E NÓS, AS VÍTIMAS DA CORRUPÇÃO?

giovanni-stradano-malebranche

Assistimos, por estes dias, a notícias em catadupa sobre investigações criminais, que no seu decurso regular, vão-se concretizando e envolvem servidores públicos, grupo profissional no qual – sinalizo já o “disclaimer”- me incluo.

Em menos de duas semanas, vimos desfilar pelos ecrãs, detidos, um magistrado do Ministério Público, Autoridades de polícia criminal, dirigentes e funcionários da Administração Pública, os quais, presumivelmente cometeram atos ilícitos tipificados como crime de corrupção e outras infrações conexas.

Especialistas, mais ou menos reconhecidos para o efeito, desataram a bramir que os cortes salariais dos últimos anos, a perda de prerrogativas próprias dos agentes públicos e a consequente desmotivação generalizada daqueles, eram a causa e o efeito deste surto criminal.

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NO EPICENTRO DA ERUPÇÃO DOS “PANAMA PAPERS”

panama

Ainda na canícula da erupção arrisco a escrita, acerca daquele que, com forte probabilidade, poderá vir a ser considerado o maior escândalo relacionado com criminalidade económico-financeira, dos últimos anos.

Alinhados num diapasão e fuso horário que se fez comum, reclamado pelo necessário impacto do caso, os órgãos de comunicação social mundiais, sob a batuta do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) dinamitaram o repouso do escândalo e, em simultâneo, o Mundo ficou a conhecer os principais contornos do acontecimento. Notícias, opiniões, infografias, análises cronológicas e listas de nomes, são expelidos, evidenciando vítimas: o humilde contribuinte, cremado na sua honra e pudor fiscal.

Não tendo ainda atingindo a fase de rescaldo, dificilmente se poderá alcançar que objetivos servirão esta notícia, a sua fidedignidade, dimensão e os efeitos pessoais, políticos, económicos e criminais que consequentemente terá.

No acervo dos apregoados 11,5 milhões de documentos comprometedores para os reais donos-disto-tudo, encontrar-se-ão indícios da utilização de empresas offshore, para facilitação de subornos, negócios ilegais de armas, evasão fiscal, fraude financeira e tráfico de droga.

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