Barragens, palhinhas e outros disparates do Bloco de Esquerda

Esta semana numa entrevista à TVI Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, teve a displicência de afirmar que as barragens contribuem para a seca como se a água não se evaporasse também a partir dos rios e dos oceanos.

Parece-me que afirmar que uma barragem contribui para a seca é simplesmente ridículo só digno de uma candidata a primeira-ministra de uma República das Bananas.

Fica a sensação que a líder do Bloco de Esquerda vai debitando umas barbaridades ao ritmo de quem lhe sopra umas coisas ao ouvido.

E, claro, de vez em quando saem estas pérolas.

Lamento a total ignorância da bloquista em não saber que este efeito de evaporação é residual em face do aumento total da água armazenada.

Agora agarraram a bandeira do ambiente – parece que dá votos – ignorando que é impensável defender as energias renováveis sem a existência de barragens atendendo a que no actual momento são inequivocamente a melhor e o mais eficaz sistema de armazenamento de energia.

Fica a ideia que a actriz, agora líder do BE, não conhecerá o ciclo da água pois esta não desaparece mas sim aquece e evapora-se a partir das das barragens, dos rios e dos oceanos. Este vapor de água forma as nuvens na atmosfera sendo que estas quando ficam sobrecarregadas dão origem às chuvas que não gostamos mas que são essenciais para a manutenção da vida na Terra. Sobre o ciclo da água não posso terminar, de forma pedagógica, lembrando à líder do BE que é infinito e circular.

Mas esta semana as idiotices do BE não ficaram por aqui.

Uma das manas Mortágua, neste caso a Joana de sua graça, que recordo ser filha do “estadista” Camilo – não, não é o falecido comediante, mas sim outro conhecido “artista” – publicou um tweet onde escrevia que viu “dois miúdos quase à bulha num café. Um insistia que queria pedir uma palhinha para o sumo e o outro tentava arrastá-lo porta fora enquanto repetia “as palhinhas são poluentes!” Retomei a esperança na humanidade e assisti satisfeita à vitória do pequeno ambientalista.”

Neste caso lamento sobretudo que, antes de tudo, a jovem Joana não tenha sensibilizado as crianças para que “não é à bulha” que se conquista a razão mas sim pela via do diálogo construtivo. Talvez não tenha filhos.

Pois, tudo isto, parecem-me disparates e demagogia em estado líquido puro. Pena apenas que nenhum jornalista confronte estas meninas nos debates políticos com tamanhos disparates.

Paulo Vieira da Silva

Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia

(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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