Cordão Umbilical das Especialidades em Enfermagem

As especialidades têm estado na ordem do dia, mais concretamente a questão da devida remuneração pelo trabalho especializado.

Mas importará um breve revisitar de alguns desenvolvimentos da questão das especialidades na enfermagem para se perceber como chegámos, onde chegámos, e anteciparmos o que poderá vir a acontecer a breve trecho.

(Ler Mais…)

Gosto(6)Não Gosto(1)

Enfermeiros Especialistas a custo Zero num SNS de Excelência? 

Centro Hospitalar Médio Tejo EPE, e Hospital de Guimarães lançaram um concurso para Enfermeiros Especialistas com a remuneração equivalente aos Enfermeiros de Cuidados Gerais! 
Os motivos por detrás destes concursos sugeriam o pior. Desta vez Ordem dos Enfermeiros e Sindicato dos Enfermeiros foram céleres a tomar uma posição. Bem haja. Espero que a atitude se repercuta em todas as outras dimensões, pois os tempos assim o exigem. 

Contudo enquanto tudo isto acontece, na maioria dos hospitais é-lhes reconhecida excelência clínica, o que me leva a questionar de que forma é que são avaliados tendo em conta a falta de respeito que tem sido exercido sobre os profissionais de saúde, nomeadamente os de Enfermagem. 

Pude verificar que é tudo baseado em indicadores de processo o que me leva a perguntar: 

PARA QUANDO AVALIAÇÃO PELOS GANHOS EM SAÚDE OU INDICADORAS DE RESULTADO?

Cada vez mais é preciso medir e traduzir o conhecimento em ganhos em saúde que os cuidados de ENFERMAGEM produzem. Infelizmente muita informação de nada vale se não for transformada em conhecimento. 

O ICHOM incita os prestadores de cuidados de saúde de todo o mundo a compararem os resultados em saúde, com os conjuntos padronizados por condição médica, para que os prestadores de cuidados de saúde possam aprender e melhorar globalmente.

Estes conjuntos padronizados de resultados medem os cuidados de saúde com base no valor que estes produzem efetivamente para o doente. Por valor, entende-se quão melhor ficou realmente o doente por consequência de uma intervenção médica e quanto custou chegar a este resultado. 

Medir com base no valor que os cuidados de saúde produzem para o doente pode realmente ser útil para todos os agentes do sistema de saúde – para os profissionais de saúde, para o Estado/para os financiadores dos sistemas de saúde, para os gestores das organizações de saúde, e, claro, para os doentes.

Por isso colegas, o caminho é este. É demonstrar por A+B a quem não quer ver, que os Enfermeiros sejam generalistas ou especialistas têm muito valor a acrescentar e a dar em termos de Saúde. 

#AfirmarEnfermagem 

Gosto(4)Não Gosto(0)

​Reconhecimento Enfermeiro Especialista ! 2014 VS 2017

No dia 25 de Setembro de 2014 estive na Assembleia da República para ouvir a discussão em. Assembleia da República da Petição  n.º 323/XII (3.ª) — Apresentada por José Galrinho e outros onde eu me incluo. 

O pedido era solicitar à Assembleia da República que reconhecesse a necessidade da categoria de Enfermeiro Especialista na Carreira Especial de Enfermagem.

De  facto,  há  enfermeiras/os  especialistas  que exercem  como  generalistas  seja  por  decisão própria  seja  por  imposição  do serviço. Registam-se  casos  de enfermeiras/os especialistas  que  exercem enfermagem  em serviços  que  enquadram  a  prática especializada nas dinâmicas   dos   serviços   por   oposição   a outros   serviços   onde   esse enquadramento  não existe.  

Há  enfermeiras/os  especialistas  que  são transferidas/os  para  serviços fora  da  sua  área de  especialidade,  sendo obrigadas/os  a regressar à  prática  como  enfermeiras/os  de cuidados gerais,  desperdiçando  a  respetiva  formação. 

Urge,  portanto,  aceitar  que  é  necessária  uma mudança  do  cenário  atual, que  deve  passar pelo  reconhecimento  da/o  enfermeira/o especialista  e pela  integração  da  categoria  de enfermeira/o  especialista  na  atual  Carreira Especial  de  Enfermagem. 

2017: Ontem para o primeiro-ministro António Costa, os números do INE “mostram que é possível alcançar melhores resultados” e “confirmam que a prioridade que foi dada à reposição de rendimentos das famílias portuguesas não comprometeu a competitividade, pelo contrário, reforçou a coesão e a confiança, que são indispensáveis ao crescimento”. In Observador

Assim,  ao  abrigo  das  disposições constitucionais  e  regimentais  aplicáveis, o que deveria acontecer neste momento para além de muitas outras coisas na Enfermagem seria:

1  – Reconheçer  a  necessidade  da/o  enfermeira/o  especialista; 

2  –  Integrar  a  categoria  de  enfermeira/o  especialista  na  atual  carreira Especial  de  Enfermagem.

