Tá©tica. A Tática e o Bem Comum

tatica

Do francês tactique, do grego taktikê, (feminino de taktikos)

  1. [militar] Arte de dispor e de empregar as tropas, no terreno, onde devem combater.
  2. [figurado] Habilidade, jeito para dirigir qualquer situação ou negócio.

Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: tática.

Como em tudo na vida a tática é sempre um fator relevante na concretização de uma estratégia, seja ela pessoal, empresarial ou mesmo política.

Mas será que a tática deverá sobrepor-se ao bem comum?

“Claro que não”! Esta será a resposta imediata e instintiva que todos nós daríamos. Mas, se observarmos com atenção o que se passa na política partidária (pelo menos nos últimos 25 anos) dificilmente encontraremos algum interveniente que não tenha colocado a tática sempre em primeiro lugar. A tática, é hoje, a base da política do “vale tudo”, alicerçada numa qualquer estratégia de poder estritamente pessoal… A tática tomou conta do nosso quotidiano e os políticos não conseguem fugir desta realidade esquecendo-se sempre, ou quase sempre (para ser simpático), da essência do que deveria ser a política: a defesa do Bem Comum.

Em nome da tática, os intervenientes têm atropelado constantemente todos e quaisquer valores e princípios que deveriam nortear a vida pública. Primeiro a tática e depois a tática e só depois, muito depois, virá a preocupação com as pessoas e o interesse coletivo! É esta, infelizmente, a realidade dos partidos… E eu sei do que falo…

Se queremos alterar o estado das coisas o primeiro passo é termos a consciência da “doença”. O tratamento do doente só se consegue com sucesso e eficácia se o próprio aceitar que está doente…. Parece simples, mas no caso da política e dos políticos é muito mais difícil eles (ou nós) aceitarem que fazem e que são parte do problema. A política e os políticos estão “doentes”. E o primeiro passo terá que ser forçosamente os políticos aceitarem que têm que mudar. Em primeiro lugar colocar de lado a tática e preocuparem-se com as pessoas que são o princípio e o fim da política…

Assim, e como em qualquer definição de uma estratégia (e não de uma tática) é preciso responder a 3 questões:

  1. Onde estamos?
  2. Para onde vamos?
  3. Como lá chegar?

Ficava contente se existisse uma nova vaga de políticos que tivessem a inteligência, a capacidade e clarividência de, para já, saberem responder à 1ª pergunta: Onde Estamos?

Tenho fé!

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