Um santanista desde miúdo

Estas eleições para a presidência do PSD estão a dar-me um gozo especial. A candidatura de Pedro Santana Lopes baralhou todos os tacticistas do costume. É completamente desprezível ver o comportamento de algumas pessoas. A dependência da política e a cegueira pelos lugares nem permite à maioria darem-se conta das suas figuras ridículas. Mas estes tacticistas estão enganados. Pedro Santana Lopes é um homem diferente, é um político humanista, experiente e corajoso que nunca será refém de nenhum apoio nem se deixará manietar por ninguém.

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Tempos novos, vícios velhos

Tive ocasião de, nestas últimas autárquicas, fazer parte de uma lista candidata a um dos órgão municipal. Já não o fazia há uma série de anos porque não me identificava com as posturas do PSD local, lá é mesmo PSD, o PPD só agora é que vem ressurgindo aos poucos.

Nestas eleições, para além das candidaturas naturais dos Partidos haviam três candidaturas independentes das quais só uma vingou tendo sido vencedora em quase todo o Concelho. Essa candidatura, habilmente dissidente do PS local consegui congregar votos à Esquerda e à Direita e tal aconteceu apenas porque os militantes do PSD resolveram fazer uma leitura diferente do cenário local. Viram nessa candidatura uma forma de se “vingarem” do Poder que lá havia vigorado durante as últimas décadas deixando cair o seu candidato, o seu projecto e as suas equipas. Olhando mais para a sua agenda pessoal do que para a de todos os habitantes do Concelho. (Ler Mais…)

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Não é “isto” que eu quero para o meu PPD/PSD. Alio-me ao tempo para esperar melhores dias…Colocando um ponto final e um parágrafo no assunto das “quintas-feiras”.

Não gosto de José Sócrates. Nunca gostei do estilo governativo, muito menos das políticas que os seus governos seguiram. Foi um mau PM. Mas, foi eleito democraticamente. Duas vezes! É certo que terá sido um tanto-inábil ao aceitar fazer um governo minoritário com um PR como Cavaco Silva em Belém. Mas fê-lo. Teve coragem de enfrentar um parlamento hostilizado, num contexto económico internacional dificílimo, mas, onde as loucuras internas do gastar-à-tripa-forra sobressaíam e nos empurraram para penosos anos de crise. O resto, já todos conhecemos. As marcas continuam bem presentes. E assim continuarão por muito tempo. Nem nos próximos 20 anos o nosso calote estará pago. Mas, isto é outra conversa.

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O elogio ao livre pensador

foto@tsf

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Miguel Veiga, distinto advogado e fundador do PPD/PSD, morreu hoje, na sua cidade de sempre, o Porto, aos 80 anos.

A sua vida fica marcada por ser um homem de valores e de causas que defendeu a democracia, a liberdade e o livre pensamento algo tão raro nos nossos dias.

Era um verdadeiro social-democrata. Esteve, ao lado de Francisco Sá Carneiro, na fundação do PPD. Em nome das suas convicções saiu do PPD/PSD, na sequência do Congresso de Aveiro, regressando mais tarde quando a sua consciência assim o ditou.

Esteve na vida política de forma independente e corajosa mesmo sabendo que seria muito mais fácil estar do lado da maioria. Nunca discutiu nem quis lugares, preferia discutir ideias, projectos e causas. Nas eleições presidenciais de 1985 apoiou publicamente Mário Soares, quando o PSD apoiou Freitas do Amaral. Uma vez mais optou pelo caminho difícil porém manteve-se, como sempre, fiel aos seus princípios. Nos últimos anos foi claro o seu afastamento da vida partidária.

Mas mais que um político considero que Miguel Veiga foi sobretudo um homem da cidadania e das causas pelas quais sempre se bateu corajosamente de forma livre, independente e frontal mas sempre com educação e superior elevação.

Foi também um homem da palavra, da arte e da cultura. Foi sempre um homem do Porto, por isso, hoje o Porto, a cidadania, a política, a cultura e o País ficaram mais pobres.

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A social-democracia tem que ser muito mais que um slogan

psd_socialdemocracia

Tenho muito orgulho em ser social-democrata. Uma social-democracia que teve a sua génese em Eduard Bernstein, Willy Brandt e Anthony Giddens e seguidores como Helmut SchmidtOlof Palme e Francisco Sá Carneiro, que veio a fundar o PPD a 6 de Maio de 1974.

Identifico-me com um PPD / PSD que como, um dia, descreveu Francisco Sá Carneiro não assenta ” apenas numa simples democracia formal, burguesa, mas sim, numa autêntica democracia política, económica, social e cultural. Uma democracia política que implica o reconhecimento da soberania popular na definição dos órgãos do poder político, na escolha dos seus titulares e na sua fiscalização e responsabilização, que exige a garantia intransigente das liberdades individuais, o pluralismo efectivo a todos os níveis e o respeito das minorias, não existe democracia se não houver alternância democrática dos partidos no poder, mediante eleições livres, com sufrágio universal, directo e secreto.”

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