Para quem não esteve presente recordo as palavras dos deputados naquele dia. Como gostava que hoje honrassem a sua palavra. 

Resumo:

Sr.ª Maria das Mercês (Partido Social Democrata): — Compreendemos as pretensões dos peticionários, contudo a situação do País, apesar das melhorias significativas que têm sido alcançadas, é ainda muito exigente, pelo que não se configura, no imediato, possível incluir no estatuto legal da carreira especial de enfermagem uma categoria de enfermeiro especialista.

Desejamos que logo que o contexto económico e financeiro do País o permita seja equacionada a revisão desta situação.

O Sr. José Junqueiro (Partido Socialista):  — Queria deixar explícita esta nossa disponibilidade real e lançar aqui um repto ao PSD e à maioria para, em sede de Comissão, podermos discutir quais são os avanços reais que a maioria, perante a nova situação, que, segundo diz, é de crescimento económico, está ou não disponível para reconhecer, concretamente, a pretensão expressa nesta petição.

A Sr.ª Carla Cruz (Partido Comunista Português): — A iniciativa agora em discussão traz à colação um dos muitos problemas com que os profissionais de saúde se confrontam. Defendemos que se deve valorizar económica, social e profissionalmente os enfermeiros e a sua carreira.

A Sr.ª Mariana Aiveca (Bloco de Esquerda): — Sr.as e Srs. Deputados, o argumentário é sempre o mesmo e ouvimo-lo aqui por parte do PSD: «quando a situação do País estiver melhor talvez demos seguimento a algumas das reivindicações dos trabalhadores».

A existência de enfermeiros especializados é uma realidade. Eles são absolutamente necessários para elevar a qualidade do nosso Serviço Nacional de Saúde e, nessa circunstância, o apelo que aqui deixamos é que, efetivamente, todos se sentem à Mesa e obriguem o Ministério da Saúde a reconhecer esta categoria profissional.

A Sr.ª Isabel Galriça Neto (CDS PP): — Do ponto de vista funcional, o título de enfermeiro especialista é indispensável para adquirir o grau de enfermeiro principal e, do ponto de vista do cidadão, do ponto de vista do dia-a-dia — e permitam-me que aqui o assinale —, todo o investimento feito na diferenciação dos mais de 13 000 enfermeiros especialistas traduz-se em mais-valias diárias para o cidadão.

Portanto, este é um esforço que, certamente, não pode ser negligenciado, é um esforço que não irá eliminar todas as injustiças, mas que, seguramente, irá garantir aquela que é a aspiração e justa reclamação não só dos enfermeiros mas de todos os funcionários da Administração Pública: que seja premiado o mérito, o empenho e o trabalho.

#AfirmarEnfermagem

#PalavraDadaPalavraHonrada 

Gosto(6)Não Gosto(0)

Somos Enfermeiros 365 dias.

12 de maio dia internacional do enfermeiro.

Bem sei que por norma a cada Dia Internacional está associado alguém que marcou o que esse Dia representa. Ao evocar esse alguém recorda-se a sua obra, obra essa que não foi feita num só Dia, antes nos dias de toda a sua vida. Partindo desse pressuposto, só tem interesse este tipo de comemoração se todos os dias contribuirmos para o que ele na verdade representa. Hoje, Ser enfermeiro.

Por sermos enfermeiros todos os dias reservo este dia- Internacional do Enfermeiro– para falar de vós e para vós cidadãos. Já antes o escrevi no entanto reforço somos enfermeiros porque vós existis e necessitais dos nossos cuidados de saúde. Desde a nascença até à idade de despedida somos parceiros neste caminho que é a vida. Esta parceria carece de responsabilidade e de responsabilização; de responsabilidade pela nossa parte e dos locais onde exercemos enfermagem, para que o ato de cuidar seja de excelência, de responsabilização por vossa parte impondo às instituições, prestadoras e reguladoras, a cumprirem o que lhe está atribuído- assegurar cuidados de saúde de excelência.

Não sendo eu apologista dos dias especiais, antes de pessoas especiais, assim sugiro que se lembre o dia Internacional do Enfermeiro, 12 de maio, como o dia 132 dos 365 dias do ano em que algures por ai haverá sempre um enfermeiro; seja no centro de saúde, seja no Hospital, seja no lar, seja em qualquer local perto de si os enfermeiros estarão atentos para o caso de necessitar dos seus cuidados.

Aproveito, este dia, para vos dizer que.

