Museu do Douro no 20º aniversário

Quem diria?! Estão já passados vinte anos sobre a publicação da Lei nº 125/97 – 2 de dezembro, que cria o Museu do Douro.

Não era expectável, mas foi-me dirigido um ofício da Fundação Museu do Douro a informar que o Conselho Consultivo havia aprovado por unanimidade uma proposta do Conselho Diretivo para me atribuir o título de Membro Honorário da Fundação Museu do Douro, F. P.

Consciente e convictamente, dirigi um e-mail ao presidente do Conselho Diretivo do seguinte teor:

«Recebi o V/ ofício de 13 de outubro pp, cujo conteúdo, numa primeira leitura, me causou surpresa. Não me ocorria o convite que me formula no último parágrafo. Afinal, o meu trabalho enquanto Deputado à Assembleia da República não deve merecer outro reconhecimento que não seja o sentimento do dever cumprido. (Ler Mais…)

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A RTP ainda faz serviço público!

nuno artur silva

A RTP merecia um génio da televisão como Nuno Artur Silva para se relançar enquanto televisão da informação e do conhecimento, cumprindo assim o seu papel de serviço público. E Nuno Artur Silva está a conseguir, desde que foi eleito para o Conselho de Administração da RTP em Fevereiro de 2015, reconstruir aos poucos o serviço público que se requer como requisito obrigatório sem se esquecer porém que vive em concorrência directa com mais dois canais e que a luta pelas audiências é naturalmente vital para a sobrevivência e sustentabilidade da empresa por via da optimização das receitas vindas das rúbricas publicitárias. Sem receitas de publicidade, nenhuma televisão, perece, apesar de ser um dos que considera que a RTP não pode ser nem lucrativa nem deficitária como tem sido até aos dias de hoje.

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Será esta a Comunicação Social que queremos?

SIC Noticias

A pressa de dar notícias em primeira mão leva o jornalista a cometer erros inimagináveis em jornalismo. A pressão vinda da necessidade que os jornais tem em ter vendas e audiências deturpam os principais objectivos da informação, tornando-a um poço inesgotável de sensacionalismo e fantástico.

A era da globalização mudou de forma irremediável e até, creio, irreversível a teoria da comunicação.

Nos últimos 20 anos, o aparecimento das novas ferramentas de comunicação como são os canais informativos que debitam informação 24 horas sobre 24 horas durante 365 dias por ano e as vertentes online dos principais jornais, ferramentas que permitem o acompanhamento do dia-a-dia ao minuto, alteraram por completo os modelos editoriais dos órgãos de comunicação social, levando-os a imprimir uma cadência informativa que por vezes custa ao indivíduo a acompanhar e que gera um efeito contrassensual ao objecto máximo da essência e existência da comunicação social: informar para pensar.

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O dia em que Alberto Martins pediu a palavra

Dobraram exactamente a esta hora, 47 anos sobre o momento que Alberto Martins, à altura presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra pediu a palavra ao Presidente da República Américo Thomaz em nome de todos os estudantes da Universidade de Coimbra na inauguração “do novo edifício das matemáticas” – hino de liberdade no qual Alberto Martins e todos os seus companheiros de luta desafiaram o regime, lutando genuinamente com bravura pelos ideais libertários e democráticos perante um regime atrasado, isolado (na comunidade internacional), cruel e censor.

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A hipocrisia de João Soares

“Torno público que apresentei esta manhã ao senhor primeiro-ministro, António Costa, a minha demissão do XXI Governo Constitucional. Faço-o por razões que têm a ver com a minha profunda solidariedade com o Governo e o primeiro-ministro, e o seu projeto político de esquerda”

“E ter trabalhado com o primeiro-ministro, a quem agradeço a confiança. Demito-me também por razões que têm a ver com o meu respeito pelos valores da liberdade. Não aceito prescindir do direito à expressão da opinião e palavra”

João Soares, em comunicado publicado às 12:50 

 

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Completa falta de noção

joão soares

  1. A de João Soares no facebook a propósito do artigo escrito hoje no Público por Augusto M.Seabra, oferecendo um “par de bofetadas” aquele que limitou-se a constatar o óbvio com toda a liberdade que os direitos, liberdades e garantias garantidos na Constituição da República de Portuguesa lhe concernem. Inqualificável, grosseiro e nada exemplar. A todos os níveis. Começando pelo fraco uso linguístico da língua cuja defesa, preservação e evolução também é da competência do Ministro da Cultura. Em segundo lugar, porque se trata de um Ministro da República, alguém em quem os cidadãos (que votaram no partido que o fez ministro) se revêem como espelho ao nível de linguagem, comportamentos e forma de estar na vida. Oferecer em público um par de galhetas a um cronista que se limitou a constatar o óbvio a todos os olhos, no caso da substituição de António Lamas por Elísio Summavielle na direcção do CCB, é dar um mau exemplo a todo o povo português. É dar aquele exemplo asqueroso de que um contraditório (leal, franco, sincero) se deve resolver às modas do século XIX com um par de bofetadas, ou como quem diz, recuando à época, com um duelo num descampado em Queluz ou então umas bengaladas à frente da Brasileira. Em terceiro lugar, porque ao vilpendiar daquela maneira a pessoa em causa (chamando-lhe literalmente alcoólico e degenerado cerebral), João Soares abriu uma arca de pandora que jamais poderia ter aberto: o insulto é gravoso, mexe necessariamente com autênticos flagelos de saúde pública e com a estoica luta de todos aqueles que diariamente lutam contra os seus problemas de álcool ou contra as vicissitudes psíquicas às quais estão directa ou indirectamente sujeitos.

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