, já lhe foi dada a conhecer a indisponibilidade de ficar em Madrid porque o Atlético estará até Junho de 2017 impedido de inscrever jogadores por decisão da FIFA relativa à contratação ilegal de jovens jogadores menores nos últimos anos) tem vindo a ameaçar reclamar um espacinho na convocatória de Vicente Del Bosque para o Europeu, numa altura em que ainda restam muitas dúvidas ao seleccionador espanhol sobre quem levar neste sector do terreno para França (com Diego Costa e Morata confirmados, Del Bosque poderá optar por levar 2 de 5: Aduriz, Rodrigo Moreno, Álvaro Negredo ou Torres.

A rivalidade internacional entre Bayern e Barcelona é tão grande que o golo de Torres haveria de ser festejado com gáudio pelos adeptos do clube bávaro no Allianz Arena.

Ambiciosos após o golo, os madrilenos, quiseram mais e ousaram até fechar a eliminatória em Camp Nou. Aos 31″, numa abertura em profundidade para a diagonal de Griezmann para as costas da defensiva catalã (falha clara de marcação dos centrais, abrindo um enorme espaço para o internacional francês receber nas suas costas, obrigando Jordi Alba a um sprint fenomenal para estorvar a acção deste), o francês obrigou, num remate prensado de média dificuldade Marc André Ter Stegen a uma defesa complicada para canto.

Aos 35″ viria a acontecer o caso de arbitragem do jogo: a meio-campo, Fernando Torres atingiu Sérgio Busquets sem bola num lance em que o trinco do Barcelona se atrapalhou claramente depois de ter recebido o esférico dos pés de Javier Mascherano. Não tendo sido no meu entender uma falta dura, o árbitro da partida exagerou por completo ao mostrar o vermelho ao avançado espanhol, apesar deste ter carregado o seu compatriota em falta já depois deste ter soltado a bola. A expulsão viria a determinar claramente a tendência de jogo, retirando ofensividade ao Atlético de Madrid (perdendo um jogador importante na abertura de espaços no corredor central, principalmente junto dos centrais catalães e um jogador que defensivamente estava a dar muita combatividade aos centrais e a Busquets nas saídas de jogo e transições dos catalães para o meio-campo dos colchoneros). Arbitrariamente, como tem sido habitual desde há 10 anos para cá nos jogos decisivos do Barcelona para a Champions, o árbitro alemão de 40 anos Felix Brych deu um empurrãozinho aos catalães.

Simeone sentiu medo e pediu aos seus jogadores para baixar as linhas para defender o golo conquistado, pensando quiçá, naquele momento, na hipótese da equipa não ser massacrada por um fulgurante Barça que dali em diante haveria de mostrar as suas garras. A equipa desorientou-se (o que é nada habitual em situações nas quais os colchoneros são obrigados a jogar com 10) visto que com menos uma unidade, os espaços para cobrir são maiores. E essa desorientação acabou por ter um preço muito alto. Com mais espaço para jogar a meio-campo, os catalães conseguiram voltar a construir vistosas jogadas de envolvimento, levando a bola até aos seus finalizadores na área. Se aos 48″ Messi (a cruzamento de Neymar) esteve muito próximo de um golo de bandeira com uma bicicleta que saiu ligeiramente ao lado da baliza do esloveno Jan Oblak (grande gesto técnico do argentino ao conseguir retirar Godin e Griezmann da jogada com o seu belíssimo amortecimento com o peito), aos 50″ foi o poste quem negou um golaço de antologia a Neymar depois de uma troca de pés fenomenal para tirar Saul Ñiguez do caminho e descobrir o ângulo perfeito para arquear a bola. Até ao golo de Suarez, pode-se dizer que o Barcelona massacrava o Atlético (Oblak ainda evitou o golo catalão com 2 brilhantes paradas a cabeceamento de Neymar e remate de Messi à entrada da área) e criava oportunidades atrás de oportunidades.

A ameaça catalã à baliza de Oblak subiu a parada nos minutos que se seguiram. Num jogo disputado em 30 metros, com a defesa do Atlético completamente encolhida a preencher todos os espaços que pudessem guiar a bola à baliza do antigo guardião do Benfica, assistiram-se a momentos em que cada lance era disputado como se fosse o último e a momentos de enorme aflição na área dos colchoneros, momentos nos quais cada ressalto era disputado como se o jogo decidisse a própria vida dos intervenientes. Caberia portanto a Luis Suarez o papel de herói. Primeiro aos 63″ quando inocentemente apareceu no caminho da bola a empurrá-la para o fundo das redes e aos 73″ quando numa cabeçada do tamanho do mundo, perdõem-me a expressão deu vantagem aos catalães na eliminatória.

Contudo, não tenho a menor dúvida de que estas equipas irão ter que suar muito no jogo do Calderón para poderem selar a passagem às meias-finais da prova.

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