Desanimado

Há certa feita recebi em meu consultório um rapaz de seus vinte anos totalmente apático. Quieto, voz abafada, sem vida, sem expressão. Talvez tédio, falta de interesse, raiva, incomodo. Como definir o redemoinho de emoções? lentidão e letargia faziam parte do ciclo deste existir. Era um jovem sem vida, sem expressão, sem futuro. “Tanto faz”, “sei lá”, “não sei” eram expressões rotineiras de seu dialeto. Confesso que na altura me senti incomodado ao ver um rapaz tão jovem mostrar-se tão apático a existência.

Nos dias de hoje não é raro encontrarmos membros da geração “danoninho” desta forma. Uma geração contraditória ávida pela tecnologia, por aplicativos e pelas redes sociais, acidamente críticos do sistema mas ao mesmo tempo apáticos para a vida. Uma geração que aparentemente nasceu cansada, fria, triste, naturalmente melancólica, com crítica de tudo e todos mas sem ação. Uma geração naturalmente castrada. Mas o que fazer com eles?

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