«Portugal é “melhor” e “mais bonito” vezes infinito. Agora são os Açores»

Este título é do Público, no caderno Fugas, e encontrei-o há dias, por simples acaso, em versão on-line. Abri-o e li-o com interesse.

Logo no início percebia-se a sua importância. Para o país e para o Douro. Mas como não o encontrara pelas redes sociais, diligenciei partilhá-lo. Com algum custo, é verdade, mas lá consegui fazê-lo com sucesso. Foi para à página da Douro Generation.

Pode crer o leitor que a partilha não se deveu a qualquer tipo de saloismo. Mas se não somos nós a gostar do nosso país, a manifestar gosto pelo que é nosso, o que esperamos? Que sejam outros a fazê-lo? No caso trata-se de uma atividade económica exportadora, tão elogiada nos tempos que correm. E Portugal, dois dos seus destinos turísticos, aparecem na lista dos melhores e mais belos destinos do mundo. O prémio do European Best Destinations (EBD) das melhores paisagens da Europa foi atribuído aos Açores. O Vale do Douro também está na lista, na 11.ª posição. Num conjunto de

Não estranho esta classificação dos Açores. Tenho acompanhado algumas das iniciativas daquela região autónoma na promoção daquele destino turístico. Note-se a presença na BTL, desde logo. Mas o Xantar – Salão de Gastronomia e Turismo, em Ourense, é outro bom exemplo. A abertura a companhias de aviação de baixo custo é também expressão desse investimento. O esforço por melhorar a imagem global dos Açores é evidente em vários suportes e momentos. Até o layout da Sata foi alterado para reforçar uma imagem nova, moderna, apelativa.

E o Douro?

O mesmo não se poderá dizer do Douro. A sua paisagem, que Torga classificou como «o prodígio (…) que deixa de o ser à força de se desmedir. (…) um excesso da natureza», que a UNESCO integrou na lista de Bens culturais, Patrimónios da Humanidade, exatamente, na tipologia de “paisagem cultural evolutiva viva” tem vindo a ficar abandonado e entregue a si próprio. Não fossem instituições privadas, empresas, associações e outras, algumas autarquias, e o Douro estaria completamente no role do esquecimento. O Douro, parece, só é lembrado no dia 14 de dezembro. Em rituais, os do costume, com as pessoas, as do costume, os discursos, os do costume…

A Mais Bela Corrida do Mundo

Neste fim-de-semana vai ter lugar a XII edição d´A Mais Bela Corrida do Mundo – foi assim batizada a I Meia Maratona do Douro Vinhateiro no ano de 2006. Ano em que se celebraram os 250 anos da criação da região demarcada do Douro. O nome manteve-se. Mereceu o acrescento de EDP, empresa que soube ver a importância deste evento e reconheceu o esforço de Paulo Costa na sua organização, porque um evento desportivo deste fôlego poderia constituir um ótimo momento de promoção do Douro. Assim é, de facto. No presente ano, no decorrer da semana, a TVI 24 tem transmitido reportagens de locais emblemáticos. Mais uma ótima iniciativa.

Mas quem organiza este evento, por vezes, quando olha para o lado, tem a sensação de que podia ver mais pessoas e instituições a dar um contributo para a sua realização, ano após ano. Mesmo assim, 20 000 pessoas, no dia 28, vão confundir-se com a paisagem duriense e fruir uma parte significativa d´A Mais Bela Estrada do Mundo.

Gosto(3)Não Gosto(0)