Naturalmente corrupto

A naturalização do fenómeno da corrupção é um dos processos da pós-modernidade transoceânico que deixaria de cabelos arrepiados Nicolau Maquiavel . Foi decretado lícito ao político ser e viver de forma corrupta , em uma das inversões de valores presentes a civilização da pós modernidade. O bem privado coletivo transformado em forma de enriquecimento lícito, e o ilícito maleável dentro de uma conveniência. Observando os dois últimos pleitos regionais deparei com um cenário interessante: rara pessoa digna, com ideologia partia para o rumo da política. Vi vários casos de desempregados, agiotas, de trapaceiros, de caloteiros conhecidos mais que de repente aparecerem dentro do horário da propaganda eleitoral prometendo o mesmo de sempre que iriam trabalhar pela família cristã, pelo combate da violência, por mais emprego pela educação e melhoria da qualidade de vida.

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“Todas as palavras esdrúxulas são naturalmente ridículas”

Tão ridículas quão desprovidas de bom senso. E o que temos visto e ouvido por estes dias, são piores do que “as cartas de amor” a que se refere Álvaro de Campos.

Na verdade, as palavras esdrúxulas que políticos e não políticos (hoje, está na moda, ser comentador… de tudo e de nada), vão proferindo, por isto e por aquilo, são verdadeiramente ridículas, porque exageram no acento que colocam em questões, por vezes, bem pertinentes. Mas perdem a acuidade e a razão pelo acento esdrúxulo com que delas falam. Como em tudo, quando se empertigam para colocar o acento tornam-se no que o poeta classifica. Ridículas, pois claro!

Militares que ameaçaram depor armas! Mas que nome se dá, na guerra, a isso? Conheço um Regimento de Infantaria em que o lema é “Nem um passo à retaguarda”. Mas aqueles outros, não só dão passos à retaguarda como depõem as armas. Depois, claro, sugere-se a demissão do Ministro da Defesa. Os políticos é que são culpados. Mas com oficiais assim, que até deixam roubar armas, que farão os soldados? Pelo sim, pelo não, talvez, depor os ditos. (Ler Mais…)

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OS POLÍTICOS SÃO TODOS INOCENTES, O PROBLEMA, SÃO AS PROVAS EM CONTRÁRIO

O aparato eleitoreiro, acaba de sair do prelo, já está à venda, nas melhores casas do ramo. A mosca azul da política, é escravizadora e neste ano que se iniciou, já começam o modus operandi de sempre, para minimizar os sentimentos, tensos, agitados, balançando rebuçados para o eleitor, atordoado na corda bamba analítica dos movimentos. Estes spins, são via de regra intolerantes a novidades, por não aceitarem a sempre sonhada renovação, sobretudo porque a ordem é fincar na testa do eleitor, os mesmos dinossauros de sempre. Barbaridade, Pá !!!

No outro lado das luzes da ribalta, nas cadeiras sombrias das performances, o eleitor sonha, com uma abertura de vias largas de acesso, projetadas por novas ideias, por novos pretendentes, de preferência imbuídos de conhecimentos dos princípios renovadores. Esses novos pretendentes precisam, necessariamente, ter a valentia de fomentarem o estabelecimento de políticas responsáveis, que mereçam o apreço, a satisfação e, por conseguinte, o crédito dos cidadãos. É pedir muito? Claro que não, Pá!!!

As suaves e vagas promessas, deixam o eleitor longe dos sufrágios, indiferentes a causas repetitivas e até insolentes, por ser o prometido amanhã, simples extensões das mentiras do passado. É esse o corolário de tanta abstenção, silêncio dos inocentes.

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Os novos ricos do país

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No país temos muitos governantes que gerem orçamentos de muitos milhões de euros/ano. A coisa aguenta-se porque vai aparecendo sempre, de uma forma ou de outra, o dinheiro dos nossos impostos. Na sua vida pessoal tinham um carrito e fraco, mas mal chegam ao poleiro a primeira coisa que fazem é comprar – com o nosso dinheiro – automóveis topo de gama, porém alguns mal sabem escrever e outros não conhecem sequer os conceitos elementares de gestão que são dados no  3º ciclo do ensino básico. Não têm competências, gostam de ser tratados por “doutores”. São vaidosos e passam a andar de fato e gravata de gosto muito duvidoso. Portam-se como “novos ricos”.  Por isso não se pode esperar grande coisa do futuro. Acreditem que nas minhas empresas não os admitiria sequer para porteiros!
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Viagens GALP: venha daí a lista dos convidados

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Está aberta uma nova caixa de pandora com as viagens GALP.

A actualidade dos últimos dias tem sido dominada pelas viagens feitas por três secretários de estado, a convite da GALP, para assistirem a jogos da selecção nacional, que brilhantemente conquistou o título europeu.

Nos últimos dias também têm sido divulgados a conta gotas, pela imprensa e de forma selectiva, alguns nomes de pessoas que terão também aceite o convite da GALP.

Esta é uma forma de ir mantendo a suspeita sobre governantes, políticos, altos funcionários públicos e empresários que não faz bem à saúde da nossa democracia.

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