“Todas as palavras esdrúxulas são naturalmente ridículas”

Tão ridículas quão desprovidas de bom senso. E o que temos visto e ouvido por estes dias, são piores do que “as cartas de amor” a que se refere Álvaro de Campos.

Na verdade, as palavras esdrúxulas que políticos e não políticos (hoje, está na moda, ser comentador… de tudo e de nada), vão proferindo, por isto e por aquilo, são verdadeiramente ridículas, porque exageram no acento que colocam em questões, por vezes, bem pertinentes. Mas perdem a acuidade e a razão pelo acento esdrúxulo com que delas falam. Como em tudo, quando se empertigam para colocar o acento tornam-se no que o poeta classifica. Ridículas, pois claro!

Militares que ameaçaram depor armas! Mas que nome se dá, na guerra, a isso? Conheço um Regimento de Infantaria em que o lema é “Nem um passo à retaguarda”. Mas aqueles outros, não só dão passos à retaguarda como depõem as armas. Depois, claro, sugere-se a demissão do Ministro da Defesa. Os políticos é que são culpados. Mas com oficiais assim, que até deixam roubar armas, que farão os soldados? Pelo sim, pelo não, talvez, depor os ditos. (Ler Mais…)

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Isto anda tudo ligado

O Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH),tem por objectivo aproveitar o potencial hidroeléctrico nacional ainda por explorar, através do estabelecimento de rigorosos critérios de seleção dos locais para implantação de novos grandes aproveitamentos hidroeléctricos que concorrem para o cumprimento das metas energéticas estabelecidas.  Pressuposto em três “pilares essenciais“, como as linhas orientadoras do Plano Nacional da Água, a intenção de descarbonização profunda da economia e o respeito pelos compromissos assumidos com os promotores e destes com as autarquias, o PNBEPH foi-nos, em nome de uma causa nobre – que nos cumpre efectivar – enfiado como fundamental pelos olhos (e bolso!) adentro.  (Ler Mais…)

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Morrer pelo fogo ou pelo frio em Portugal? Ou pela conta da electricidade?

Portugal é um país maravilhoso. A sua população é, grosso modo, internacionalmente referenciada – vista aos olhos dos de fora – como “acolhedora”, “simpática”, “prestável”, “divertida”, humana… Um conjunto interessante de adjectivos que nos massajam o ego nacional. Com reflexos positivos no aumento da procura internacional deste nosso maravilhoso país. Óptimo. (Ler Mais…)

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«Cumpra as suas obrigações dentro dos prazos: Evite os custos associados ao incumprimento»

Portugal é um país distópico a nível de executivos governamentais. A cada legislatura vamos conhecendo números “milagrosos”, através de concursos – excepcionais – para os quadros da administração pública que prometem revirar o muito que de mau nesta AP vai enferrujando a sua agilidade e eficácia.

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Planeamento: a solução também para os incêndios

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Um dos principais problemas do nosso Pais, senão mesmo o principal, é a inexistência de planeamento. As coisas acontecem e depois logo se vê. Vivemos num permanente experimentalismo.

A falta de planeamento, em regra, paga-se muito cara. Na vida, nas empresas, mas sobretudo ao nível da governação porque neste caso pagamos todos pela mesma medida.

E o problema dos incêndios em Portugal não foge a esta regra. É claramente também um problema de inexistência de um planeamento sério.

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O CASTIGO DO EXEMPLAR ALUNO

MoscoviciUma política miserável, devastadora da dignidade de um Povo. Durante quatro anos, destruíram-se conquistas sociais, deprimiram-se orgulhos e mergulhou-se o País na mais trágica situação do pós 25 de abril. Para quê? Para isto?

A Comissão acabou de anunciar que as regras orçamentais não foram cumpridas, em 2015. Em 2015, repito.

Ao sabor da corrente de Bruxelas, resguardada nas exigências legais ratificadas, somos “chamados à pedra” por mau comportamento. Comportamento aquele, que foi anteriormente, pelos mesmos atores, e vá-se lá perceber porquê, elogiado. Mas o que foi ontem, não é necessariamente o mesmo que hoje. Coerência não marca, em definitivo, as instâncias europeias, guardiãs, pelos vistos apenas, dos Tratados, mesmo que estes não sejam, na perspetiva de Juncker, aplicáveis de igual modo a todos os Estados-membros. Não se lhes ocorrerá, creio, punir a Alemanha por superávit (diz que não têm base legal, pois o Tratado Orçamental não as prevê) ou a França, que também não cumpre os objetivos do défice. (Ler Mais…)

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PARA QUE SERVE AFINAL UM GOVERNO?

BandeiraEspanha2012

Um país desgovernado, na agonia de um rumo. Assim se apresenta a vizinha Espanha, às eleições legislativas do próximo domingo, 26.

No tabuleiro político apresentam-se a jogo o afeiçoado ao poder, Mariano Rajoy, que arrisca a continuidade da sua vida política, motivado numa solitária resiliência, que nem aos colegas de partido agrada, Pedro Sanchéz, convicto ainda de que é possível conquistar a Moncloa, mesmo que afinal tenha que negociar com a direita, Pablo Iglesias, aprontado para se constituir o número 2 do futuro Governo, apesar da dura realidade partidária interna lhe oferecer como trilho apenas cacos, e Albert Rivera, hábil na manipulação à esquerda e à direita, como instrumento útil para atingir o seu objetivo. (Ler Mais…)

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