União Europeia, Lisboa e a história de mais uma “Fraude”

Bandeira Pt UE

Era uma vez Lisboa…

Os fundos estruturais europeus foram constituídos em 1975 com o objetivo de «corrigir os principais desequilíbrios regionais da Comunidade e especialmente os que são consequência de uma estrutura preponderantemente agrária, das mudanças industriais e do subemprego estrutural».

Em 1987, a Comissão Europeia estabelece uma tipologia regional para a Europa, como base na utilização de diversas variáveis dando como resultado uma classificação de seis tipos de regiões problemáticas:

  • Regiões com níveis baixos de rendimento, produtividade e emprego.
  • Regiões industriais em processo de decadência.
  • Regiões cuja percentagem de emprego no sector primário é superior em 50% à da média dos países comunitários.
  • Regiões urbanas deterioradas com problemas de congestão, níveis de desemprego elevados e de rendimento inferior à média europeia.
  • Regiões de difícil acessibilidade, como fator que condiciona o desenvolvimento, e de relativo isolamento em relação aos mercados e fornecedores.
  • Regiões periféricas dentro dos seus países e em zonas de transição, e em geral pouco desenvolvidas.

Depois do Tratado de Maastricht, a política regional da União Europeia estabelece novos objetivos para a aplicação dos fundos estruturais de coesão:

  • Objetivo 1. Fomentar o desenvolvimento e ajuste estrutural das regiões menos desenvolvidas.
  • Objetivo 2. Reconverter as regiões afetadas pela crise industrial.
  • Objetivo 3. Lutar contra o desemprego de longa duração e facilitar a inserção de pessoas excluídas do mercado laboral.
  • Objetivo 4. Adaptar os recursos humanos às diversas mutações e evoluções do sistema produtivo.
  • Objetivo 5. Reformas da Política Agrícola Comum (PAC).

Foi neste contexto que Portugal tem beneficiado dos Fundos Comunitários e tem ao longo dos anos conseguido chegar a alguns dos objetivos propostos. Prova disto é o facto da Região de Lisboa já se ter aproximado dos indicadores da média da União Europeia e desta forma, ter sido discriminada no atual Quadro Comunitário, Portugal 2020. Ou seja, em breves palavras, pode-se afirmar que a Região de Lisboa já não pode beneficiar tanto como outras Regiões do País, como os Açores, Alentejo ou a Região Norte. Esta discriminação de Lisboa foi imposta pela própria União Europeia!

Ora, não contentes com isto, o que fazem os políticos? À boa maneira portuguesa, tentam contornar este obstáculo e arranjam uma forma de injetar 250 Milhões de Euros na Economia da Cidade de Lisboa!

Percebeu bem! 250 Milhões de Euros “oferecidos” pela União Europeia (BCE) a uma taxa de juro de praticamente 0%.

Dirão os mais esclarecidos: “Mas este empréstimo não está enquadrado no Portugal 2020”. Certo! Não são Fundos Comunitários, mas é dinheiro gerido pela mesma entidade que lidera os Fundos Comunitários e que para definir os seus critérios discriminou Lisboa, compensando agora a Cidade que se tem desenvolvido muito mais que as restantes Regiões Portuguesas ao longo dos últimos 30 anos.

A União Europeia retirou com uma mão para agora oferecer com a outra!

Não tenho nada contra Lisboa, nem contra nenhuma outra Região do País, mas este centralismo continuado é algo de um Parolismo que já chateia!

E agora o que dizem as outras Regiões do País? Nada?

Link para a notícia

Gosto(4)Não Gosto(0)

Competência… ou a falta dela

Competência, ou falta dela

Competência, ou falta dela

A discussão política é apaixonante e todos nós temos opinião sobre a nossa classe política e aferimos de uma forma mais ou menos consistente, mais ou menos independente a qualidade das políticas e dos políticos que têm norteado o nosso país. E no fim, tomamos as nossas opções, ou seja, votamos. Mas na avaliação que todos nós fazemos raramente incluímos nesse processo o fator competência.

É precisamente este fator – competência – que, na minha opinião, carece praticamente em todos os setores da nossa sociedade, começando, obviamente, pelos sucessivos governos que foram, são e continuarão a ser preponderantes para o desenvolvimento do país.

