PENEDOS DE SÃO DOMINGOS

De 2000 a 2003 o Monte de São Domingos localizado na União de Freguesia da Raiva, Pedorido e Paraíso foi afectado por vários incêndios que destruíram vegetação e alteraram de forma significativa a evolução dos blocos rochosos das suas encostas. Isto levou a que todo o terreno e as rochas ali existentes ficassem mais expostos.

Tudo isto conduziu à queda de blocos rochosos ao longo das vertentes até às proximidades das habitações que se encontram junto à estrada municipal CM 1123. O risco de outras quedas era grande.

Em devido tempo a Câmara Municipal e a Protecção Civil Municipal alertaram as entidades competentes. Muitas foram as entidades foram envolvidas e a quem recorremos.

Seguiu-se um estudo (relatório técnico) de uma empresa da especialidade, estudo esse que foi encomendado pela DRAOT-N (Direcção Regional ambiente e Ordenamento do Território do Norte). A CCDR-N e o então Governo Civil de Aveiro manifestaram total disponibilidade para colaborar.

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A ponte velha

Em 1995, é constituída a empresa Águas do Douro e Paiva (AdP), uma sociedade intermunicipal com 51% e os restantes 49% foram distribuídos pelos Municípios, onde se incluía. Esta empresa tinha e tem como missão captar a água nos Rios Douro e Paiva e colocá-la nos depósitos dos municípios aderentes. O concelho de Castelo de Paiva tinha, neste projecto, e desde a primeira hora duas captações, uma no Douro para abastecer as freguesias de Pedorido (para os depósitos existentes no Olival e na Póvoa), a Raiva e parte de São Pedro do Paraíso e outra no Rio Paiva, junto à Ponte da Bateira, que iria abastecer cerca de 2/3 da população do concelho, a norte.

A 7 de Janeiro de 1998, tomei posse com o meu Executivo para gerir os destinos do concelho de Castelo de Paiva. Logo na primeira reunião com a Administração da AdP dissemos que não queríamos cidadãos de primeira e de segunda no concelho. Pretendíamos que todo o concelho bebesse água captada no Rio Paiva. Foi um processo muito difícil que demorou alguns anos, mas ganhamos essa “luta”.Em 2002, as AdPaiva começaram a instalar as condutas desde a ETA (Estação de Tratamento de Águas) de Bairros, até ao Couto Mineiro (mais de 26 kms). Com a instalação dessas condutas no troço em construção da Variante à EN 222, a água do Rio Paiva estava a caminho do Couto Mineiro. Chegou primeiro, naturalmente por questões geográficas à Raiva e a S.P.Paraíso e vislumbrava-se a sua chegada à freguesia de Pedorido, tudo isto em qualidade e quantidade. O atraso de dois anos na conclusão da Variante à EN 222 atrasou dois anos este processo.

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A noite que mudou a minha vida

Passavam poucos minutos das vinte e uma horas de um domingo chuvoso, 4 de Março de 2001, quando me preparava para ver com o meu sogro a crónica dominical do Profº Marcelo Rebelo de Sousa, quando recebo uma chamada no meu telemóvel. O meu amigo Paulo Silva, que vivia no Torrão, informava-me que carros dos bombeiros de Entre-os-Rios se deslocavam para a Ponte Hintze Ribeiro porque teria ocorrido um acidente com um autocarro. De imediato me desloquei acompanhado pelo meu sogro para a Ponte, e, à medida que me ia aproximando da mesma, os gritos que se ouviam iam dizendo o que jamais imaginara.

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Tragédia da Ponte Hintze Ribeiro – 17 anos depois

Completam-se amanhã dezassete anos após o fatídico dia 4 de Março de 2001. Aparentemente podia agora ser mais tranquilo falar, mas na minha opinião nunca o poderá ser. Para quem como eu viveu todo aquele drama, jamais conseguirei esquecer aquela época e a que lhe seguiu. Foram tempos de grande tensão, angústia e ansiedade.

O facto de naquele tempo ter desaparecido tanta gente e nunca ter sido possível resgatar trinta e seis corpos, dos 59 que pereceram na tragédia, vai, como um dia disse António Barreto, “faltar uma geração, feita pelos que se perderam, mas também pelos que perderam alguém”.

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