Sendo a saúde o bem mais valioso que nasce connosco não deixe que por desleixe seu este se deteriore. Para tal seja um atento observador, um responsável um insistente e exigente cidadão no exercício da sua cidadania batalhe para que os seus deveres e direitos no geral e na saúde em particular não passem a estar do lado de quem nos governa.

Como curiosidade histórica. O dia Internacional do Enfermeiro foi escolhido pelo Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN – International Council of Nurses) ser o dia 12 de maio por ser o aniversário do nascimento de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna.

Sugestão de leitura: Quem foi Florence Nightingale conhecida como “a dama da lâmpada” e a sua importância na guerra da Crimeia.

José António Costa Ferreira

Gosto(5)Não Gosto(0)

Alice no País dos Idiotas

Alice caiu no buraco… mas foi uma queda longa, de 2 semanas.

Durante 2 semanas o país esteve na eminência de se tornar uma ditadura moral, onde quem não se vacinasse seria enviado para um iceberg de 10 por 10 em pleno Alasca.

Tudo por causa de um bebé de 13 meses que infectou uma jovem de 17 anos que acabaria por falecer. Ora, a primeira toma da vacina é aos 12 meses e aparentemente o bebé não estaria em condições para receber a vacina quando tinha 12 meses. Portanto, um mês de dilatação no tempo, justificada. Tudo perfeitamente normal. Já a jovem, não teria sido vacinada na sequência da recomendação de um médico que, face à reacção anafiláctica da jovem perante outra vacina, considerou que não seria adequado vaciná-la. Tudo perfeitamente compreensível à luz do senso comum.

Não obstante toda esta normalidade, conseguiu-se “injectar” na sociedade portuguesa uma discussão sobre a obrigatoriedade da vacinação mais profundo que o tido relativamente às reformas impostas pela União Europeia.

A quem interessa esta discussão, para criar tal nível de spinning com alicerces tão frágeis? 

(Ler Mais…)

Gosto(9)Não Gosto(1)

​A MODA DE FALAR DO QUE NÃO SABEM!

Alguém que explique ao cronista do Expresso, Henrique José Raposo que parto natural não é sinónimo de parto em casa e que parto medicalizado não é sinónimo de avanço civilizacional. Se não sabe do que fala, não faça figuras tristes e leia o seguinte:

Um parto pode ser natural não recusando “ a intervenção da medicina e da civilização humana”, por isso, primitivo é dizer que um parto natural significa “ficamos reduzidos à mera condição animal”. Dou o exemplo das Mães D’ Água pelo parto na água em Portugal, que enaltecem o que já foi feito no SNS e ainda o é nos Hospitais e Clinicas Privados sempre com acompanhamento de Enfermeiros Obstetras.

O recente parecer da ACOG (nº 679, Novembro de 2016) relativo a “Immersion in Water During Labor and Delivery” recomenda que a imersão em água no primeiro estádio do trabalho de parto possa ser oferecida a mulheres saudáveis, com gravidez de termo, e sem complicações na mesma.

Numa altura em que o XXI Governo Constitucional, no seu programa para a saúde, estabelece como prioridade melhorar a qualidade dos cuidados de saúde através de uma aposta em modelos baseados na melhoria contínua da qualidade, e na valorização e disseminação de boas práticas e de garantia da segurança do utente nos serviços, será de todo desejável promover partos normais/ fisiológicos sempre que possível.

(Ler Mais…)

Gosto(1)Não Gosto(1)

Carta aberta: ENFERMAGEM

Exmos.(as),

Nos últimos tempos temos verificado ausência de uma estratégia para a Enfermagem, ausência de um rumo para o merecido reconhecimento. Podemos dizer que temos uma massa crítica importante mas pouco visível. As diferenças de contextos, atuação e competências, que são a riqueza da profissão, criam a oportunidade para encontrarmos um denominador comum. Por isso deve existir um espaço onde estas se reúnam e onde possamos responsabilizar os intervenientes e apelar à convergência.

(Ler Mais…)

Gosto(44)Não Gosto(2)

GREVE DOS ENFERMEIROS

Concretizou-se a 8 de fevereiro a primeira reunião de 2017 entre o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) com o Ministério da Saúde. Recordo que deveria ter sido recebia uma proposta até 23 de novembro de 2016 tendo o atraso sido justificado pelo pronunciamento do Ministério das Finanças. Nesta reunião o Ministério da Saúde assumiu o compromisso de enviar a proposta até 20 de fevereiro e o SEP exigiu que fosse enviada a proposta integral, respeitante a todas as matérias e formalização do Protocolo Negocial:

1) Proposta sobre Avaliação do desempenho, Concursos e Organização do tempo de trabalho para os Contratos Individuais de Trabalho (CIT);

2) Proposta de regulamentação da Organização do tempo de trabalho para os CTFP.

  (Ler Mais…)

Gosto(15)Não Gosto(3)