O fogo do diabo

O paralelismo entre o diabo e o inferno tem ar de simplista, mas depois de pisar aquele chão, ardido, a arder, não há, por muito simplista que seja, melhor paralelismo, melhor grafia para retratar, do fundo da medula, com escrita crua, um grande pedaço de terra, com pouca gente nela, cada vez menos, porque o fogo lhes quer roubar o que resta.

O diabo anda por ali.

O diabo só caminha no inferno.

O fogo.

Não é só o que ardeu, nem o que ainda arde.

Não é só as centenas de quilómetros seguidos, cercados, continuamente, pelos lados, pela frente, lá ao fundo, lá atrás, por um escuro que nos esmaga.

Ardeu um sem-fim-à-vista da nossa terra.

O diabo desceu às entranhas da vida daquela gente, empurrou aquela gente para o inferno.

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PEDRO E OS TRÊS REIS MAGOS (OU BALANÇO DO ANO POLÍTICO À RIBATEJANA)

Belchior, Baltazar e Gaspar.

Os três reis magos tinham uma missão; meterem-se ao caminho, para irem adorar o Rei dos Judeus.

Com eles levavam ouro, incenso e mirra, presentes, para oferecer ao “menino”, acabado de nascer.

Ora, se o “menino” nasceu a 25 de Dezembro, a vinda dos três reis magos nunca podia acontecer em Janeiro, parece óbvio.

Tem isto a ver com o diabo, perdão, com Pedro, o diabo e o lobo.

Pedro, que dias antes, com o tom grave que o caracteriza, se indignou com as “brincadeiras” do governo, aproveitava o jantar de Natal com os seus apóstolos parlamentares para brincar um bocadinho.

Por um lado, o diabo, que era para chegar, mas ainda não chegou, sentado no ombro de Pedro, ordena-lhe: brinca!

No outro ombro, o anjinho diz-lhe com voz doce: não brinques, Pedrinho.

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