O futuro político de Passos Coelho e do PSD

As últimas sondagens apontam para que o PSD possa ficar abaixo dos 20% em Lisboa, Porto, Coimbra, Oeiras, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Porto, entre outras importantes cidades, sendo que na Invicta possa mesmo ficar abaixo dos 10% e que na capital Teresa Leal Coelho possa ficar atrás de Assunção Cristas.

Apesar destas sondagens indicarem uma hecatombe eleitoral para o PSD, nos grandes centros urbanos, onde se concentram a maioria dos eleitores, confesso que não quero acreditar nestes resultados mas tenho a honestidade intelectual de reconhecer que parece existir um efeito “António Costa” a potenciar os resultados do PS.

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Um PSD autofágico

Ontem uma noticia do Jornal I envolvia o nome do Pedro Duarte num “polvo” que falava de viagens pagas pela Microsoft a políticos portugueses. Sou amigo do Pedro Duarte há mais de 25 anos. É uma pessoa de uma honestidade e ética acima de qualquer suspeita. Acredito e não duvido que a Microsoft – a maior empresa do mundo – faça convites a milhares de empresas e instituições para os mais diversos eventos para promoção dos seus produtos e serviços. Aliás uma das minhas empresas é partner da Microsoft. Eu próprio já fui convidado para os seus eventos em que me ofereceram simbolicamente uma ou outra refeição ou actividade lúdica mas foi sempre a minha empresa que pagou as viagens e a maioria das despesas. Mas uma convicção eu tenho, é que o Pedro Duarte ou a Microsoft, através de sua indicação, tenha pago alguma vez uma viagem a um político português de forma a obter qualquer favorecimento ilícito. Ontem o Pedro Duarte desmentiu de forma clara a notícia. (Ler Mais…)

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Isaltino, Valentim e o Professor Alberto de Vila Pouca

Nos últimos meses Isaltino Morais e Valentim Loureiro terão sido convidados pelas estruturas do PSD para serem candidatos, respectivamente, às Câmaras Municipais de Oeiras e Gondomar.

No primeiro caso terá sido Isaltino a recusar o convite. No caso de Gondomar foi Passos Coelho que vetou o nome do Major Valentim Loureiro.

A política exige coerência nas atitudes e nas decisões. Exige a utilização do “mesmo peso e da mesma medida” para todos. Mas assim não foi. No último Conselho Nacional do PSD o nome de Alberto Machado foi aprovado como recandidato à Câmara de Vila Pouca de Aguiar

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O betão armado, o ferro e o cimento

Hoje no Expresso o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirma que “esta solução de Governo parece de cimento armado”. Eu diria mesmo que mais parece betão armado.

Pedro Passos Coelho foi daqueles que nunca acreditou no sucesso da fórmula governativa criada por António Costa que juntou pela primeira vez na história da democracia portuguesa toda a esquerda. Passos apostou as “fichas” todas na rápida desagregação da “geringonça”. E este foi o seu grande erro político.

Passos apressou-se rapidamente a anunciar o regresso do diabo – a troika – mas a esquerda percebeu e bem que o diabo afinal poderia ser o próprio Passos Coelho se a solução governativa fosse firme e tivesse sucesso. Os dias foram passando, os meses também e a geringonça já tem mais de um ano de governação com aparente sucesso e o apoio maioritário dos portugueses.

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A minha TSU é melhor que a tua

No final de Dezembro, em reunião da concertação social – governo, patrões e sindicatos, com a normal excepção da CGTP – acordaram a descida da Taxa Social Única (TSU) como contrapartida do aumento do Salário Mínimo Social (SMN). O BE e PCP eram contra a que se juntou agora o PSD.  Entretanto o Governo aprovou a medida em Conselho de Ministros e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o Decreto- Lei.

A novidade neste processo é mesmo a mudança de opinião de Passos Coelho que está a tentar fazer uma tempestade num copo de água.

Há vários anos – ainda Sócrates era primeiro-ministro – que o aumento do SMN é acompanhado pela baixa da TSU paga pelas empresas.

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Portugueses desobrigam Passos Coelho a votar contra a baixa da TSU

Infelizmente a palavra coerência não existe na praxis dos partidos políticos. Os políticos afirmam, com uma enorme facilidade, uma coisa e o seu contrário.

E isto vem a propósito de Pedro Passos Coelho ter anunciado que o PSD vai votar contra a descida da TSU para as empresas como forma de “compensação” pela subida do salário mínimo nacional.

Talvez Passos Coelho se tenha esquecido que, quando foi primeiro-ministro, defendeu a descida da TSU para as empresas. Eu não me esqueci. Penso que a maioria dos portugueses também não.

Este anúncio de Passos Coelho parece-me mais uma pequena vingança que manifesta uma falta de sentido de estado. Em politica, como na vida, podemos trilhar os mais diversos caminhos, mas termos que assumir as suas consequências. E na vida, como em política, existem caminhos que não nos levam a lado algum.

