Toda a verdade sobre o salário da mulher do presidente da Câmara de Gaia

Em primeiro lugar começo por fazer uma prévia declaração de interesses. Fui premiado, pelo presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, através de e-mail, no passado dia 2 de Novembro, com a informação que me teria interposto um processo judicial no seguimento de um artigo que escrevi sobre a atribuição da medalha de mérito municipal – grau ouro – a Marco António Costa.

Depois deste ponto prévio. Vamos agora ao que interessa. A polémica volta acompanhar Eduardo Vítor Rodrigues. A notícia chegou-nos, ontem, através do Jornal Público. Neste caso o que está em causa, entre outras coisas, é o aumento exponencial do salário da sua mulher, Elisa Costa, directora técnica da Cooperativa de Solidariedade Social Sol Maior.

O que aqui se trata, neste momento, é de uma questão ética, moral e política. As questões legais e administrativas deixemos para serem tratadas pelos tribunais.

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CCDR-N coloca travão à ida de Eduardo Vítor Rodrigues para o Futebol Clube do Porto

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No passado dia 26 de Outubro o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, anunciou que tinha aceite o convite para o exercício de funções de vogal não-executivo da SAD do Futebol Clube do Porto afirmando que “são opções respeitáveis quando tudo é claro, transparente, sem fanatismos e sem conflitos de interesses. Hoje e sempre, às claras e, por isso, sujeito a escrutínio. Os conflitos que nos devem preocupar são os ocultos.”

Hoje o Futebol Clube do Porto anunciou no seu site que “o presidente da Câmara Municipal de Gaia não pode ser eleito por, mediante parecer desta quarta-feira da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), se encontrar em situação de inelegibilidade superveniente”.

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Pela verdade, sempre!

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No passado dia 30 de Outubro, através de email, solicitei ao presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, toda a documentação relativa ao processo de atribuição da medalha de mérito profissional – grau ouro a Marco António Costa. No email de resposta Eduardo Vítor Rodrigues, entre outras coisas, transmitiu-me que tinha, e passo a citar, “intentado um processo-crime… sobre este assunto” contra a minha pessoa.

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Gaia, Futebol e Medalhas

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Ontem foi tornado público que o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vitor Rodrigues, vai integrar os órgãos da SAD do Futebol Clube do Porto como administrador não executivo, substituindo Antero Henriques, passando assim a ” assessorar ” Pinto da Costa.

Aliás este facto foi já confirmado por Eduardo Vítor Rodrigues que se apressou a justificar esta sua opção afirmando que são “ opções respeitáveis quando tudo é claro, transparente, sem fanatismos e sem conflitos de interesses hoje e sempre, às claras e, por isso, sujeito a escrutínio” sublinhando que  “ os conflitos que nos devem preocupar são os ocultos”.

Talvez Eduardo Vítor Rodrigues se tenha esquecido que o Futebol Clube do Porto usa o Centro de Estágio do Olival e o Estádio Jorge Sampaio, a troco de meia dúzia de euros, a que acresce o Pavilhão Municipal da Lavandeira quando os clubes gaienses, com muito dificuldade, suportam na sua totalidade os custos com as suas instalações.

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Marco António Costa e os equívocos da atribuição de uma medalha

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O actual Presidente da Câmara de Gaia, o socialista Eduardo Vítor Rodrigues, tem-se enredado em argumentos equívocos para tentar justificar a distinção com que agraciou Marco António Costa, atribuindo-lhe, no passado dia 1 de Julho, a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro.

Eduardo Vitor Rodrigues foi, até ao momento, incapaz de esclarecer os cidadãos de Gaia e o próprio País, sobre os verdadeiros motivos que o conduziram a um gesto político tão absurdo e, para muitos, ofensivo, condecorando um dos responsáveis principais pela dívida astronómica do Município de que tanto se queixou nos últimos 3 anos.

