Abril da pretensa liberdade

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Depois de ouvir os discursos das comemorações do 25 de abril chego inevitavelmente à mesma conclusão de anos anteriores: temos uma esquerda idealista-romancista e uma direita realista mas marcadamente ressabiada.

O clima de crispação introduzido nos discursos não é aceitável. O ressabiamento político são per si o maior dos exemplos da tal infantilidade democrática que hoje se proclamou.

A forma como a atual direita parlamentar trata o 25 de abril é a tradução política de porque é que hoje não temos um governo de coligação de direita.

O problema do PSD e do CDS são as pessoas, os seus direitos e as suas condições. É uma chatice isto da alternância democrática quando não se percebe para que serve o governo, o parlamento e as políticas fundamentais.

Aliás, isto da liberdade é uma enorme chatice para algumas aves raras do meu partido que detestam estar ali sentados no meio de tanto cravo. A social democracia perde quando não tem representantes à altura destas ocasiões.

Mas a democracia também perde quando o sistema de justiça abafa listas de nomes envolvidos no saco azul do grupo Espírito Santo. Grande liberdade esta.

Em resumo, mais um 25 de abril sem grande novidade. Até o Marcelo já não supreende de tão abrangente e arrasador que é (a avaliar pelos aplausos que colheu de todo o hemiciclo).

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17 Comments

  1. Aquele abril com que partiu
    um passado cinza escuro
    é o mesmo abril que pariu
    um presente sem futuro.
    ____________________________

    Logo a meia-noite bateu
    estralejaram os foguetes
    como quem não esqueceu
    precisasse de lembretes!

    Exaurido de cerimónias
    pagas sempre do seu bolso
    o Zé ficou com insónias
    sabendo não ter reembolso

    e mais revoltado volveu
    o corpo p'ro outro lado
    na cama há muito deitado

    onde revirou acordado
    penando pelo voto dado
    a quem tudo prometeu.

    Sande Brito Jr

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  2. Aquele abril que enterrou / um passado cinza escuro / é o mesmo que nos mostrou / um presente sem futuro

    A memória aborrece
    para trás daquele abril
    como agora acontece
    depois de mentiras mil

    Todo o dia que amanhece
    não nos traz bom auguro
    pois o Povo só conhece
    mais presente sem futuro

    Lembramos com amargura
    os tempos da ditadura.
    Mas a esperança amanhecia.

    Veio sol de pouca dura.
    Foi passada uma factura
    em nome de democracia.
    ____________________________
    Alguns no topo consomem
    e estão bem na alta finança.
    Na base, milhões não comem
    e já lhes levaram a esperança.

    Sande Brito Jr

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  3. Obrigado pelo seu comentário e pela riqueza das palavras escritas.

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    • VINTE E CINCO...E DEPOIS
      Anteontem, foi dia de comemorar,

      mais uma vez, o que é passado
      e como vai sendo constância,
      para manter o povo acostumado,
      mais discursos de circunstância.

      Eles ganham p'ra comemorar,

      desengane-se o enganado;
      não conheceram a elegância
      de fazer, honrando, o estipulado
      porque o fito é só ganância.

      Eles não vão lá p'ra trabalhar,

      parece que vão para a estância
      marcam presença sem horário
      ou, até, mesmo à distância
      de casamento ou aniversário.

      Eles vão p'ra lá p'ra roubar,

      o que levam como salário.
      Trabalho, foi no escritório.
      Lá, p'ra cumprir o horário
      basta passar no refeitório.

      Eles vão lá p'ra bem treinar,

      o discurso que nada diz
      p'ra voltarem a comemorar
      mais cravos sem raiz!

      Sande Brito Jr
      E há tanto por fazer!

      O que nos diz a Felicidade
      ABRIL 27, 2016 JOÃO RAMOS
      Num estudo recente sobre os níveis de felicidade dos Europeus apurou-se que a felicidade está fortemente correlacionada com o rendimento, a qualidade dos serviços públicos, a limpeza das cidades e inclusivamente a idade. Por isso, não será de estranhar que apenas Portugal e a Grécia tenham apresentado níveis de felicidade inferiores, aos que foram registados em 2007. Ao contrário do que acontece na generalidade dos países europeus, o aumento da idade torna os portugueses mais infelizes. Estes dados evidenciam, a degradação das condições de vida sobretudo das populações mais idosas, reflectindo-se em cuidados de saúde precários, distantes, fracas acessibilidades e equipamentos de apoio, como elevadores ou rampas, que assegurem uma velhice confortável. Além disso, a redução do rendimento é uma condicionante muito importante, uma vez que após a saída do mercado de trabalho, este decaí de forma mais acentuada do que no centro e norte da Europa, a que acresce a subida natural dos encargos com tratamentos de saúde e medicação, obrigando a cortes acentuados, noutras rubricas como a alimentação, roupa ou actividade de lazer, o que contribuiu para a infelicidade desta faixa da população. Dado o envelhecimento da população portuguesa, esta tendência deverá agravar-se e por isso, justifica-se a criação de um plano de médio e longo prazo incidindo sobre os problemas das faixas da população mais idosa.

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