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UM PARTIDO EM MUDANÇA


A vitória de António Costa nas primárias do PS representou a vitória do revanchismo do que há de pior nos partidos políticos em desfavor das propostas de abertura à sociedade civil, da reforma profunda do sistema partidário avançadas por António José Seguro.

Não são necessárias grandes análises nem sequer a compilação de muitas variáveis para se entender o porquê desta derrota apesar de começar a ser senso comum de que, com o sistema partidário tal qual está, dificilmente o país caminhará no sentido do progresso, da convergência com a Europa, no caminho da modernidade.

Na verdade António José Seguro teve dois anos para reformar o PS, para apresentar a Passos Coelho propostas de reforma do sistema político que muito provavelmente teriam eco no PSD e só quando a corda começou a apertar-lhe o pescoço, imprevisivelmente puxada por António Costa, decidiu, à ultima hora, um pouco em cima do joelho, tentar fazer o que não fez em todo o tempo que já levava de mandato. Muito provavelmente se o tivesse feito com coerência e competência não só não teria perdido para António Costa como previsivelmente seria hoje o Primeiro Ministro de Portugal e tenho para mim que o país estaria melhor servido.

Os políticos deveriam aprender com o povo e seguir os seus ditados na maioria das vezes fruto do bom senso coletivo. Diz o povo que quando vires as barbas do vizinho a arder deves pôr as tuas de molho. Foi isso que não fez Pedro Passos Coelho e hoje vê-se colocado numa situação semelhante à de António José Seguro e mais uma vez porque no ultimo ano não teve o engenho nem a arte de, em vez de se lamentar da geringonça que o Costa “fabricou” para salvar a pele, dar no PSD a vassourada há muito necessária e que o mais elementar bom senso vê que acontecerá mais cedo ou mais tarde, a bem ou a mal, sendo que se for a mal o mais provável é que desemboque noutra geringonça interna e não num PSD social democrata, português, das bases, do povo!

A face mais visível, mais que a hipotética candidatura de Rui Rio, da “camisa de onze varas” em que Pedro Passos Coelho se conseguiu enfiar é o panorama da preparação das Autárquicas do próximo ano.

Em junho o coordenador nacional Carlos Carreiras, dizia uma serie de disparates, como por exemplo que os poderes são para ser exercidos (?) esquecendo que foi exatamente o exercício insensato e arrogante desses poderes em situações como a de Sintra, por exemplo, que conduziram ao desastre de 2013, em que pela 1ª vez o PSD perdeu a maioria nacional e como consequência a presidência da Associação Nacional de Municípios.

Dizia ainda Carlos Carreiras, que candidato que se fizesse anunciar antes de outubro seria um não candidato pois teria o veto da Comissão Política Nacional, mais uma vez numa atitude arrogante e completamente ao arrepio da tradição do PSD, partido onde as bases sempre tiveram a ultima palavra.

Passou o verão, passou outubro, passou o Natal e Carlos Carreiras e a CPN tiveram a resposta que mereciam! Não só não foi anunciado nenhum candidato, como, nos concelhos mediáticos não há candidato para anunciar.

Chegam-me ecos que finalmente resolveram arrepiar caminho. Que o PSD vai apoiar a candidatura independente de Marco Almeida em Sintra e que estuda situações semelhantes noutros locais do pais. Fala-se ainda numa candidatura forte a Lisboa, esperando eu que o mesmo aconteça no Porto e em Gaia.

São boas noticias na medida em que representem uma seria vontade de mudar o que tem sido a atuação política do PSD nos últimos tempos, um partido controlado pelo aparelho, zangado com a vida e consigo próprio, onde não há debate interno e onde as bases deixaram claramente de estar em sintonia com quem as representa nos órgãos de direção política.

Esperemos também, que esta mudança, a existir e a ser genuína, ainda venha a tempo de mobilizar vontades e construir candidaturas vencedoras, pois serão os concelhos e o país que sairão a ganhar.

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A última oportunidade de Passos Coelho

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Um político assume-se. Foi assim que Mário Soares se definiu no seu ensaio autobiográfico político. Soares que depois de ter sido Presidente da República ainda liderou uma lista do PS ao Parlamento Europeu e recandidatou-se a um novo mandato presidencial. Sempre de cara levantada, lutando pelas suas convicções com coragem e sem medo.

Foi isso que Assunção Cristas fez ao decidir candidatar-se a Lisboa. Assumiu as suas responsabilidades e mostrou coragem.

Agora, e perante o actual momento político, não resta outra alternativa a Pedro Passos Coelho senão avançar também com a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa enfrentando Fernando Medina. Numa eleição que Passos Coelho até beneficiaria ainda do facto de parecer estar afastada uma coligação de esquerda na capital.

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