A despedida de Kobe Bryant

Contra os Utah Jazz, Kobe Bryant saiu da Liga pela porta grande, alcançando 60 dos 101 pontos na vitória dos Lakers. A equipa de Utah ficou pelo caminho no dia em que ainda acalentava o sonho de marcar presença nos playoffs. 

O adeus da Mamba Negra. Passaram 20 anos, 5 títulos de campeão da NBA, 1315 jogos pelos Lakers, 33015 pontos, 37 internacionalizações pela selecção Norte-Americana, 3 medalhas olímpicas de Ouro, 1 título de MVP das finais da Liga, 2 títulos de melhor pontuador do ano da NBA e 17 participações no All-Star Game. O basquetebol perdeu esta madrugada um dos seus grandes vultos, um dos seus grandes ícones nos últimos 20 anos. Um jogador de uma categoria transcendental capaz de inverter toda a lógica colectiva de uma desporto de equipa. Um jogador que, a solo ou em conjunto carregou a franquia dos Lakers às costas e elevou-a a um patamar altíssimo. O melhor lançador de sempre. Um dos jogadores mais competitivos de sempre, demonstrando ano após ano, a sua vontade de vencer. Afectado por lesões impeditivas nos últimos anos, Kobe sempre acreditou que teria condições para continuar a lutar pela conquista do 6º anel. E de facto tinha. A última época provou-o.

Creio que esta decisão deverá ter custado muito a Kobe Bryant. Tinha de o fazer, tinha de a tomar. Os LA Lakers precisam de virar a página. E acima de tudo, precisam do espaço livre (na folha salarial) que Kobe irá deixar para poderem finalmente virar a página e voltarem a ser a equipa de proa que a história comprovou.

Poderia encher este post com as mais salutares recordações do jogador que um dia, em ano mau, ano semelhante aquele que os Lakers viveram no presente ano,  resolveu pegar no esférico para nunca mais parar, naquele célebre jogo de 2006 em Toronto, no qual, a Mamba Negra, com a sua indescritível elegância, pegou na bola e nunca mais a largou.

Poderia descrever o quanto foram importantes Phil Jackson, Jerry Buss; Shaquille O´Neal, Pau Gasol, Sasha Vujacic, Eddie Jones, Andrew Bynum, Ron Artest (actualmente Metta World Peace), Luke Walton, Derek Fischer no auxílio que prestaram a Bryant nestes últimos anos. Todos eles (à excepção de Shaq) foram subalternos de um líder, de um líder que nunca teve medo de assumir o jogo nos momentos da decisão, de um líder que adorava assumir o jogo nos momentos de pressão, de um líder que jamais tremia nesses momentos. O histórico treinador (actualmente ocupa a posição de General Manager dos Knicks) e o histórico (entretanto) falecido proprietário dos Lakers foram obviamente decisivos no sucesso alcançado pelo jogador, concedendo a Kobe toda a matéria-prima que este necessitava para o secundar na luta pelos títulos.

Poderia descrever as sensacionais finais contra Boston em 2010. Ou a rivalidade mantida com os Spurs na viragem de século, aqueles arreigados combates entre duplas: Webber e Duncan de um lado, Kobe e Shaq do outro.

Poderia descrever os anos de seca em 2004, 2005 e 2006, os constantes rumores de mudança do jogador que nunca se vieram a verificar apesar de ele ter estado perto de assinar por Chicago. Poderia descrever a frustrante época de 2011\2012 na qual, com Nash, Gasol e Howard, Bryant sentiu pela primeira vez vergonha dos resultados alcançados por essa equipa, tão prometedora no início da temporada, tão frustrante no final desta.

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As estatísticas de carreira de Kobe Bryant

As melhores 10 jogadas de Kobe 

As maravilhosas prestações de Kobe contra os Spurs na final de 2001.

As maravilhosas prestações de Kobe nas finais de 2009 contra Orlando. 

A mágica final de 2010 contra os Boston Celtics. 

Seria destoar a história.Kobe Bryant há um. Aquele que a certo tempos nos brindava com exibições atrás de exibições, noite após noite, marcando 40, 50, 60 pontos durante jogos a fio. Aquele que tinha um lançamento naquelas situações em que a probabilidade de marcar era diminuta. Aquele que se lançava como um leão destemido sobre as defesas adversárias nas maravilhosas incursões ao cesto, finalizadas com a técnica que bem o caracterizava. Aquele defensor temível, intratável quando moralizado e devidamente sedento de vitória.

Bryant respirou basquetebol 24 sobre 24 horas durante 20 anos. Bryant quis ser o melhor da história e a história irá julgá-lo ao nível de Michael Jordan como o melhor de todos os tempos.

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