SNS – Um país de loucos ou a historia trágica de um Centro de Saúde

PRIMEIRO ATO | A minha mãe, 84 anos, tem tendência para desenvolver ulceras varicosas. A ultima agravou-se ao ponto de ter que consultar o medico de família no Centro de Saúde de Miranda do Corvo, que prescreveu penso bissemanal.

A minha mãe, apesar da idade, da mobilidade reduzida, de viver cerca de 8 km do Centro de Saúde e de auferir uma pensão de reforma inferior a 300 euros/mes, não teve direito a ser tratada no domicilio e teve que se dirigir ao Centro de Saúde, duas vezes por semana, a expensas próprias (15€/viagem de táxi).

Ao fim de um mês de tratamento as feridas apenas tinham piorado apresentando até um cheiro desagradável, sem que por parte da “equipa de saúde” fosse tomada qualquer iniciativa alternativa.

A alternativa, face ao agravar da situação clínica, foi consultar um especialista privado, que prescreveu penso DIÁRIO, feito de forma diversa (usar apenas “betadine” em vez das pomadas/cremes anteriormente usados, por exemplo).

Obviamente que o tratamento teria que ser feito no Centro de Saúde que manifestou impossibilidade prática (apesar da minha reclamação) de o fazer no domicilio, por falta de recursos (!), apesar da evidente dificuldade física, alem da material, da doente se deslocar ao Centro de Saúde.

Mais uma vez a minha mãe teve que se “arrastar” e pagar as deslocações até ao Centro de Saúde.

Felizmente o problema resolveu-se em duas semanas.

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