A competência deverá ser a pedra de toque para qualquer regime democrático evoluído. A competência terá que ser o início e o fim das políticas públicas. E ser competente não pode ser visto apenas no cumprimento esquizofrénico das metas orçamentais pré-estabelecidas – este desígnio, só pode ser um ponto de partida e nunca, como tem sido nos últimos anos, um ponto de chegada.

Ter um governo competente, significa em primeiro lugar chamar os melhores. Os melhores a fazer política, os melhores a gerirem setores chave, os melhores a comunicar, os melhores a reformar, mas sobretudo os melhores a gerir pessoas.

Urge no nosso Portugal colocar no léxico político a palavra “competência”. Só desta forma poderemos almejar mudanças significativas no atual sistema político. Tudo o resto serão eufemismos ou apenas estados de alma.

Gosto(6)Não Gosto(0)

Panamá Papers… O Outro lado!

Panamá
A telenovela que foi criada com os vários episódios em torno dos Panamá Papers tem trazido à superfície vários problemas com que a sociedade, dita moderna, se tem deparado.

O jornalismo de vão de escada que lidera hoje as audiências mistura tudo e trata os offshores como se fossem todos iguais. São todos criminosos face à opinião publicada. Ponto. Misturam os que usam os offshores para “lavar” dinheiro de operações ilícitas (e isto é por si só um crime grave), com os que usam legalmente empresas em Paraísos Fiscais e chegam mesmo a meter na mesma “gamela” os que têm offshores declarados e que desta forma pagam os seus impostos no seu país…

(Ler Mais…)

Gosto(0)Não Gosto(0)

Conversas em Família. Marcelo vs Marcello

Captura de ecrã 2016-03-28, às 20.57.37

Retrô ou Retro é um estilo cultural desatualizado ou velho, uma tendência, hábito, ou moda do passado pós-moderno global, mas que com o tempo se tornam funcionalmente ou superficialmente a norma mais uma vez.

Assistimos hoje à primeira comunicação do novo Presidente da República.

Como era espectável anunciou a promulgação do Orçamento de Estado. Por aqui não existiu nenhuma novidade… O que constituiu de facto uma surpresa foi a forma como a comunicação surgiu…

(Ler Mais…)

Gosto(0)Não Gosto(0)

O Anti Midas

Costa Vidente

Midas é um personagem da mitologia grega, rei da Frígia. É baseado em um rei de mesmo nome da Frígia (uma região da moderna Anatólia, Turquia), do século VIII a.C..

O principal mito atribuído a Midas, o de transformar em ouro tudo o que tocava, adquiriu um caráter simbólico e metafórico na sociedade contemporânea, sendo facilmente compreensíveis na nossa cultura analogias simbólicas como a de um “complexo de Midas”. (Ler Mais…)

Gosto(0)Não Gosto(0)

Tá©tica. A Tática e o Bem Comum

tatica

Do francês tactique, do grego taktikê, (feminino de taktikos)

  1. [militar] Arte de dispor e de empregar as tropas, no terreno, onde devem combater.
  2. [figurado] Habilidade, jeito para dirigir qualquer situação ou negócio.

Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: tática.

Como em tudo na vida a tática é sempre um fator relevante na concretização de uma estratégia, seja ela pessoal, empresarial ou mesmo política.

Mas será que a tática deverá sobrepor-se ao bem comum?

“Claro que não”! Esta será a resposta imediata e instintiva que todos nós daríamos. Mas, se observarmos com atenção o que se passa na política partidária (pelo menos nos últimos 25 anos) dificilmente encontraremos algum interveniente que não tenha colocado a tática sempre em primeiro lugar. A tática, é hoje, a base da política do “vale tudo”, alicerçada numa qualquer estratégia de poder estritamente pessoal… A tática tomou conta do nosso quotidiano e os políticos não conseguem fugir desta realidade esquecendo-se sempre, ou quase sempre (para ser simpático), da essência do que deveria ser a política: a defesa do Bem Comum. (Ler Mais…)

Gosto(0)Não Gosto(0)