Museu do Douro no 20º aniversário

Quem diria?! Estão já passados vinte anos sobre a publicação da Lei nº 125/97 – 2 de dezembro, que cria o Museu do Douro.

Não era expectável, mas foi-me dirigido um ofício da Fundação Museu do Douro a informar que o Conselho Consultivo havia aprovado por unanimidade uma proposta do Conselho Diretivo para me atribuir o título de Membro Honorário da Fundação Museu do Douro, F. P.

Consciente e convictamente, dirigi um e-mail ao presidente do Conselho Diretivo do seguinte teor:

«Recebi o V/ ofício de 13 de outubro pp, cujo conteúdo, numa primeira leitura, me causou surpresa. Não me ocorria o convite que me formula no último parágrafo. Afinal, o meu trabalho enquanto Deputado à Assembleia da República não deve merecer outro reconhecimento que não seja o sentimento do dever cumprido. (Ler Mais…)

Gosto(5)Não Gosto(0)

O Sucesso do ON.2 – O Novo Norte

          Há dias, o JN publicou uma nota relativa ao encerramento do Programa “ON.2 – O Novo Norte”, destacando o seu sucesso.

Helena Teixeira da Silva, a autora da peça, realça o montante de investimento, “um envelope financeiro de cerca de 2,7 mil milhões de euros, a criação de quase oito mil empregos, o apoio a 605 novas empresas e mais de 500 projetos empresariais de inovação”.

A cerimónia de encerramento deste Programa, que integrava o QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), contou com a presença do Ministro do Ambiente Matos Fernandes e decorreu no Terminal de Cruzeiros do porto de Leixões, infraestrutura que pôde beneficiar do apoio financeiro desse programa regional. Carlos Lage foi ali lembrado, com todo o merecimento. Ora, todos aqueles que conhecemos Carlos Lage, sabemos do seu gosto pela leitura e por uma conversa sobre questões de filosofia, de cultura. Até, com graça, nos referíamos a ele como pessoa que andava sempre com um livro debaixo do braço. Julgo que ainda hoje é assim… Mas os resultados de “O Novo Norte”, se não desmerecem de pessoas de cultura, e não, também não deixam de evidenciar as virtualidades de bons gestores. Carlos Lage, enquanto Presidente, é o rosto mais visível de bons membros da Presidência, de bons membros da Unidade de Gestão, de bons serviços da CCDR-N, no Porto, em Vila Real, em Bragança, em Braga. Estes, a dar bom testemunho, aliás, das virtualidades da descentralização. (Ler Mais…)

Gosto(3)Não Gosto(0)

Choque, ou murro no estômago?

             Talvez os dois. Mas quando se pretende – será que se quer mesmo? – fazer do Douro um destino turístico, ou sub-destino, como alguns espíritos miudinhos preferem dizer, o se passou na estação do Pinhão e que um empresário da região me narrou há dias não pode acontecer. Não devia acontecer. Porque poder, lá isso pode. Tanto assim é que aconteceu mesmo. E foi por ocasião do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Quando se deve valorizar um Sítio classificado pela UNESCO Património da Humanidade, de todos e já não só dos durienses, custa a ouvir.

Pois, quatro turistas, sei lá, se fossem oito ou dez podia acontecer a mesma coisa, deslocaram-se da unidade em que estavam alojados para a estação do Pinhão e aí tomarem o comboio até ao Pocinho. (Ler Mais…)

Gosto(6)Não Gosto(1)

Túneis sem luz ao fundo

foto@josegabrielquaresma

foto@josegabrielquaresma

A mais bela corrida do mundo.

Domingo, meia maratona do Douro (EDP).

Dizem que é a mais bela corrida do mundo e não me custa a acreditar.

Em Portugal sou devoto do Alentejo e do Douro.

Vivo na planície do Ribatejo, entre a charneca e o montado, rodeado de rios e valas, diques e touros, cavalos e gente feita ao quente do sol.

Também gosto das Beiras.

Também gosto do Litoral, da costa.

Gosto, mas gosto muito, do Alentejo e do Douro.

É lá que se corre, domingo, a mais bela corrida do mundo.

E, a mais bela porquê?

Em primeiro lugar, porque é assim que os organizadores a definem.

Em segundo lugar, porque é assim que a imprensa internacional a olha.

Em terceiro lugar, porque o Douro é um quadro de El Greco, na plenitude.

Em quarto lugar, porque sim, porque o Território tem que ser valorizado.

Esta corrida promove o Território, a sua cultura, a sua dinâmica e genética, a sua gente.

Uma corrida que faz tanto por todos, que ultrapassa burocracias, interesses, obstáculos, inércias.

Esta corrida, estarei presente, porque eu gosto de correr, promove o Douro, com toda a vida e com toda a actividade humana e produtiva que as suas águas contemplam e as suas encostas observam.

Promove o belo, talvez por isso seja a mais bela de todas.

(Ler Mais…)

Gosto(9)Não Gosto(0)