Crise nervosa

Ela acorda irritada. A primeira confusão de seu dia ocorre no elevador do prédio onde mora. Nervosa com umas crianças – companhias de elevador, que estavam extremamente alegres e rindo, e que a acompanharam por dois longos minutos, bastou que um pequenino falasse um pouco mais alto para ela se descontrolar. Disse à mãe dos pequenos que esta deveria dar melhor educação aos filhos e lhes ensinar a não rir em elevador de condomínio.

Bufando, consegue arrancar uma lasca da lateral de seu carro ainda na garagem. Não percebe na rua e avança um sinal fechado, quase provocando um acidente e ganhando uma bela multa de trânsito. Chega ao escritório em que trabalha e logo percebe colegas rindo em uma roda distante, e outras duas se afastando. Sua fama é antiga no local de trabalho. Dois passos já servem de base para saber como vai seu humor instável, seu desequilíbrio. Ali, no trabalho, somam-se centenas de reclamações pela falta de educação, pela gritaria, por ela viver irritada e contaminar todo o ambiente.

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