PSD – Um partido a bater no fundo

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Na sequência do voto contra os votos de condenação apresentados contra o regime angolano (no caso da prisão dos 15+2) por PS e BE, da incapacidade demonstrada no Congresso de Espinho em finalmente constituir-se como oposição ao governo, continuando Passos a bater na mesma tecla (de que o PS está a governar de forma ilegítima porque não ganhou as eleições; da ideia de que a geringonça não funciona porque os partidos que sustentam a coligação nunca a deixarão funcionar; só faltou claramente dizer abertamente que estamos perante um novo PREC), o PSD volta a surpreender o mundo. Os liberais, perdão, os sociais-democratas fantasiados de vez em quando de Milton Friedman (no governo) e de Madre Teresa de Calcutá na oposição, estão, imagine-se em negociação para estreitar relações com o Partido Comunista Chinês. A hipocrisia não tem limites. Aqueles que estão sempre ávidos a condenar a relação entre o PCP e os regimes de Angola, China, Venezuela, Rússia, Bolívia, Cuba e Coreia do Norte, já conseguiram em pouco menos de 3 semanas, estreitar relações com 2. Não demorará muito portanto o dia no qual em Pyongyang seja vista a áurea de José Matos Rosa ou o garbo de Luis Montenegro. Afinal de contas, já percebemos que com o PSD, tudo é negociável em sede própria e criticável se for realizado em sede alheia. Só para melindrar o ego dos partidos de esquerda. Os Chineses está claro, ainda não perceberam que em Portugal já não é o PSD quem governa. Os anéis e as jóias da coroa também já foram vendidos, caso da EDP, não existindo nada para oferecer, perdão, para dar. A estratégia de cooperação bilateral chinesa assenta nestes moldes: nós damos 10, se não derem 100. O PSD quer os 10, mas não tem 1 para dar.

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