Destaques desportivos da semana

1 – Académica vs Benfica

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O que raramente nasce torto, jamais se endireita! É a expressão que me ocorre para descrever a actual temporada da Académica. Provided by the “worst” José Eduardo Simões, completamente em cima do joelho, cheia de lacunas de plantel (falta um lateral direito melhor que o incerto Nii Plange; a equipa jogou uma época inteira com um lateral-esquerdo horrível como Ofori; Ricardo Nascimento não lembra nem ao diabo em alguns jogos; sem alternativa a Fernando Alexandre à frente da defesa para varrer o meio-campo com recurso a músculo; falta um ponta-de-lança de área que permita à equipa sair do espartilho do contra-ataque, onde efectivamente tem unidades rápidas como são Hugo Seco, Marinho, Pedro Nuno e Gonçalo Paciência) e pautada, inicialmente, pela escolha de um treinador que não tinha qualidade para treinar na 2ª Liga quanto mais na 1ª – os erros de gestão de Simões acumulam-se: a falta de estratégia para com aquele que poderia ser o mais público-alvo do clube é crassa, a passagem a SDUQ limitou o clube aos poucos capitais que possui, o clube não consegue captar novos sócios porque cobra as quotas mais caras do país e desportivamente, existem poucos aqueles que percebem realmente de futebol na estrutura profissional da Briosa.

Frente ao Benfica, uma vitória ou um empate serviria para amenizar uma possível vitória de Boavista e União da Madeira, ou, em caso de vitória das duas, o que não veio a acontecer, um empate já seria óptimo para galvanizar as tropas para o que aí vem: dois jogos de mata-mata contra o ressurgido Tondela e contra o União. Filipe Gouveia montou uma equipa bem organizada no terreno num 5x4x1 ultra defensivo nos seus últimos 30 metros, conseguindo na primeira parte contrariar o excessivamente centrado (e excessivamente dependente) futebol do Benfica que cada vez depende mais do caudal ofensivo que é construído no canal Renato Sanches – Pizzi – Jonas – Mitroglou. A Académica marcou primeiro por Pedro Nuno (boa exibição na primeira meia-hora a aproveitar o espaço vazio nas costas dos médios encarnados para lançar alguns contra-ataques) e defendeu muito bem, graças à artimanha táctica montada por Gouveia com a colocação de Ricardo Nascimento na marcação apertada a Jonas, impedindo-o de vir atrás participar na construção de jogo. Porém, nem com um central a mais, a Académica conseguiu resistir ao maior ímpeto ofensivo dos encarnados, concedendo dois golos que resultam de duas falhas de marcação dos centrais (o primeiro de Mitroglou nas costas de João Real; em diversas ocasiões, mesmo com um central a mais, tiveram que ser os laterais a vir ao meio fechar o espaço existente entre os centrais e os avançados encarnados) tanto no primeiro como no 2º golo, apontado por Jimenez aos 84″. Pelo meio há a registar muito antijogo por parte da Académica, a perdida de Pizzi à boca da baliza depois de ter tirado Trigueira na frente (poderia efectivamente ter desbloqueado o jogo para o Benfica na 1ª parte) e a grande exibição do guardião da Académica com um punhado de defesas fantásticas na 2ª parte.

Temo que a Académica esteja cada vez mais condenada à descida e que a descida seja uma autêntica catástrofe para o clube. Duvido que a Académica consiga em caso de descida, reerguer-se no espaço de 3 anos pelas limitações financeiras que irá sofrer com a redução de receitas efectivas na 2ª liga.

O Campeonato está lançado até ao fim. Teremos portanto um campeonato disputado até ao último minuto.

2 – Perder 2 vezes para a Liga não é normal em Barcelona…

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A derrota do Barça em San Sebastian no sábado reabre perigosamente a luta pelo campeonato, colocando o Atlético a apenas 3 pontos (virtualmente 4 pela vantagem directa que o Barça tem nos dois jogos contra os colchoneros, seus próximos adversários no jogo de amanhã da 2ª mão dos quartos-de-final da Champions). O Real Madrid, vitorioso, ainda espreita dois deslizes dos seus adversários mais directos.

Em San Sebastian já não reina uma Sociedad capaz de atingir o brilharete que atingiu em 2012\2013, época na qual conseguiu o apuramento para os playoffs de apuramento para a Liga dos Campeões, tendo disputado a fase-de-grupos da prova. Contudo, nem tudo é mau na equipa de Eusébio Sacristán visto que este ainda dispõe de bons talentos como são os casos de Imanol Aguirretxe (ofensivamente, a equipa é muito dependente dos golos do seu ponta-de-lança), Bruma, Illaramendi, Xabi Prieto, Chory Castro, Esteban Granero, Sergio Canales, e Yuri Berchiche, lateral muito equilibrado que defende muito bem (quase como um 3º central) e que ataca também muito bem.

A Real Sociedad, haveria de marcar muito cedo na partida por intermédio do seu avançado móvel Oiarzabal com um grande cabeceamento a cruzamento de Prieto na direita. Defensivamente instável (42 golos sofridos; score negativo de 2 golos, não obstante do seu estável 8º lugar na Liga) a equipa da Real Sociedad contou com o brilhantismo do seu guardião Gerónimo Rulli para segurar a vantagem com 3 brilhantes paradas. A mais fotogénica foi efectivamente a grande defesa que efectuou na 2ª parte a remate de meia-distância de Andrés Iniesta.

