Rikers Island: o mundo dos horrores

 

Debaixo dos holofotes da Big Apple, da meca do capitalismo selvagem e do baboso discurso demagógico que os Norte-Americanos possuem sempre que o assunto em causa sejam os mais elementos Direitos Humanos, jaz Rikers Island, um dos maiores complexos prisionais do mundo. Adjacente ao aeroporto internacional de La Guardia, a meio caminho entre Queens e a parte continental do Bronx, este complexo prisional de alta segurança construído em 1932 que tem como função receber presos de alta segurança com graves distúrbios psíquicos está a chocar toda a América, devido aos inúmeros de casos de violência registados nos últimos anos. O caso mais grave e que de resto está a chocar a América nos últimos dias foi o caso da morte de um preso de 39 anos chamado Braddley Ballard. A história de Ballard é uma das dezenas de história que mostra os atropelos aos direitos humanos que são cometidos diariamente nas cadeias norte-americanas, relembrando ao mundo que os Estados Unidos são efectivamente o país que mais atropela os direitos mais básicos do ser humano.

Não tenho qualquer problema em afirmar com toda a segurança que qualquer prisão cubana ou Venezuela terá melhores condições do que uma prisão como Rikers Island. É um facto. Bastará ver estas imagens gravadas pelo histórico programa Norte-Americano 60 segundos.

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PSD – Um partido a bater no fundo

psd

Na sequência do voto contra os votos de condenação apresentados contra o regime angolano (no caso da prisão dos 15+2) por PS e BE, da incapacidade demonstrada no Congresso de Espinho em finalmente constituir-se como oposição ao governo, continuando Passos a bater na mesma tecla (de que o PS está a governar de forma ilegítima porque não ganhou as eleições; da ideia de que a geringonça não funciona porque os partidos que sustentam a coligação nunca a deixarão funcionar; só faltou claramente dizer abertamente que estamos perante um novo PREC), o PSD volta a surpreender o mundo. Os liberais, perdão, os sociais-democratas fantasiados de vez em quando de Milton Friedman (no governo) e de Madre Teresa de Calcutá na oposição, estão, imagine-se em negociação para estreitar relações com o Partido Comunista Chinês. A hipocrisia não tem limites. Aqueles que estão sempre ávidos a condenar a relação entre o PCP e os regimes de Angola, China, Venezuela, Rússia, Bolívia, Cuba e Coreia do Norte, já conseguiram em pouco menos de 3 semanas, estreitar relações com 2. Não demorará muito portanto o dia no qual em Pyongyang seja vista a áurea de José Matos Rosa ou o garbo de Luis Montenegro. Afinal de contas, já percebemos que com o PSD, tudo é negociável em sede própria e criticável se for realizado em sede alheia. Só para melindrar o ego dos partidos de esquerda. Os Chineses está claro, ainda não perceberam que em Portugal já não é o PSD quem governa. Os anéis e as jóias da coroa também já foram vendidos, caso da EDP, não existindo nada para oferecer, perdão, para dar. A estratégia de cooperação bilateral chinesa assenta nestes moldes: nós damos 10, se não derem 100. O PSD quer os 10, mas não tem 1 para dar.

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Completa falta de noção

joão soares

  1. A de João Soares no facebook a propósito do artigo escrito hoje no Público por Augusto M.Seabra, oferecendo um “par de bofetadas” aquele que limitou-se a constatar o óbvio com toda a liberdade que os direitos, liberdades e garantias garantidos na Constituição da República de Portuguesa lhe concernem. Inqualificável, grosseiro e nada exemplar. A todos os níveis. Começando pelo fraco uso linguístico da língua cuja defesa, preservação e evolução também é da competência do Ministro da Cultura. Em segundo lugar, porque se trata de um Ministro da República, alguém em quem os cidadãos (que votaram no partido que o fez ministro) se revêem como espelho ao nível de linguagem, comportamentos e forma de estar na vida. Oferecer em público um par de galhetas a um cronista que se limitou a constatar o óbvio a todos os olhos, no caso da substituição de António Lamas por Elísio Summavielle na direcção do CCB, é dar um mau exemplo a todo o povo português. É dar aquele exemplo asqueroso de que um contraditório (leal, franco, sincero) se deve resolver às modas do século XIX com um par de bofetadas, ou como quem diz, recuando à época, com um duelo num descampado em Queluz ou então umas bengaladas à frente da Brasileira. Em terceiro lugar, porque ao vilpendiar daquela maneira a pessoa em causa (chamando-lhe literalmente alcoólico e degenerado cerebral), João Soares abriu uma arca de pandora que jamais poderia ter aberto: o insulto é gravoso, mexe necessariamente com autênticos flagelos de saúde pública e com a estoica luta de todos aqueles que diariamente lutam contra os seus problemas de álcool ou contra as vicissitudes psíquicas às quais estão directa ou indirectamente sujeitos.

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“Dos patrias tengo yo: Cuba y la noche.” (de um poema de José Martí)

havana

 

Aterrei no José Martí ainda Don Fidel Alexandro Castro Ruz reinava sem delfins em Cuba. Na memória, à laia de guias, levava comigo Padura Fuentes, Cabrera Infante, Reinaldo Arenas e – sobretudo – Pedro-Juan Gutiérrez.

Lá cheguei com uma imensa curiosidade sobre aquele país, tornado uma espécie do último dos moicanos do marxismo-leninismo (com ressonância de acentuados laivos de estalinismo), num tempo em que a Perestroika tinha já estilhaçado a União Soviética.

Percorri, durante alguns dias aquela Havana, velha de quase cinco séculos, dividida em bairros, onde o barroco, o neo-clássico, o art-nouveau/deco e o modernismo, e urbanistas e arquitectos tão importantes como Antonelli, Forestier, Mira, Gropius, Neutra e Niemeyer, deixaram espantosos testemunhos, que a passagem do tempo e a falta de meios transformaram em verdadeiras odes à decadência, que só a pena de um Verlaine poderia descrever com a beleza poética que as mesmas merecem.

Naqueles bairros, naquelas ruas, naqueles edifícios arruinados e superlotados encontrei muita e muita gente. Gente que a pobreza em que vivia contrastava com a enorme dignidade, nobreza e cultura que revelavam em cada olhar, gesto ou palavra.

Gente que se sabia em ditadura, com uma resignação estranha que só aqueles que intuem que a liberdade oferecida em contraponto (e mais a norte) é tão carcereira como as prisões de pedra e grades, o podem fazer. (Ler Mais…)

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