Transparência: uma matéria ao cuidado de Rui Rio e do PSD

Nos últimos anos os temas que estiveram presentes sempre no discurso do novo presidente do PSD, Rui Rio, foram a importância da ética na vida pública, a reforma dos partidos, por dentro, e do sistema, por fora e a reconquista da confiança dos cidadãos. E estas são matérias que exigem transparência na vida política.

Conceição Pequito que foi minha professora de Doutrinas e Teorias Políticas, disciplina em que consegui a proeza de ter 20 valores, dá hoje ao PÚBLICO uma entrevista muito interessante em que identifica, e na minha opinião muito bem, as razões da deficiente qualidade da democracia portuguesa.

Nesta entrevista a prestigiada professora universitária e cientista política deixa o alerta para a importância do pacote sobre transparência defendendo que o “outsourcing legislativo” é a “devolução de um poder a privados”. Não podia estar mais de acordo com a Conceição Pequito.

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Sorria você está sendo coitado…

Você nem se deu conta que aprontaram contigo e que você foi o ultimo a saber! Já sei gosta de levar na cara ? Curte ser humilhado? Sim você gosta…

Hoje vamos discorrer sobre a arte da vida do masoquismo anunciada pela filosofia nas práticas do Marques de Sade rediscutidas superficialmente por Freud. Masoquismo é prática de vida mais comum que o que imaginamos…todo brasileiro é um masoquista chorar sorrindo esquenta os tamborins que vamos comemorar nossa miséria humana com uma divida publica de meio trilhão!

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Tempos novos, vícios velhos

Tive ocasião de, nestas últimas autárquicas, fazer parte de uma lista candidata a um dos órgão municipal. Já não o fazia há uma série de anos porque não me identificava com as posturas do PSD local, lá é mesmo PSD, o PPD só agora é que vem ressurgindo aos poucos.

Nestas eleições, para além das candidaturas naturais dos Partidos haviam três candidaturas independentes das quais só uma vingou tendo sido vencedora em quase todo o Concelho. Essa candidatura, habilmente dissidente do PS local consegui congregar votos à Esquerda e à Direita e tal aconteceu apenas porque os militantes do PSD resolveram fazer uma leitura diferente do cenário local. Viram nessa candidatura uma forma de se “vingarem” do Poder que lá havia vigorado durante as últimas décadas deixando cair o seu candidato, o seu projecto e as suas equipas. Olhando mais para a sua agenda pessoal do que para a de todos os habitantes do Concelho. (Ler Mais…)

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“Estamos sem festa e sem dinheiro”

O adágio popular é, impreterivelmente, repetido no final das festas. Sabedoria popular, dir-se-á. O dinheiro das jeiras podia não ser muito, mas sempre se arranjavam uns escudos para um bolo de carne – a salgadeira, quando a havia, ajudava -, para um bolo mulato e mais alguma coisa que desse ares da sua graça. Depois do arraial, é frase comum por estes lados.

Estamos sem festa e sem dinheiro, já a ouvi hoje pela manhã. E na volta que já fiz a pé para desintoxicar, ocorreu-me um novo motivo a que esta expressão dá sentido no presente ano, na aldeia que me viu nascer. A mancha negra que persiste pelo termo desta terra duriense faz saltar à memória as consequências do incêndio florestal de há um mês atrás. (Ler Mais…)

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Até breve

Há cada vez mais a ideia errada de que a política e os partidos são elementos dispensáveis à vida das pessoas. Essa ideia errada provocou o afastamento de muita gente da política, a cartelização dos partidos por gente de duvidosa capacidade e seriedade, o nascimento de movimentos independentes onde maioritariamente constam ex-dirigentes partidários nas suas cúpulas e a consequente descredibilização das estruturas representativas do Estado.

 

Por outro lado, a permanente incapacidade de governantes e governados para a necessária mudança de paradigma, leva a que o conformismo e a mediocridade sejam os principais reflexos dos atos públicos a que assistimos impávidos e serenos. Nos últimos tempos os exemplos são demasiados e graves.

 

Ao longo da minha vida, votei sempre na esperança de contribuir para a mudança de que precisamos para sermos um país desenvolvido, justo e próspero. Dou por falhado o meu voto na maioria das situações.

