A ponte velha

Em 1995, é constituída a empresa Águas do Douro e Paiva (AdP), uma sociedade intermunicipal com 51% e os restantes 49% foram distribuídos pelos Municípios, onde se incluía. Esta empresa tinha e tem como missão captar a água nos Rios Douro e Paiva e colocá-la nos depósitos dos municípios aderentes. O concelho de Castelo de Paiva tinha, neste projecto, e desde a primeira hora duas captações, uma no Douro para abastecer as freguesias de Pedorido (para os depósitos existentes no Olival e na Póvoa), a Raiva e parte de São Pedro do Paraíso e outra no Rio Paiva, junto à Ponte da Bateira, que iria abastecer cerca de 2/3 da população do concelho, a norte.

A 7 de Janeiro de 1998, tomei posse com o meu Executivo para gerir os destinos do concelho de Castelo de Paiva. Logo na primeira reunião com a Administração da AdP dissemos que não queríamos cidadãos de primeira e de segunda no concelho. Pretendíamos que todo o concelho bebesse água captada no Rio Paiva. Foi um processo muito difícil que demorou alguns anos, mas ganhamos essa “luta”.Em 2002, as AdPaiva começaram a instalar as condutas desde a ETA (Estação de Tratamento de Águas) de Bairros, até ao Couto Mineiro (mais de 26 kms). Com a instalação dessas condutas no troço em construção da Variante à EN 222, a água do Rio Paiva estava a caminho do Couto Mineiro. Chegou primeiro, naturalmente por questões geográficas à Raiva e a S.P.Paraíso e vislumbrava-se a sua chegada à freguesia de Pedorido, tudo isto em qualidade e quantidade. O atraso de dois anos na conclusão da Variante à EN 222 atrasou dois anos este processo.

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