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A Quimera

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Recentemente descobri que tenho dois Presidentes de Câmara. Ora, enquanto em alguns concelhos se debate onde está o Presidente da Câmara, nós temos dois. Temos o Presidente de Câmara com asterisco – e eu leio sempre os asteriscos, não me apanham outra vez num pacote de dados que funciona às terças e quintas número ímpar e se o vento for de norte – que prima por citar a constituição (atenção aos asteriscos) e pelo seu desprezo das redes sociais, e o cidadão exactamente com o mesmo nome do presidente, que não só é grande adepto das redes sociais como as usa para criticar política – especialmente, para desabafar publicamente sobre más opções que tomou enquanto exercia um cargo político. Confusos? Eu também, mas felizmente temos minis em Gaia. Começo com uma palavra de apreço e suporte ao cidadão Eduardo Vítor Rodrigues – todos nós já tomamos más opções na vida, e é de – genuinamente – admirar o homem que não só identifica onde errou, mas porque errou. E aproveito também para lhe dizer que, apesar da sua área (segundo a Wikipedia) ser a Sociologia, o seu domínio de linguagem de estivador é exímio. Transportou-me no tempo, para os mercados de outrora. Não que os tenha visto, mas já comecei isto das redes sociais há algum tempo, e aproveita-se sempre algo daqueles posts do género “no meu tempo é que era”. Congratulo-o também pelo discurso forte e coerente enquanto cidadão – quem de nós nunca teve um subalterno que afinal só gastava oxigénio e nos andava era a fazer a folha? Mas ficou-me a dúvida se a pessoa em questão (que curiosamente não faço a mínima ideia de quem seja, mas até adivinho, porque ainda vou lendo umas coisas nas redes sociais) foi despedida por assédio sexual, traição política, ou por inépcia/incapacidade lesar o erário público com a sua presença. Poderá ser uma diferença subtil para as gentes das universidades, mas importante para mim. É que a mim, que nem tenho nada que ver com universidades e Sociologia, incomoda-me que alguém que tenha enveredado por uma carreira na àrea das “ciências humanas” (a quotização é mesmo defeito de personalidade), se sinta tão agredido com o descortinar, tardiamente, algo num subalterno que, afinal, são dois dos mais básicos instintos humanos – o instinto de auto-preservação e o de agradar. Eu com quatro minis explicava isso em menos de meia-hora, e o cidadão ficava esclarecido.
Já o Exmo. Sr. Presidente Da Câmara (permite-me que o trate por Eduardo Vítor Rodrigues? É que para mim é confuso), espero do fundo de coração que não leia o post nas redes sociais escrito pelo seu homónimo. Não só porque são feitas críticas veladas a nomeações suas para cargos políticos (pronto, uma – eu usei o plural para dar mais ênfase – já agora, o seu homónimo tem razão? ele era mesmo um incompetente? E porque não ficamos a saber disto nas virtuosas páginas do JN?), e não só descreve em detalhe a ignomínia da personagem, como tem a infâmia de o fazer numa rede social que me remete para o seu mui estimado artigo ainda não há muitos dias (citando) [Esta é a estratégia de jogo preferida dos (autoproclamados) “fazedores de opinião”, dos aspirantes a comentadores de telejornal, dos narcisistas dos blogues e, mais recentemente, dos pastores de Facebook]. Não sei bem o que os pastores de Facebook fazem, assumo que evitem que determinados posts sejam partilhados para não ferir susceptibilidades pré-eleitorais ou algo assim, mas gostei do texto e acho que fica bem. E o seu homónimo – e muito bem – a serem verdade os factos que indica – defende o direito ao bom-nome e a decisão tomada (lamentavelmente sem recorrer à Constituição, certamente não leu o artigo do JN). Ficamos então a saber que o seu homónimo, enquanto detentor de um cargo político, não só se sente ultrajado por isto da política não ser só rapaziada de boas intenções e as andarem a fazer pelas costas (o que é compreensível, dada a formação em Sociologia – essa malta tem sempre boa opinião de qualquer pessoa), mas por sentir necessidade de explicar em público e a título pessoal uma decisão tomada como líder, por talvez sentir necessidade de justificar a sua opção. Certamente que o Eduardo Vítor Rodrigues consegue explicar ao seu homónimo que isto de lavar a alma assim em público, (sem asteriscos), apesar de ser um acto de rectidão e coragem, não fica bem, por muito que se aproxime a linguagem do ambiente de tasca. E também seria interessante que, quando alguém desabafa (com toda a liberdade a que tem direito) sobre a dificuldade de um cargo governativo, se lembrasse que existem milhares de cidadãos que, por muito menos, têm que aturar colegas de trabalho sacanas (e até o pontual funcionário de Câmara) e não podem correr com eles. Eu também tenho que reconhecer que provavelmente fui injusto no meu artigo anterior – entre lavagem de roupa suja em público e selfies de Metro, que venha o Andante. A foto até não estava assim tão mal.

Nota: Foto de capa por Saiko, licenciada sob CC BYSA3.0

http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0

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Carta aberta ao Exmo. Sr. Presidente da Câmara de Gaia

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Caro Eduardo Vítor Rodrigues, respondo-lhe publicamente ao seu artigo de opinião no JN, não só como cidadão, mas também como munícipe do Concelho de Gaia.

Começo por o informar que sou apartidário, sem qualquer tipo de enquadramento político ou filiação. De facto, acho a política um mal necessário, e tenho uma repulsa completa por ideologia de pacote.  Tento, sempre que me é possível, participar no processo democrático, que vejo como um dever, não como um direito. Não voto em partidos, voto em pessoas.

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Um “sinal de trânsito“ que custou 3,63 milhões de euros

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A Câmara Municipal de Vila Nova Gaia entregou, no final de Julho, numa cerimónia pomposa, um cheque no valor de 3,63 milhões de euros a empresa privada vindos dos bolsos dos munícipes gaienses e dos restantes contribuintes portugueses.

O motivo que está na origem deste pagamento milionário é, alegadamente, a colocação de um sinal de trânsito que proibiu a circulação de veículos pesados numa rua da cidade de Gaia.

Esta situação deu origem a um processo judicial intentado pela empresa privada contra a Câmara de Gaia que se arrastou durante largos anos em tribunal, tendo resultado desta longa litigância uma indemnização milionária que os contribuintes se viram agora forçados a pagar.

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