O fogo do diabo

O paralelismo entre o diabo e o inferno tem ar de simplista, mas depois de pisar aquele chão, ardido, a arder, não há, por muito simplista que seja, melhor paralelismo, melhor grafia para retratar, do fundo da medula, com escrita crua, um grande pedaço de terra, com pouca gente nela, cada vez menos, porque o fogo lhes quer roubar o que resta.

O diabo anda por ali.

O diabo só caminha no inferno.

O fogo.

Não é só o que ardeu, nem o que ainda arde.

Não é só as centenas de quilómetros seguidos, cercados, continuamente, pelos lados, pela frente, lá ao fundo, lá atrás, por um escuro que nos esmaga.

Ardeu um sem-fim-à-vista da nossa terra.

O diabo desceu às entranhas da vida daquela gente, empurrou aquela gente para o inferno.

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