Berloquices e outras vermelhices

TrioDepois das comemorações do 25 de Abril, dia que eu não comemoro e cujas razões posso explanar numa outra matéria, eis que me deparo com notícias que para mim são deveras preocupantes a nível económico interno e a nível de estrutura social.

Por mais que uma pessoa se queira afastar destas temáticas e levar o pensamento um pouco mais longe, torna-se quase criminoso deixar passar sem qualquer nota o momento que Portugal atravessa e do qual muitos parecem não se dar conta.

O Bloco lá continua “feliz e contente” a tentar impor a androginia confundindo Liberdade com Libertinagem. Na minha visão, todos somos, porque a Democracia que eles enxovalham assim o permite, livres de pensar, de agir e de fazermos do nosso corpo o que bem entendermos mas querer que jovens a partir dos 16 anos de idade possam optar indiscriminadamente e sem qualquer apoio psicológico pela mudança de sexo parece-me um bocadinho de mais.

Que consciência, maturidade ou conhecimento da vida têm esses jovens para em tão tenra idade conseguirem tomar definitivamente uma posição destas? Estas situações têm que ser analisadas, ponderadas e acompanhadas por profissionais experientes e competentes que os ajudem a lidar não só com a situação mas com as dúvidas que a acompanham e as subsequentes. Não podemos castrar ou esterilizar um/a jovem porque se lembrou que tem essa possibilidade e quer fazer uso dela. Já nem peço para que haja decoro mas pelo menos discernimento e bom-senso.

Ainda a propósito das posições, agora económicas destes senhores e dos resultados que Portugal está a apresentar tendo em conta as exigências previstas por Bruxelas para a apresentação do PEC – Plano de Estabilidade e Crescimento.

O PEC é um instrumento que visa um planeamento, como o próprio nome indica, do cenário estratégico e económico que um País pretende implementar e não tem, como nos quis fazer crer o sr. Pinto de Sousa, um horizonte de curta mas de longa duração. O espectro temporal de um PEC é de 4 anos e deveria corresponder ao período de uma Legislatura. Não se trata de um documento avulso de onde constam somente previsões irrealistas e que não se pretendem cumprir pois ele deve ser elaborado a par do Orçamento de Estado e deve reflectir as intenções dos Governos no plano macroeconómico enquanto este esteja em funções.

Eu não sou a pessoa mais habilitada para debater estes cenários mas opto por este tema por ver o estado para que caminha novamente o meu País e por ficar incomodada com posições que na minha óptica são não só irresponsáveis como roçam a incoerência pois o PEC faz parte de uma exigência europeia, Portugal está UE (por mais que o Bloco e o PCP não gostem) e o PS por mais que diga que não, tem uma matriz europeísta.

Aquando da apresentação do OE 2015-2016, e antes dele do seu rascunho e depois dele das subsequentes alterações, Bruxelas chamou a atenção para o cumprimento das várias metas a que Portugal é obrigado por força do contexto europeu em que está inserido. Apontam-se números como 9.2 mil milhões de cortes até 2020 e quer os Orçamentos de Estado apresentados ou a apresentar quer o PEC (que deve ser único se não quisermos repetir a receita socrática) devem conter medidas nesse sentido e que são contrárias a todas as até aqui apresentadas pelo actual governo.

O Partido que assume governo em Portugal neste momento opta, estou em crer que numa lógica de ideologia eleitoralista, por desfazer tudo o que foi feito nos últimos quatro anos em que estivemos debaixo de um austero Programa de equilíbrio das contas públicas. Ao aumentar (ou repor salários e regalias) os funcionários públicos e ao reverter privatizações, a Maioria Negativa está a imputar peso que se pretendia tirar ao Estado português, a aumentar a divida publica e a afastar o País da rota de crescimento que estava a ser traçada. Fazer com que isto não afecte o resultado final do déficit é tarefa insana digna de um segundo-ministro ilusionista e de um Ministro das Finanças inconsciente. Daí as advertências de Bruxelas pois em caso de necessidade, que se verificará na pior das hipóteses (e digo pior porque quanto mais cedo, melhor) no primeiro semestre do próximo ano, serão eles quem nos emprestará dinheiro quando entrarmos na 4ª bancarrota. Não chegaremos portanto como muitos esperam, ao OE 2017 onde estariam vertidos os insucessos do OE 2016 para que essa realidade se verificasse.

Quanto a posições acerca do PEC: o PS pretende apresentar um com linhas muito similares às apresentadas pela anterior Legislatura da Direita. Impõe-se a pergunta: então porque deitou abaixo um governo legitimamente eleito? O PCP afasta-se da linha europeísta e mais austera do PS. Impõe-se a pergunta: vai fazê-lo de facto e aproximar-se do seu eleitorado antes que o perca ou pretende apenas 5 minutos de fama? Quanto ao Bloco, a sua coordenadora afirma que “ não vale a pena inventarmos problemas onde eles não existem” e “reconheceu que não existem “medidas que contradigam” o acordo celebrado, sendo certo “que não são documentos que o Bloco acompanha” porque seguem a “lógica do semestre europeu”. Impõem-se as perguntas: O que faz Marisa Matias no Parlamento Europeu se não acompanha os trabalhos? Ela é paga para não desempenhar as suas funções? Se o Bloco continua a negar a existência de Bruxelas como pode subscrever um documento que esta exige a par de outras medidas que têm forçosamente que ser tomadas dada a permanência de Portugal na UE? Ou será que tanto o Bloco como o PCP preferiram que o documento não seja votado na lógica de “o Governo não precisa de um voto de confiança” para se escudarem e não terem que o chumbar visto que as ideologias de ambos são contrárias à sua existência e necessidade’

Eu fico espantada com estas posições. Como podem o Bloco e o PCP fazer estas afirmações se aquilo que exigem é precisamente contrário ao que constava do Memorando da Troika e é o que é necessário fazer para manter Portugal “na linha d´água”?

A juntar a tudo isto, sai a notícia, mais do que esperada de que o défice orçamental aumenta em 108 milhões e a explicação para os tolos reside no pagamento dos juros e “no efeito dos reembolsos”. Se Costa quando assumiu governo negociou o pagamento dos juros, como pode agora usá-los como desculpa e não deveria esse reembolso já estar previsto uma vez que ele acontece todos os anos por via do IRS ou o Ministro “Centino” desconhecia essa realidade?

Até quando vão tentar insultar a minha inteligência e até quando vão os portugueses deixar que insultem a sua? O aumento de todos os impostos sem excepção que servem para que as regalias sejam repostas vai continuar sem contestação? Seria a mesma a atitude se fosse a Direita quem estivesse no Poder? Onde andam os sindicatos, os “grandoleiros”, os comentadores e todos esses papagaios que não se calaram um segundo nos últimos 4 anos? Será que para além do já conhecido efeito de empobrecimento, o Socialismo também tem um efeito anestesiante nas mentes das pessoas?

 

Luisa Vaz

(A autora não usa o Acordo Ortográfico)

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