O futuro político de Passos Coelho e do PSD

As últimas sondagens apontam para que o PSD possa ficar abaixo dos 20% em Lisboa, Porto, Coimbra, Oeiras, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Porto, entre outras importantes cidades, sendo que na Invicta possa mesmo ficar abaixo dos 10% e que na capital Teresa Leal Coelho possa ficar atrás de Assunção Cristas.

Apesar destas sondagens indicarem uma hecatombe eleitoral para o PSD, nos grandes centros urbanos, onde se concentram a maioria dos eleitores, confesso que não quero acreditar nestes resultados mas tenho a honestidade intelectual de reconhecer que parece existir um efeito “António Costa” a potenciar os resultados do PS.

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Até breve

Há cada vez mais a ideia errada de que a política e os partidos são elementos dispensáveis à vida das pessoas. Essa ideia errada provocou o afastamento de muita gente da política, a cartelização dos partidos por gente de duvidosa capacidade e seriedade, o nascimento de movimentos independentes onde maioritariamente constam ex-dirigentes partidários nas suas cúpulas e a consequente descredibilização das estruturas representativas do Estado.

 

Por outro lado, a permanente incapacidade de governantes e governados para a necessária mudança de paradigma, leva a que o conformismo e a mediocridade sejam os principais reflexos dos atos públicos a que assistimos impávidos e serenos. Nos últimos tempos os exemplos são demasiados e graves.

 

Ao longo da minha vida, votei sempre na esperança de contribuir para a mudança de que precisamos para sermos um país desenvolvido, justo e próspero. Dou por falhado o meu voto na maioria das situações.

 

Chegado até aqui, seria bem mais fácil afastar-me da política e com isso ganhar o conforto do sofá que tantos e tantas apreciam. Seria até preferível (na opinião de alguns) deixar de intervir e abandonar o partido em que milito há 27 anos, algo que tantos acabaram por fazer para minha surpresa e tristeza.

 

Em face de tudo isto, optei por outro caminho. Serei candidato a presidente da assembleia municipal de Ponte de Lima, encabeçando a lista do PSD. Como não pretendo utilizar este espaço para qualquer referência à campanha eleitoral, suspendo a partir de hoje e até ao dia 1 de outubro a minha participação neste espaço de liberdade, agradecendo a todos os que me foram incentivando a escrever.

 

Deixo um abraço amigo e um rápido até breve.

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Sonhos…

Eles não sabem, nem sonham, 
que o sonho comanda a vida, 
que sempre que um homem sonha 
o mundo pula e avança 
como bola colorida entre as mãos de uma criança.” 
António Gedeão

Um dia, António Costa sonhou ser Primeiro Ministro. No caminho, apesar de algumas vezes tortuoso e pouco ético, conseguiu criar dinâmicas que alteraram definitivamente a forma de fazer política em Portugal. Nem sempre os caminhos da mudança são retilíneos, mas, ao contrário do que pensam os conservadores de esquerda ou direita (são tão iguais nos seus preconceitos e prática), o saldo é sempre positivo. Não se deve e felizmente não se consegue travar o progresso. (Ler Mais…)

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MOVIMENTOS

É publica a minha desconfiança pelos movimentos ditos independentes, e a prática recente só me tem dado razão.

Já nem falo do movimento/partido de Marinho Pinto e das convulsões que no “parto” deram origem a um “nado morto”, mas estou a lembrar-me por exemplo do MUC, ao qual cheguei a aderir e que se encontra em processo de extinção, vitima das patetices de uma Presidente da Direção, mais ou menos auto designada, e ainda mais recentemente do movimento Cidadãos por Coimbra (CpC), que vitima das tentações hegemónicas de tendências ideológico/partidárias internas, caminha a passos largos para uma representação residual na sociedade coimbrã.

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GANHAR COIMBRA

Coimbra, que já foi claramente a terceira cidade do país, logo a seguir a Lisboa e Porto tem vindo a ser ultrapassada por muitas outras cidades, fruto de um estado de estagnação, que permitiu a deslocalização ou encerramento de alguma da pouca industria existente e o definhar do comercio, em vez de acompanhar o progresso registado noutras cidades mais pequenas e com menos condições.

Os políticos locais nunca souberam aproveitar a centralidade e captar a qualidade e capacidade empreendedora dos recursos humanos formados na mais velha e prestigiada Universidade do país.

Feito que está o consensual diagnóstico é preciso deitar mãos à obra e finalmente construir a indispensável mudança. (Ler Mais…)

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INSÓNIAS AUTARQUICAS

A política sem risco é uma chatice e sem ética é uma vergonha!”

O que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me, seja sob que pretexto for”

Francisco Sá Carneiro

Paulo Júlio, ex-secretario de estado do governo de Passos Coelho, de quem não gosto particularmente, mas a quem dou obviamente o beneficio da duvida de ter aprendido com os erros, escreveu num jornal local um artigo sobre a escolha de candidatos às eleições autárquicas que subscrevo na totalidade.

