Um PSD sexy: o que é isto?

António Pires de Lima há uns anos dizia “o CDS precisa de ser sedutor e sexy”. Nunca percebi bem o que o ex-ministro da economia pretendeu dizer com esta afirmação. Talvez ignorância minha. Também não sei se a resposta veio uns anos mais tarde com uma produção fotográfica de Assunção Cristas para a revista “SÁBADO” que ficou famosa. Por sua vez José Ribeiro e Castro contrapunha afirmando que queria um “CDS credível e não sexy”. Uma coisa é certa Pires de Lima teve muito mais sucesso que Ribeiro e Castro na vida política.

Ontem no JN é Salvador Malheiro que quase plagia Pires de Lima dizendo que o PSD “pretende ser mais sexy”. Confesso que também não entendi o alcance da frase do Director de Campanha de Rui Rio mas confesso que gostava de perceber a mensagem intrínseca a esta ideia da sensualidade se cruzar com a política. Penso que ainda teremos tempo. Mas uma coisa estou certo. Penso que nunca veremos Rui Rio numa produção fotográfica idêntica à de Assunção Cristas.

Neste congresso que se iniciou ontem à noite e que se vai prolongar até Domingo, onde por motivos pessoais não vou poder marcar presença, espero que se explique esta ideia da importância da sensualidade no sucesso de um partido político.

Mas espero muito mais. Espero que desta reunião magna saia um PSD recentrado a partir uma matriz social-democracia moderna definindo uma estratégia que vise ganhar as próximas eleições legislativas. Como preparação para a definição da estratégia perdoem-me que vos deixe a sugestão da leitura atenta do estudo do Pedro Magalhães, que tem mais de dois anos, mas que continua muito actual. Neste documento fica claro que para o PSD voltar ao poder terá que conquistar o apoio e o voto das classes mais desfavorecidas e dos mais idosos. Sem estas conquistas também não tenho dúvidas que o poder será sempre uma miragem. Aproveito, por fim, para desejar a Rui Rio os maiores sucessos para o seu mandato.

Paulo Vieira da Silva

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