As Autárquicas de 2021 no horizonte

Faltam catorze meses para que o actual mandato autárquico seja concluído, todavia não quer dizer que toda uma máquina tenha esse mesmo período de tempo, pois que a preparação de um acto eleitoral exige mais tempo, porque pressupõe a escolha de nomes para os diversos cargos, Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas e Assembleias de Freguesia, a aprovação desses mesmos nomes, a nível das diversas estruturas partidárias e a apresentação das listas nos órgãos estaduais competentes.
Por tudo isto, o processo autárquico já vai mexendo em alguns partidos e estruturas nacionais mesmo sujeitos também aos constrangimentos desta pandemia que há meses nos limita.
Existem concelhos onde já há candidatos no terreno, por exemplo, em Vila do Conde o candidato do PSD já está escolhido (falta a aprovação pela CPN, mas não deverá haver problemas porque o candidato foi apoiante de Rui Rio) e até já tem out doors na cidade. Em Matosinhos, há uma manifestação de vontade por parte de Joaquim Jorge (fundador do Clube dos Pensadores) que criou o movimento Matosinhos Independente para concorrer às próximas eleições autárquicas, em 2021.
No Distrito do Porto, geograficamente onde se localizam, os dois concelhos atrás referidos, nenhum dos actuais Presidentes está em final de ciclo, alguns deles estão nos seus primeiros mandatos, como é o caso de Vila do Conde, cujo concelho é presidido actualmente por uma senhora, que saiu do anterior executivo socialista e constituiu um movimento independente que saiu vencedor nas eleições de 2017.
Num distrito confinante com o do Porto, o Distrito de Aveiro, temos uma realidade também muito parecida, pois só no concelho de Castelo de Paiva, vai haver mudança obrigatória de Presidente da Câmara, pois o actual atinge o limite de mandatos. Em casos como este, surgem oportunidades para os partidos que estão na oposição, ou para movimentos de independente, para alcançarem o poder.
No caso concreto de Castelo de Paiva, tem havido uma bipolarização desse mesmo poder, no órgão Câmara Municipal, entre o PS e PSD. Assim,há mais de 38 anos, desde as Eleições autárquicas de 1979, que PS e PSD são os únicos partidos que elegem Vereadores, e quem ganha , ganha sempre por maioria.
Recentemente, o líder nacional do PSD, esteve em Castelo de Paiva, e questionado por um jornalista sobre as eleições autárquicas de 2021, em Castelo de Paiva, Rui Rio não se referiu expressamente, mas foi dizendo que esse ato eleitoral estava a ser tratado de uma forma global na sede nacional, com as limitações que o COVID 19 impunha.
As máquinas começam assim a ser ligadas para que a curto/médio prazo o processo eleitoral arranque. Será altura pois, dos partidos políticos ou os movimentos de cidadãos escolherem, para seus líderes autárquicos, aqueles que consideram com mais capacidade de poderem ter resultados eleitorais positivos, candidatos esses que não poderão ser híbridos, nem ter promiscuidades duvidosas. Podem ser autarcas em funções ou não,  têm de ter provas dadas, não podem ter tido processos judiciais por falsificação de documentos, terão de ser candidatos em que os eleitores se revejam,  que lutem por causas reconhecidas pela população sem subtilezas ou receio de outros poderes, e em que alguns não se limitem a concorrer, para quererem ser somente Vereadores.




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