Na verdade, a forma como os partidos têm vindo a escolher os seus candidatos merecia da parte dos eleitores a resposta protagonizada por Saramago num dos seus livros: – o voto massivo em branco!

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Candidaturas Independentes? Existem sim….mas muito poucas.

Com o aproximar das Eleições Autárquicas, e muito naturalmente, começam a formar-se as chamadas candidaturas independentes, sobretudo às Câmaras e às Juntas de Freguesia.

No próximo acto eleitoral serão centenas e centenas acrescerem e a multiplicarem-se por todo o País, desde o interior mais remoto ao hiper-povoado litoral. No entanto, dessas centenas e centenas candidaturas, muitas poucas serão genuinamente independentes.

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UM PARTIDO EM MUDANÇA


A vitória de António Costa nas primárias do PS representou a vitória do revanchismo do que há de pior nos partidos políticos em desfavor das propostas de abertura à sociedade civil, da reforma profunda do sistema partidário avançadas por António José Seguro.

Não são necessárias grandes análises nem sequer a compilação de muitas variáveis para se entender o porquê desta derrota apesar de começar a ser senso comum de que, com o sistema partidário tal qual está, dificilmente o país caminhará no sentido do progresso, da convergência com a Europa, no caminho da modernidade.

Na verdade António José Seguro teve dois anos para reformar o PS, para apresentar a Passos Coelho propostas de reforma do sistema político que muito provavelmente teriam eco no PSD e só quando a corda começou a apertar-lhe o pescoço, imprevisivelmente puxada por António Costa, decidiu, à ultima hora, um pouco em cima do joelho, tentar fazer o que não fez em todo o tempo que já levava de mandato. Muito provavelmente se o tivesse feito com coerência e competência não só não teria perdido para António Costa como previsivelmente seria hoje o Primeiro Ministro de Portugal e tenho para mim que o país estaria melhor servido.

Os políticos deveriam aprender com o povo e seguir os seus ditados na maioria das vezes fruto do bom senso coletivo. Diz o povo que quando vires as barbas do vizinho a arder deves pôr as tuas de molho. Foi isso que não fez Pedro Passos Coelho e hoje vê-se colocado numa situação semelhante à de António José Seguro e mais uma vez porque no ultimo ano não teve o engenho nem a arte de, em vez de se lamentar da geringonça que o Costa “fabricou” para salvar a pele, dar no PSD a vassourada há muito necessária e que o mais elementar bom senso vê que acontecerá mais cedo ou mais tarde, a bem ou a mal, sendo que se for a mal o mais provável é que desemboque noutra geringonça interna e não num PSD social democrata, português, das bases, do povo!

A face mais visível, mais que a hipotética candidatura de Rui Rio, da “camisa de onze varas” em que Pedro Passos Coelho se conseguiu enfiar é o panorama da preparação das Autárquicas do próximo ano.

Em junho o coordenador nacional Carlos Carreiras, dizia uma serie de disparates, como por exemplo que os poderes são para ser exercidos (?) esquecendo que foi exatamente o exercício insensato e arrogante desses poderes em situações como a de Sintra, por exemplo, que conduziram ao desastre de 2013, em que pela 1ª vez o PSD perdeu a maioria nacional e como consequência a presidência da Associação Nacional de Municípios.

Dizia ainda Carlos Carreiras, que candidato que se fizesse anunciar antes de outubro seria um não candidato pois teria o veto da Comissão Política Nacional, mais uma vez numa atitude arrogante e completamente ao arrepio da tradição do PSD, partido onde as bases sempre tiveram a ultima palavra.

Passou o verão, passou outubro, passou o Natal e Carlos Carreiras e a CPN tiveram a resposta que mereciam! Não só não foi anunciado nenhum candidato, como, nos concelhos mediáticos não há candidato para anunciar.

Chegam-me ecos que finalmente resolveram arrepiar caminho. Que o PSD vai apoiar a candidatura independente de Marco Almeida em Sintra e que estuda situações semelhantes noutros locais do pais. Fala-se ainda numa candidatura forte a Lisboa, esperando eu que o mesmo aconteça no Porto e em Gaia.

São boas noticias na medida em que representem uma seria vontade de mudar o que tem sido a atuação política do PSD nos últimos tempos, um partido controlado pelo aparelho, zangado com a vida e consigo próprio, onde não há debate interno e onde as bases deixaram claramente de estar em sintonia com quem as representa nos órgãos de direção política.

Esperemos também, que esta mudança, a existir e a ser genuína, ainda venha a tempo de mobilizar vontades e construir candidaturas vencedoras, pois serão os concelhos e o país que sairão a ganhar.

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