Corrupção, um problema que Abril exponenciou

A revolução de Abril de 1974 trouxe à tona o problema da corrupção que se tem agudizado nos últimos anos. Políticos, banqueiros e administradores públicos tem sido alvo de suspeitas e acusações em que depois a montanha acaba por parir um rato.

Na sequência das últimas decisões judiciais ficamos com a sensação que vivemos num país onde reina a corrupção mas onde parece não existirem corruptos. Vamos ser claros. Para existir corrupção têm que existir corruptos. Ponto.

É preciso dizer com clareza que a legislação aprovada na Assembleia da República protege aqueles que a aprovam – os políticos – e que estes não disponibilizam aos demais agentes judicias os meios humanos e materiais para um combate sério à corrupção e ao tráfico de influências.

Um dos temas que abordo frequentemente em conversas com o meu amigo Nuno Garoupa é o problema da corrupção. É um tema que nos diz muito. Partilhamos muitas das mesmas preocupações e das soluções para combater esta epidemia que atinge, em larga medida, a classe política.

O Professor Doutor Nuno Garoupa é das poucas pessoas que fala sobre o problema da corrupção, em Portugal, sem quaisquer pruridos e de uma forma muito assertiva. Hoje dá continuidade ao seu artigo do Diário de Notícias da última semana. Escreve e bem que  “o primeiro passo tem de ser aprendermos a discutir este tema como uma qualquer política pública que apresenta ineficiências preocupantes, mas sem superioridades morais. Enquanto o debate público estiver contaminado por moralismos, não sairemos dos casos concretos e seremos incapazes de superar a observação de que a justiça penal falha há 43 anos.”

Será possível os governantes do nosso País escutarem por 5 minutos o Professor Nuno Garoupa? Não perdiam nada e o nosso País ganhava muito. Acreditem em mim.

É necessário sermos criativos na forma de comemorar e assinalar o 25 de Abril. Porque não a criação de um Ministério de Combate à Corrupção? Penso que é o tempo de estarmos todos unidos contra a corrupção.

Paulo Vieira da Silva

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Nuno Garoupa e uma Nova Esperança

O Partido Social Democrata, após a morte trágica de Francisco Sá Carneiro, passou por um período muito difícil. Nesta altura o fundador do PSD foi substituído por Francisco Pinto Balsemão na liderança do Partido que ascendeu simultaneamente a primeiro-ministro.

Porém Pinto Balsemão teve sempre a vida dificultada nomeadamente pelas muitas divisões que atingiram a Aliança Democrática. Mas a contestação a Balsemão foi ganhando também terreno no interior do PSD. Ganhou forma e força. E são alguns jovens mais irreverentes, nomeadamente José Miguel Júdice, Pedro Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa que dão rosto a uma oposição interna que viria a dar origem, mais tarde, a uma tendência politica dentro do PSD chamada de “Nova Esperança”.

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Nuno Garoupa reforça Blogue Insónias

Nuno Garoupa

Nuno Garoupa reforça, a partir de amanhã, a equipa do Blogue Insónias.

Nuno Garoupa é Professor de Direito na Universidade de Texas A&M e titular da Chair in Research Innovation, Católica Global Law School. Foi presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos (2014-2016), professor na Universidade de Illinois (2007-2015), na Universidade Nova de Lisboa (2001-2007) e na Universidade Pompeu Fabra de Barcelona (1998-2001). A sua área de investigação é Direito e Economia (Law and Economics) e Direito Comparado. É autor de mais de cem artigos publicados nas melhores revistas académicas da especialidade. Nos últimos anos escreveu nos principais jornais de referência portugueses, ao mesmo tempo que fez comentário nas principais estações de televisão.  Foi Prémio Júlian Marías 2010, Comunidade de Madrid.

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Nuno Garoupa reforça a equipa do Insónias

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A partir do próximo dia 1 de Setembro, Nuno Garoupa, o ainda Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, passará a colaborar com o Insónias, sendo mais um autor que bem prestigiar este espaço de reflexão e debate sobre o País e o Mundo.

