Reflexões, Ingratidões, Maldades e o Amor, sempre o Amor!

Tenho dias que sinto que existem neste nosso mundo muitas pessoas más e ingratas.Infelizmente estás duas “qualidades” andam muitas ocasiões de mãos dadas.Tenho dias que sinto que me devia dedicar a fazer mais isto ou aquilo. Que devia ter mais reconhecimento público.Tenho dias que sinto que devia ser eu a desempenhar determinadas funções. Ainda por cima vida tem-me demonstrado que tenho talento e potencial mais que suficiente.

Mas algo aconteceu nos últimos anos que se acentuou nos últimos meses. Ao mesmo tempo que olho para trás e penso se deveria tê-lo feito ou não ouço uma voz muito serena dentro de mim que me diz: “Paulinho essas coisas não são para ti e tu sabes bem disso”. E acho que é mesmo assim. A verdade é que tive essa vida durante anos atrás e optei por me afastar dela. Sim, é verdade, tinha mais uns euros no banco, mas sinceramente isso tornou-me um homem muito mais infeliz do que sou hoje.

Acredito que o desenvolvimento pessoal nada mais é do que uma técnica que se treina e te mostra, todos os dias, quem tu és. Confesso que tenho vindo a descobrir que adoro demasiado a vida – talvez até sejam as pequenas coisas da vida – para não a viver. Claro que nesse mesmo caminho outras pessoas descobrem outras coisas que lhes dá mais sentido às suas vidas dedicando uma grande parte dela a subirem a escada profissional, sofregamente à procura de mais e mais dinheiro para serem reconhecidas por isso. Outras que descobrem que são muito más pessoas mas que não mudam porque a sua felicidade é proporcional ao mal que fazem ao seu próximo todos os dias da vida.

Esforço-me para compreender estas pessoas apesar de não conseguir entender sobretudo estas últimas.

Só que nenhum destes é o meu caminho. Não foi para isto que eu nasci. Talvez não esteja disposto a abdicar de algumas coisas muito pequeninas e muito menos a ceder nos princípios, nos valores e na ética. Talvez não tenha tudo o que é preciso. Ou melhor, não tenho mesmo, uma delas insubstituível, mas tenho outras que nunca pensei ter. Mas amo muito aquilo que tenho, algo que também perdi – ou melhor dizendo algo que alguém me está a tentar tirar todos os dias – mas que tenho a certeza vou reconquistar.

Hoje não sou apenas eu, sou eu e muito mais. Há pouquíssimos meses o meu amigo recentemente falecido, D. António Francisco dos Santos, Bispo Emérito do Porto dizia-me, numa das nossas muitas conversas que “a ingratidão, a maldade e a mentira nunca vencerão a verdade e o amor”. Também um dia Madre Teresa de Calcutá disse que “nem todos podemos fazer grandes coisas mas todos podemos fazer pequenas coisas com grande Amor”.

E, na verdade, não importa que caminho fazes. Desde que seja o teu. E este é sem dúvida o meu caminho.

Nota: Escrevi centenas, talvez milhares de artigos, mas nunca dediquei um texto a ninguém. Este por ser especial e ter sido escrito num momento particularmente difícil da minha vida dedico-o à minha filha linda Inês, ao meu querido amigo, Bispo Emérito do Porto, D. António Francisco dos Santos e à Luciana que, nos últimos meses, tanto me ensinaram, cada um à sua maneira, mas que me dão força todas as horas para continuar este meu caminho. Estão todos os dias sempre presentes no meu coração. Muito obrigado pelo que significam nesta minha caminhada que é a Vida.

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Um Comentário

  1. Caro Paulo Vieira da Silva,
    Não o conheço pessoalmente e nem sequer temos as mesmas simpatias partidárias. Temos um ponto em comum: eu tb não posso com o Marco António Costa. A meu ver, ele influenciou negativamente o PSD e levou-o para caminhos tão dúbios que afasta qq pessoa de bem.
    Mas adivinho que está a passar um momento difícil e quero enviar-lhe um abraço de conforto e desejar que tudo lhe corra bem.

    Gosto(2)Não Gosto(0)

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