A vida difícil dos enfermeiros

Infelizmente, por razões inerentes á minha saúde e de familiares meus, tenho sido cliente de alguns hospitais, nomeadamente Senhora da Oliveira, Pedro Hispano, IPO e S. João.

Em todos eles tenho encontrado enfermeiros dedicados, conscientes, preocupados e eficazes.

Aqui e ali cansados mas sempre motivados para exercerem dignamente o seu trabalho mesmo em momentos de fraqueza física que muitas vezes se vislumbra.

Sabemos que teriam razões para se desmotivarem pois não têm vindo a ser dignamente tratados pela tutela.

E não têm mesmo… Falta de incentivos, de horários dignos, de ordenados justos.

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O futuro político de Passos Coelho e do PSD

As últimas sondagens apontam para que o PSD possa ficar abaixo dos 20% em Lisboa, Porto, Coimbra, Oeiras, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Porto, entre outras importantes cidades, sendo que na Invicta possa mesmo ficar abaixo dos 10% e que na capital Teresa Leal Coelho possa ficar atrás de Assunção Cristas.

Apesar destas sondagens indicarem uma hecatombe eleitoral para o PSD, nos grandes centros urbanos, onde se concentram a maioria dos eleitores, confesso que não quero acreditar nestes resultados mas tenho a honestidade intelectual de reconhecer que parece existir um efeito “António Costa” a potenciar os resultados do PS.

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Opinião sobre o BE – Bloco de Esquerda

Após ter passado por uma fase relativamente longa de ajustes programáticos, saídas e entradas de militantes, o BE de Francisco Louçã entrou numa fase de crescimento significativo não deixando no entanto de ser um Partido de pura contestação aos poderes em exercício.

Com a subida á liderança de João Semedo e Catarina Martins, um caso único na política portuguesa, o BE começou a dar sinais de abertura ao diálogo com outras forças políticas, sendo de notar a moderação de Semedo e a frontalidade de Catarina.

Com a saída de João Semedo, Catarina Martins, uma nortenha de fibra, inteligente e acutilante, tem liderado o partido com muito tacto e bom senso o que faz com que o BE dispute em próximas eleições o podium da AR com a possível conquista do terceiro lugar.

Um partido onde as mulheres sobressaem pela voluntariedade e inteligência postas ao serviço das causas que querem defender… Destaco Catarina Martins, Marisa Matias, Mariana e Joana Mortágua.

Rostos que os portugueses se habituaram a ver, a arquivar na memória. Mulheres que julgo virem a ter importantes desempenhos no Portugal do futuro.

O Bloco de Esquerda acordou para a realidade.

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Gente que cuida de Gente

Um dos argumentos que tem sido utilizado pelo governo para não atender às pretensões dos enfermeiros é que as mesmas representam um elevado encargo orçamental e que o mesmo não consegue ser todo acomodado. É uma falácia, como ficará demonstrado.

Ora, é sobejamente sabido que os sindicatos até aceitam que não seja tudo para agora, pelo que a recusa peremptória do governo só revela que mais do que uma questão de impacto orçamental o que estamos a assistir é a uma recusa com base em pressupostos (preconceitos) políticos. É também inultrapassável que mudanças num grupo profissional num determinado sector geram ondas de impacto no restante sector além de ser necessário atender aos impactos sistémicos na restante Administração Pública e na sociedade em geral (nomeadamente no sector privado e social).

Mas, até agora, desconhecem-se quaisquer estudos nesta matéria, o que só reforça a tese de que estamos perante uma recusa política com base em opções que não são tornadas claras e em preconceitos. E é aqui que chegamos ao cerne da questão: às opções políticas e a quem tem a sua responsabilidade. Já se percebeu que desde o primeiro-ministro ao ministro das finanças todos se vieram pronunciar sobre o problema, o que quer dizer que o mesmo assumiu uma natureza sistémica e que implica uma abordagem integrada ao nível do Governo.

Mas era preciso tanto? Não, não era. E porquê? Porque quem devia ter desenhado uma solução que permitisse atender à resolução das injustiças mantendo o equilíbrio orçamental era o Ministro da Saúde.

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Nas próximas eleições não fique em casa: vote, saiba onde e como votar

A elevadíssima abstenção deveria deixar todos os partidos políticos muito preocupados, mas o passado tem mostrado que não. Porque será? Confesso que não tenho uma resposta, mas fica a ideia que esta situação pouco ou nada incomoda os políticos.

É notório que a abstenção tem funcionado como uma forma de protesto dos eleitores face aos políticos que têm governado o nosso País. Porém o distanciamento dos cidadãos não é um fenómeno recente, muito menos um problema que afecte apenas o nosso País. Nas últimas presidenciais americanas quase metade dos eleitores não participaram nas eleições. O problema da abstenção tem raízes profundas, que vão desde o crescente descontentamento com os políticos até ao desinteresse pelo fenómenos político, pelo que não existe uma solução mágica para o resolver.

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Ternura

Onde está seu carinho? Em que lugar enfiaste sua ternura? Pode me dizer onde habita sua suavidade? Por que tens coração duro, de pedra, frio? O que tens ganhado com toda sua razão, discursos, vontade de independência? Quantas coisas e pessoas perdeu na vida com agressividade, rispidez, crítica, dureza e belicosidade? Giovanni Pico della Mirandola traduziria onde esta seu reino angelical?

A crise de afetividade de nossos dias é raiz , matriz geradora de boa parte dos conflitos afetivos de nosso tempo. Especialmente fomentando o egoísmo, dificuldade de comunicação, isolamento, agressividade, competição, falta de respeito, a critica exagerada, impaciência, irritabilidade a agressão entre as pessoas. O absurdo de Camus hoje é revivenciado nas histórias do amor. Mas quem quer amar?

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O fogo do diabo

O paralelismo entre o diabo e o inferno tem ar de simplista, mas depois de pisar aquele chão, ardido, a arder, não há, por muito simplista que seja, melhor paralelismo, melhor grafia para retratar, do fundo da medula, com escrita crua, um grande pedaço de terra, com pouca gente nela, cada vez menos, porque o fogo lhes quer roubar o que resta.

O diabo anda por ali.

O diabo só caminha no inferno.

O fogo.

Não é só o que ardeu, nem o que ainda arde.

Não é só as centenas de quilómetros seguidos, cercados, continuamente, pelos lados, pela frente, lá ao fundo, lá atrás, por um escuro que nos esmaga.

Ardeu um sem-fim-à-vista da nossa terra.

O diabo desceu às entranhas da vida daquela gente, empurrou aquela gente para o inferno.

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A opinião política sobre o PSD

Desde que o então Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, contrafeito, empossou o actual Governo, a liderança do PSD entrou em período de visível indignação não aceitando que a nova situação política em Portugal era legal e tinha pernas para andar.

Os responsáveis do Partido sentaram-se á espera que tudo corresse mal ao Governo, alimentaram boatos, imaginaram resultados, desejaram desgraças das quais pudessem tirar proveito político.
Mas, António Costa e os Partidos que apoiam o Governo do PS, contrariaram tudo isso e foram com calma e atempadamente conseguindo resultados económicos e financeiros invejáveis e estabelecendo uma paz social há muito desaparecida.

A esperança voltou aos rostos dos Portugueses.

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