Nuno Garoupa é actualmente comentador da RTP e escreve nos mais importantes jornais portugueses.

Nuno Garoupa é licenciado em Economia na Universidade Nova de Lisboa em 1992. Obteve o mestrado em Economia no Queen Mary College em 1994 e em Direito na Universidade de Londres em 2005. Fez o doutoramento em Economia na Universidade de York em 1998 e a  agregação em Microeconomia na Universidade Nova de Lisboa em 2002.

É professor de Direito na Universidade de Texas A&M, onde regressará novamente no início do próximo ano lectivo, e na Católica Global Law School. Foi professor na Universidade de Illinois ente 2007 e 2015,  na Universidade Nova de Lisboa, entre 2001 e 2007 e na Universidade Pompeu Fabra de Barcelona entre 1998 e 2001.

A sua área de investigação é o Direito e a Economia. Nuno Garoupa é autor de mais de cem artigos publicados nas melhores revistas académicas da especialidade. Foi Prémio Júlian Marías 2010 atribuído pela Comunidade de Madrid e autor do Ensaio “O Governo da Justiça” publicado em 2011 e co-autor com Tom Ginsburg da obra “ Judicial Reputation: A Comparative Theory “, publicada em 2015 pela University of Chicago Press.

 

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Tolerância Zero contra a Corrupção

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Numa recente entrevista o ainda Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, Nuno Garoupa, afirmou que ” quando o português do século XXI, da geração melhor preparada de sempre, cidadão europeu e do mundo globalizado, vota em autarcas condenados por corrupção com o argumento de que este ao menos faz obra, sabemos que a corrupção é um problema cultural que a sociedade não só não combate como tolera e mesmo alimenta. Só isso explica que em 2016 o combate contra a corrupção continua a ser conversa política para entreter mas não há nenhuma revolta da sociedade civil.”

Não podia estar mais de acordo com o Nuno Garoupa. E até vou mais longe!

O colapso da banca portuguesa foi fruto da corrupção que teve como consequência a intervenção financeira externa da Troika. E quem pagou tudo isto com imensos sacrifícios? Fomos todos nós! Já pensaram nisto?

É meu entendimento que a corrupção é o maior imposto que os portugueses pagam todos os dias. Um imposto de valor muito superior ao que pagamos de IRS, IVA, IMI ou o que as empresas pagam de IRC.

É um ” imposto ” que tem uma larga cadeia de intervenientes, em que cada um vai ficando com uma ” percentagem do negócio ” ou melhor  dizendo da ” negociata ” que acaba por se repercutir de forma muito onerosa no preço final da casa que compramos, no custo da auto-estrada que percorremos, dos medicamentos que tomamos, do hospital a que recorremos, na escola ou universidade que frequentam os nossos filhos. E isto são apenas alguns exemplos!

A corrupção mina a Democracia, distorce o funcionamento dos mercados e a capacidade de gerar e distribuir a riqueza.
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Até já, Nuno Garoupa. Continuamo-nos a ver por aqui!

NUNO_GAROUPA

A minha honestidade ao escrever este texto obriga-me a dizer que conheço o Nuno Garoupa e tenho por ele amizade e uma enorme estima pessoal, profissional e académica.

Ontem tive conhecimento que o Nuno Garoupa tinha pedido a demissão da presidência da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) para regressar à vida académica na Universidade do Texas.

O Nuno tinha imprimido um novo ritmo e uma qualidade de trabalho à FFMS que passou a fazer da Instituição uma referência na área da Educação, da Ciência e do Conhecimento. Num outro âmbito o Nuno Garoupa revelou-se na televisão, na rádio, nos jornais e nas redes sociais um analista único da actualidade do País em que consegue juntar visão estratégica, inteligência, rigor e independência. É hoje uma voz ouvida e respeitada pelos portugueses.

Mas ninguém pense que a posição e o respeito que conquistou junto dos portugueses se devem ao facto de ter sido presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Não são os “ lugares “ que fazem as pessoas, mas sim as pessoas que fazem “ os lugares “.

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