O PCP E O EURO

Sair do Euro?

O Secretário-Geral do PCP anunciou uma campanha para debater a saída do euro. Invoca a “libertação da submissão ao euro, pela produção, o emprego e a soberania nacional”, a “insustentabilidade dos constrangimentos e imposições da UE”, as “inaceitáveis pressões”, etc. (v. Público, 18-12-2016, p. 9).

Tenho o maior respeito por Jerónimo de Sousa, com quem mantive, aliás, uma relação muito cordial durante os quatro anos em que nos cruzámos no parlamento. Temo, no entanto, a forma panfletária como anuncia esta iniciativa. Ninguém gosta de pressões inaceitáveis (e elas existem) nem de constrangimentos insustentáveis (que também podemos constatar). Mas será a saída do euro que nos libertará dessas circunstâncias?

Qualquer debate sobre esta matéria deve responder a questões que os defensores do regresso a uma moeda nacional têm evitado. No dia em que saíssemos do euro sofreríamos uma desvalorização cambial que afetaria, num sentido, os nossos rendimentos e as nossas poupanças e, no sentido inverso, as nossas dívidas. (Ler Mais…)

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O (im)paciente inglês

Cinco dias volvidos sobre o maior soco no estômago sofrido pela Europa na sua história comunitária, começamos a acordar do torpor e perceber a real dimensão da coisa. Ontem, ao ver as reações “a quente” das maiores figuras da EU, com o presidente à cabeça, entendemos que esta gente viveu tempo demais na ilusão de que a Europa é o seu recreio e que bastaria geri-la “ex-cathedra”, a seu bel-prazer, espraiando bênçãos e raspanetes, carinhos e palmadas, perdões e punições, para manter viva a chama comum. Que seria sempre a Europa a decidir quem entrava ou quem expulsava, ao invés de se ver preterida por um dos seus filhos pródigos!

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ENTRETANTO, O CAOS NA VENEZUELA

Venezuela

Sob a forma de passarinho, ou de qualquer outra espécie animal ou vegetal, revela-se imperioso que Nícolas Maduro seja, urgentemente, ungido.

Com uma Assembleia Nacional, eleita em janeiro, contrária à sua ideologia, presidida por um opositor experiente, Henry Ramos Allup, e apesar das medidas, politicamente coercivas, introduzidas por Maduro, um dia antes da instalação do novo Congresso (retirou aos parlamentares o direito de nomear dirigentes para o Banco Central da Venezuela e suspendeu “temporariamente” a publicação de estatísticas económicas), o cerco aperta-se.

Nícolas Maduro, imbuído de puro desvario, manda e desmanda, diz e contradiz, faz e desfaz, inconsciente da guerrilha que a maioria opositora na Assembleia, e pior, o Povo, lhe declarou.

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O país da falta de escrúpulos

eduardo catroga

Confesso-me estupefacto ao ver as imagens nas quais Eduardo Catroga, um dos inegáveis carrascos do povo português nos últimos 4 anos pela sua ligação directa às negociações do memorando de entendimento com a Troika em 2011 por via do PSD, oferece os seus serviços de lobbista (não o poderei adjectivar de outra maneira) ao primeiro-ministro português para dar alguns entendimentos sobre o sector energético, ou como quem diz, para deixar o recado a Costa para que este não embarque nas ideias dos seus compagnons de route no que concerne à aplicação de uma tarifa social energética que possa reduzir em cerca de 17,5 euros  a factura energética anual de cerca de 1 milhão de cidadãos portugueses.

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Não podemos continuar a tolerar ganância e incompetência da banca

Pedro dos Santos Guerreiro, director do Expresso, explicou de forma simplista em pouco menos de 5 minutos o esquema utilizado por certos empresários para lavar dinheiro e obterem financiamento junto da banca, ficando esta última e os contribuintes penalizados pelo esquema. O vídeo do Expresso foi, felizmente, de encontro à solução proposta para combater o “lixo” que pulula nos bancos apresentada ontem pelo Primeiro-Ministro: a criação de um banco mau que absorva todos activos que sejam considerados tóxicos da banca portuguesa. Não sou nem posso ser de acordo com uma solução deste género para aliviar todos os males da banca portuguesa, males por vezes surgidos do desejo de fazer gerar lucros de um frame imagético onde se pode apenas ver um caixote de lixo, podre e sebento.

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O traiçoeiro regime angolano

angola

A coutada pessoal de Ze Du estendeu ontem a bandeira branca ao FMI e pediu aos perigosos tecnocratas de Bretton Woods para viajar até Luanda para ser discutido um plano de assistência financeira com a duração de 3 anos com o objectivo principal de, segundo o governo angolano, criar condições para diversificar a economia daquele país. Neste relatório de Setembro de 2014, o mesmo organismo já tinha identificado os tendões de aquiles da pouco diversificada economia angolana (58% dos bens importados são bens de consumo; esmagadora parte alimentares) para um país que dependeu durante uma década, de forma excessiva, das receitas fiscais resultantes da exportação de petróleo. Ao invés de terem investido na construção infraestrutural de estradas, portos, uma rede de frios que permita desenvolver a indústria alimentar (provendo assim localmente as matérias-primas mais básicas), num programa nacional de alfabetização, qualificação profissional e criação de quadros técnicos, os angolanos compravam tudo feito. E nós, portugueses, não tanto os chineses ou os indianos, beneficiámos da falta de visão de um regime que jamais imaginou o tombo que o preço do petróleo a partir de 2014, facto que obrigou nesse ano e em 2015, o Estado Angolano a fazer inúmeras revisões da sua planificação anual em 2014 e 2015 visto que a descida significativa das commodities energéticas não estava prevista em qualquer excel do Ministério das Finanças.

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Estados Unidos – o bastião da Democracia?

 

 

Obama e Raul Castro 21 de Março de 2016A política internacional em Portugal centra-se no caso brasileiro e na possível detenção de Lula da Silva e na queda da sua seguidora Dilma Rousseff mas nem só do Brasil e de corrupção vive o Mundo.

Ontem, dia 21 de Março de 2016 foi um dia histórico para a Política e para a Diplomacia internacionais e em Portugal apesar de amplamente divulgado nas televisões, no universo das redes sociais pouco ou nada fala sobre isso. Ficará isto a dever-se ao facto de termos presentemente um Governo de Esquerda, ao facto de não nos importarmos com o que se passa à nossa volta ou só estaremos habilitados a avaliar as notícias da Lusofonia? (Ler Mais…)

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