Numa sociedade maioritariamente homossexual poderia ser heterossexual?

“O grande erro do século XX foi acharmos que o amor era só um sentimento, que vai e vem. Na realidade, é um ato de vontade 
e inteligência”
Enrique Rojas

Não nascemos o que queremos. Nascemos com um património genético capaz para sermos o que queiramos. Do ponto de vista fisiológico/biológico nascemos homens ou mulheres, porém neste património não está inscrito que iremos agir como tal.

O que faz com que na infância se comece a não seguir o que a família e a sociedade nos estipulam? Será o nosso inato ou a adversidade do meio que faz de nós seres rebeldes em busca do que mais nos conforta, daquilo que mais satisfaz o nosso Eu? A primazia do prazer que vamos encontrando nas coisas impõe-se à obrigatoriedade de estas nos serem impostas?

A meu ver, é a nossa natureza de seres pensantes, que determina com que não fiquemos estagnados, retidos na orientação sexual que a sociedade logo à nascença é obrigada a conferir-nos: Heterossexual

Dotados de capacidades mais complexas que a simples/primária aprendizagem reflexiva, iniciamos numa idade precoce o que pretendemos ser nas “idades seguintes”. Sendo a sociedade o “inconsciente coletivo”, o formador informal, pergunto: vai esta ficar impávida e serena deixando-nos ser livres nas nossas escolhas? Certamente que Não.

A consciência de que somos ao mesmo tempo, em fases diferentes desse tempo, reguladores e regulados da sociedade, para bem do nosso desenvolvimento bio-psico-social, desencadeia um conflito constante entre o “Eu” e o “Nós”. Conflito, esse, que devemos gerir para que consigamos uma homeostasia/harmonia capaz de o “Eu” e de o “Nós” coabitarem em prol do bom desenvolvimento de ambos.

Acredito que a função do “Eu” é a de providenciar, fomentar e promover o nosso bem-estar sem, no entanto, descurar a importante função que o “Nós” tem, a de balizar o exagero intrínseco do “Eu” – não deixar que o “Eu” se torne exageradamente individualista-, de moda a assegurar que as sociedades evoluem.

É este equilíbrio que faz com que o viver em sociedade seja agradável, criativo, menos penoso. No entanto, saibamos nós utilizar o aprendido no nosso individualismo para respeitar o individualismo do outro, quando assumirmos o papel de regular.

Tendo sido o Homem a criar o Bom e o Mau, o correto e o incorreto, o adequado e o inadequado, tal facto vinculou-lhe o dever de tudo fazer para manter esta dualidade em equilíbrio: preservando-a, respeitando-a e, sobretudo, cumprindo-a.

Apesar de nem sempre ser notório, na génese da sociedade foi tido em conta a conceção de normas e critérios para premiar o bem e penalizar o mau, o coletivo em prol do individual.

Sim, toda esta contextualização para falar da homossexualidade.

(Ler Mais…)

Gosto(3)Não Gosto(1)

Marque um abraço…

abraco

A solidão num mundo que se diz global é o um dos mais assustadores sentimentos da actualidade.

Num mundo com aproximadamente 7 mil milhões de habitantes nunca antes nos sentimos tão sós, tão frustrados, tão vazios. Há algo de muito errado com todos nós quando alimentamos o desejo de união através do ecrã de um telefone ou de um computador. A ilusão, que tão facilmente nos engana, que ao alcance de um teclado está alguém que nos pode confortar, divertir ou distrair é ‘a rasteira’ dos tempos modernos. There’s always a catch…

(Ler Mais…)

Gosto(0)Não Gosto(0)