No plano mental, estas duas derrotas (Real Madrid e Real Sociedad) intermediadas por uma exibição pouco convincente contra o Atlético no jogo de Nou Camp, poderão ter abalado os comandados de Luis Enrique.

3 – O processo Slimani e as constantes falhas de cultura desportiva em Sporting e Benfica na presente temporada.

O avançado do Sporting foi na semana passada absolvido no processo disciplinar montado pelo Conselho de Disciplina relativo à queixa efectuada pelo Benfica junto daquele organismo na sequência da suposta agressão do avançado argelino do Sporting a Samaris no jogo da 4ª eliminatória da Taça de Portugal disputado no passado mês de Novembro.

Assistimos em primeiro lugar, a mais um caso de extrema morosidade daquele organismo na resolução de um processo com implicações directas na resolução das provas desportivas nacionais, condicionando durante meses, quer através da ameaça pendente e da pressão que foi feita quase diariamente na imprensa pela própria e pelo Benfica sob o jogador (replicada posteriormente e de forma inútil pelo Sporting pela apresentação de uma queixa contra comportamentos de 4 jogadores encarnados no respectivo jogo; 2 queixas ainda não transitaram em julgado porque o Conselho de Justiça da Federação enviou novamente os processos para análise do CD\FPF por ter parecido aos juízes deste órgão que as declarações proferidas pelo árbitro da partida, Jorge Sousa, em sede de investigação, não foram minimamente conclusivas; Jorge Sousa proferiu junto do CD que não vislumbrava quaisquer agressões nos lances denunciados pelo Sporting que tiveram como visados Eliseu e Jardel) curiosamente, o melhor marcador leonino na Liga, numa altura em que o Sporting liderava a prova.

Acredito, depois de ter visto o lance, em segundo lugar, que o mesmo deveria ter sido sancionado com uma sanção leve de 1 ou 2 jogos de suspensão. Slimani tem a intenção de agredir Samaris mas Samaris não pode sair do lance da forma leviana como saiu porque efectivamente, naquela partida, passou todo o jogo a cometer bloqueios sem bola, bloqueios que impediam sistematicamente os jogadores do Sporting de disputar lances do jogo.

Em terceiro lugar, todo o folclore montado em redor do caso por dirigentes e ex-dirigentes dos dois clubes era no mínimo escusado. O exemplo vem de cima e nesse campo Bruno de Carvalho tem pecado por ser o maior incendiário da rivalidade, vivendo quasi obcecado com o Benfica. O comportamento do presidente do Sporting é passado por osmose para Octávio e para Inácio. Do outro lado da 2ª circular, o comportamento não é melhor. Rui Vitória faz questão de lembrar os árbitros, conferência de imprensa atrás de conferência de imprensa que devem fazer uma boa arbitragem nos jogos do Benfica. António Figueiredo, ex-vice do Benfica, já veio a público colocar mais achas para a fogueira. João Gabriel responde a tudo o que mexe. O futebol português vive portanto hoje uma enorme falta de cultura desportiva: existem mais intervenientes exteriores ao jogo a falar mais, de assuntos extra futebolísticos do que intervenientes a falar sobre o jogo e sobre os acontecimentos que se passam dentro das 4 linhas. Existem mais programas de comentário desportivo na televisão portuguesa do que bons jogos por jornada. O lodo instalou-se em definitivo no futebol a partir do momento em que um canal de informação de uma televisão generalista deste país dá espaço a Rui Pedro Brás para que este com as suas infindáveis especulações alimente polémicas atrás de polémicas. Ou o mesmo canal, palco de gente mal educada como é o caso de Pedro Guerra, um especialista em contra-informação. Existem portanto neste país comentadores desportivos a mais e de má-qualidade, alguns deles, indivíduos que nada percebem do jogo e que só tem como propósito alimentar especulações e alimentar uma enorme guerra que já tomou proporções de luta armada, colocando Sportinguistas contra Benfiquistas, ou seja, o povo contra o povo.

4 – Tondela 

Diziam-me há uns tempos gentes daquele concelho nas ruas de Viseu que o seu modesto clube só tinha como objectivo assente para esta sua temporada de estreia na Liga a possibilidade de “ir lá acima espreitar como era” para depois eventualmente descer e regressar em força com uma nova subida de divisão. As duas últimas vitórias da turma de Petit (no dragão, com uma exibição defensiva de gala; contra um adversário directo, o União, com outra exibição defensiva de gala) demonstraram que Petit é um técnico que faz muito com pouco e que só atira a toalha ao chão quando não pode efectivamente (pela matemática, pela lógica, pelo dado consumado) fazer mais nada. O Tondela está, desde a paragem do campeonato, a funcionar à imagem e semelhança do seu treinador e arrisca-se a ser um caso sério se continuar com esta postura positiva. Valorizadíssimo está neste momento o seu guardião Cláudio Ramos. Com duas exibições fantásticas frente a Porto e União, mesmo que o Tondela desça de divisão, Cláudio, arrisca-se a não acompanhar a sua actual equipa no percurso pois terá decerto interessados nos seus serviços.

(continua amanhã) 

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