Desacordos em vez de acordos

São coisas que acontecem! Acordos e desacordos. Tanto uns como outros devem ser considerados naturais. Acontecem. Melhor, ainda: fazem-se acontecer.

Vem isto a propósito de uma chamada à 1ª página do JN de hoje, 20 de dezembro. “Câmaras querem nova ponte rodoviária sobre o Douro”. No interior lá vinha a justificação. Para substituir a ponte de D. Luís.

Ainda recordo os artigos e os debates inflamados quando se construiu a ponte Vasco da Gama. Ou, quando se debateu uma nova ponte sobre o Tejo, a propósito do novo aeroporto de Lisboa ou por ocasião do debate do TGV. O epicentro do debate era Porto-Lisboa. Aqui, há ano e meio, mais verbas para a cidade do Porto deram origem a zangas do edil portuense que fez birra e desencadeou um processo que levou à substituição do Presidente da CCDR-N. Claro. O centralismo da Praça Humberto Delgado venceu. E o resto da região ficou a ver navios por baixo das pontes que ligam o Porto a Gaia. (Ler Mais…)

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Afinal, o que é governar um país?

Dou comigo a pensar se estes camaradas sabem o que é um país. E também me questiono se ainda sabem o que é governar um país.

Recordando velhas experiências e conhecimentos, julgo que não andarei muito longe se definir um país como uma plataforma de pessoas e recursos, gerida de forma a satisfazer necessidades com base nas disponibilidades.

Chegados aqui, outra questão surge: e como se governa um país? Talvez o óbvio pareça tão óbvio que nem damos conta de como é fácil definir a coisa da governação. Se afirmar que é orientar as políticas da governação para a preservação dos recursos, de modo a gerar satisfação das necessidades das pessoas que deles dependem, também não andarei muito longe de uma boa definição de governação.

Se atendermos ao exemplo de um país como Portugal, temos então um bom caso de estudo. As potencialidades naturais e os recursos endógenos do país não são o driver fundamental do modelo de desenvolvimento. As políticas económicas não orientam a correção dos desequilíbrios estruturais de gastar sempre mais do que se tem. E, finalmente, os políticos que governam o país de forma alternada entre direita e esquerda não querem conhecer o país.

É esta a nossa desgraça! Não temos governantes que aproveitem realmente o potencial natural de Portugal porque se dedicam a folclore imediatista em busca de votos que lhes garantam emprego e poder.

Enquanto o atraso educacional não for ultrapassado continuaremos reféns de medíocres e corruptos. Não sou eu que o escrevo. Estão em todo o lado na nossa sociedade, desde o madeireiro ao banqueiro. Uma verdadeira máquina de destruição de valor coletivo.

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O Sucesso do ON.2 – O Novo Norte

          Há dias, o JN publicou uma nota relativa ao encerramento do Programa “ON.2 – O Novo Norte”, destacando o seu sucesso.

Helena Teixeira da Silva, a autora da peça, realça o montante de investimento, “um envelope financeiro de cerca de 2,7 mil milhões de euros, a criação de quase oito mil empregos, o apoio a 605 novas empresas e mais de 500 projetos empresariais de inovação”.

A cerimónia de encerramento deste Programa, que integrava o QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), contou com a presença do Ministro do Ambiente Matos Fernandes e decorreu no Terminal de Cruzeiros do porto de Leixões, infraestrutura que pôde beneficiar do apoio financeiro desse programa regional. Carlos Lage foi ali lembrado, com todo o merecimento. Ora, todos aqueles que conhecemos Carlos Lage, sabemos do seu gosto pela leitura e por uma conversa sobre questões de filosofia, de cultura. Até, com graça, nos referíamos a ele como pessoa que andava sempre com um livro debaixo do braço. Julgo que ainda hoje é assim… Mas os resultados de “O Novo Norte”, se não desmerecem de pessoas de cultura, e não, também não deixam de evidenciar as virtualidades de bons gestores. Carlos Lage, enquanto Presidente, é o rosto mais visível de bons membros da Presidência, de bons membros da Unidade de Gestão, de bons serviços da CCDR-N, no Porto, em Vila Real, em Bragança, em Braga. Estes, a dar bom testemunho, aliás, das virtualidades da descentralização. (Ler Mais…)

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A Europa ou Estará Unida ou não Será Nada

 Esta frase terá sido proferida na Cimeira de   Roma do passado dia 25 por Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu. Parece-me carregada de sentido e de oportunidade. Afinal, nestes 60 anos, o que os fundadores e os que se lhe seguiram quiseram construir foi uma unidade que evitasse as guerras fratricidas que destruíram a Europa duas vezes na 1ª metade do século XX, consolidar a democracia, procurar o crescimento económico e o desenvolvimento dos povos europeus, em coesão económica e social.

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