Vende-se sistema de justiça!

Esta semana arrancou o processo dos vistos gold que tem tanto de mega quanto de absurdo. A classificação de mega provém da quantidade de testemunhas (mais de 400 pessoas) cirurgicamente escolhidas para que o processo nunca conheça o seu fim. O atributo de absurdo resulta do facto de este ser mais um processo em que se queimam rios de dinheiro para rigorosamente nada daquilo que é determinante fazer em Portugal – eliminar a corrupção.

As manobras dilatórias, as constantes encenações judiciais, o caráter extemporâneo com que tudo isto é depois julgado, resultam num falhanço total do sistema de justiça. E qualquer sistema existe para servir um propósito. No caso do sistema de justiça, ele existe para administrar justiça. No estado atual de toda a nossa máquina de justiça é difícil acreditar que a mesma administre efetiva justiça. São inúmeros os casos de processos de grande mediatismo que se arrastam nos tribunais sem qualquer resultado prático perante as circunstâncias que lhe estão na origem.

O estado de direito tão apregoado é pois uma enorme falácia porque não é já estado de direito de coisa nenhuma. Num estado de direito a justiça não se dá a luxos destes – de ter criminosos à solta e corruptos a governar os destinos do povo. Num estado de direito qualquer pai ou mãe podem educar os seus filhos sem os ter que privar de verem estas aberrações processuais através dos órgãos de comunicação social. Num estado de direito a comunicação social é totalmente íntegra e isenta e não vive de avenças de políticos e corruptos. Num estado de direito não se constroem histórias a partir de exemplos medíocres da sociedade.

É por isso que não me importava de vender o nosso sistema de justiça e comprar um novo bem mais barato e eficaz!

Gosto(24)Não Gosto(0)

Por que temes querida Câncio?

fernanda_cancio

António Sérgio Azenha e Sónia Trigueirão, assistentes no processo ” Marquês “, que são simultaneamente jornalistas do Correio da Manhã, solicitaram ao Ministério Público que constituísse arguida a antiga namorada de José Sócrates, Fernanda Câncio, por suspeitas da prática dos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Na sequência desta tomada de posição dos dois jornalistas e de várias notícias veiculadas pelo Correio da Manhã Fernanda Câncio publicou, na última edição da revista ” Visão ” um estranho texto intitulado ” Sócrates. O processo Marquês e eu ” fazendo a sua defesa pública no que diz respeito à Operação Marquês. No seu longo texto, com nove páginas, a jornalista ataca de forma violenta o CM e os seus jornalistas, justifica as luxuosas férias que passou na companhia do seu ex-namorado, as prendas que recebeu de Sócrates, entre outras situações, aproveitando simultaneamente para se distanciar de Sócrates quando afirma ser ” eticamente reprovável ” o comportamento do antigo ex-primeiro-ministro no que respeita à sua relação com o amigo Carlos Santos Silva.

(Ler Mais…)

Gosto(13)Não Gosto(5)

Tolerância Zero contra a Corrupção

tolerancia-zero-corrupção
Numa recente entrevista o ainda Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, Nuno Garoupa, afirmou que ” quando o português do século XXI, da geração melhor preparada de sempre, cidadão europeu e do mundo globalizado, vota em autarcas condenados por corrupção com o argumento de que este ao menos faz obra, sabemos que a corrupção é um problema cultural que a sociedade não só não combate como tolera e mesmo alimenta. Só isso explica que em 2016 o combate contra a corrupção continua a ser conversa política para entreter mas não há nenhuma revolta da sociedade civil.”

Não podia estar mais de acordo com o Nuno Garoupa. E até vou mais longe!

O colapso da banca portuguesa foi fruto da corrupção que teve como consequência a intervenção financeira externa da Troika. E quem pagou tudo isto com imensos sacrifícios? Fomos todos nós! Já pensaram nisto?

É meu entendimento que a corrupção é o maior imposto que os portugueses pagam todos os dias. Um imposto de valor muito superior ao que pagamos de IRS, IVA, IMI ou o que as empresas pagam de IRC.

É um ” imposto ” que tem uma larga cadeia de intervenientes, em que cada um vai ficando com uma ” percentagem do negócio ” ou melhor  dizendo da ” negociata ” que acaba por se repercutir de forma muito onerosa no preço final da casa que compramos, no custo da auto-estrada que percorremos, dos medicamentos que tomamos, do hospital a que recorremos, na escola ou universidade que frequentam os nossos filhos. E isto são apenas alguns exemplos!

A corrupção mina a Democracia, distorce o funcionamento dos mercados e a capacidade de gerar e distribuir a riqueza.
(Ler Mais…)

Gosto(41)Não Gosto(0)