 

Chegado até aqui, seria bem mais fácil afastar-me da política e com isso ganhar o conforto do sofá que tantos e tantas apreciam. Seria até preferível (na opinião de alguns) deixar de intervir e abandonar o partido em que milito há 27 anos, algo que tantos acabaram por fazer para minha surpresa e tristeza.

 

Em face de tudo isto, optei por outro caminho. Serei candidato a presidente da assembleia municipal de Ponte de Lima, encabeçando a lista do PSD. Como não pretendo utilizar este espaço para qualquer referência à campanha eleitoral, suspendo a partir de hoje e até ao dia 1 de outubro a minha participação neste espaço de liberdade, agradecendo a todos os que me foram incentivando a escrever.

 

Deixo um abraço amigo e um rápido até breve.

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GREVE DOS ENFERMEIROS

Concretizou-se a 8 de fevereiro a primeira reunião de 2017 entre o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) com o Ministério da Saúde. Recordo que deveria ter sido recebia uma proposta até 23 de novembro de 2016 tendo o atraso sido justificado pelo pronunciamento do Ministério das Finanças. Nesta reunião o Ministério da Saúde assumiu o compromisso de enviar a proposta até 20 de fevereiro e o SEP exigiu que fosse enviada a proposta integral, respeitante a todas as matérias e formalização do Protocolo Negocial:

1) Proposta sobre Avaliação do desempenho, Concursos e Organização do tempo de trabalho para os Contratos Individuais de Trabalho (CIT);

2) Proposta de regulamentação da Organização do tempo de trabalho para os CTFP.

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A mentira na política e nos jornais

Um cronista do Observador (Alberto Gonçalves) e o arquiteto Saraiva, do Sol, escrevem sobre “verdade” usando uma mentira como argumento. É óbvia a intenção de enganar os leitores, mas ninguém liga muito. Parece que a mentira nos jornais é mais tolerada do que na política. Ainda que o descrédito nos media seja tão nocivo como o descrédito na política.

A mentira é daninha sob qualquer forma. Claro que há a margem concedida por Max Weber. Na “ética da responsabilidade” há que medir as consequências do que se diz.

E existem nuances no conceito. Não dizer toda a verdade, responder alhos quando se pergunta bugalhos…

Mas tão daninha como a mentira, é a dualidade de atitudes perante ela. Em especial na política.

Poucos terão mentido mais do que Passos Coelho, sobre coisas concretas que afetam muito muitas pessoas. Refiro-me, em especial, à campanha de 2011. Não há Weber que o salve, neste caso.

Que autoridade têm ele e o PSD, enquanto for ele o líder, para se arvorarem em arautos da verdade?

Voltando ao cronista e ao arquiteto Saraiva… Escreveram ambos que o Público já tinha dado a notícia dos offshores em abril de 2016 e repetia agora para favorecer o Governo.

Basta ver as edições daquele jornal de 28 de abril 2016 (p. 16) e de 21 de fevereiro de 2107 (p.2). Na primeira são referidos 10 mil milhões que ESTAVAM nas estatísticas. Na segunda, 10 mil milhões que NÃO ESTAVAM nas estatísticas. Neste último texto está expressamente dito que os valores de abril “não coincidem com os apurados oito meses depois”. Não há confusão possível!

Armar em moralista com a mentira na ponta da caneta desacredita quem escreve.

Dito isto, penso que Weber também não absolve o Ministro das Finanças, dada a falta de clareza das suas afirmações. Mas quem o quer destruir, por evidentes razões de interesse partidário, afasta-se, em absoluto, da política da responsabilidade.

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O MEU VIZINHO DO 5º C É TERRORISTA?

A pergunta é retórica, mas, curiosamente poderá tornar-se mais habitual ou trivial do que imaginamos. Terei algum terrorista na minha rua?

Da Cimeira dos chefes de Estado de governo de sete países do sul da Europa surge o propósito e o desejo de uma Europa mais cooperante e unida face à realidade (já não é fenómeno nenhum) do terrorismo ou do extremismo religioso. Transparece também o projeto do nosso líder do governo em fomentar uma política de proximidade antiterrorista atribuindo às autarquias um papel fundamental no desenvolvimento desta ideia, dada sua vocação de existência e de politica próxima da comunidade.

É o “primeiro” passo desde a criação da ENCT (Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo) e faz-me levantar a questão que escolhi para titulo: O MEU VIZINHO É TERRORISTA?

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