Naturalmente corrupto

A naturalização do fenómeno da corrupção é um dos processos da pós-modernidade transoceânico que deixaria de cabelos arrepiados Nicolau Maquiavel . Foi decretado lícito ao político ser e viver de forma corrupta , em uma das inversões de valores presentes a civilização da pós modernidade. O bem privado coletivo transformado em forma de enriquecimento lícito, e o ilícito maleável dentro de uma conveniência. Observando os dois últimos pleitos regionais deparei com um cenário interessante: rara pessoa digna, com ideologia partia para o rumo da política. Vi vários casos de desempregados, agiotas, de trapaceiros, de caloteiros conhecidos mais que de repente aparecerem dentro do horário da propaganda eleitoral prometendo o mesmo de sempre que iriam trabalhar pela família cristã, pelo combate da violência, por mais emprego pela educação e melhoria da qualidade de vida.

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COIMBRA VAI GANHAR

Coimbra atravessa um tempo decisivo na perspetiva de, através das próximas autárquicas, serem dados os passos necessários para sair do marasmo e da letargia reinantes.

O apoio do Professor Norberto Pires à candidatura “mais Coimbra” e os pressupostos que o sustentam constituem esse ponto de viragem decisivo. (Ler Mais…)

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Os doentes em segundo lugar

Calma, por favor não me atirem já pedras que eu passo a explicar. Actualmente, quando se aborda o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é politicamente correcto e moda afirmar-se que o doente está em primeiro lugar, que devemos centrar a prestação dos cuidados de saúde no doente e que este deve ser o foco, quase exclusivo, do sistema de saúde. Pois… isto até devia ser verdade, mas o facto é que não se verifica porque não se reúnem as condições de base para que se atinja este desiderato.

Numa empresa, com uma cadeia de produção semi-automatizada, importa apenas colocar nos locais correctos os materiais devidos e esperar que o funcionário, independentemente do seu humor, de se sentir mais ou menos realizado profissionalmente, cumpra o seu dever de carregar no botão certo, aparafusar ou colar os materiais na medida e no tempo que lhe foi destinado/programado fazer. O acto do profissional é, praticamente e também ele, semi-automatizado e dá pouco espaço a inovação ou a falhas.

Na Medicina o panorama é completamente inverso. “A Medicina é uma arte”, porque depende do estabelecimento de uma relação de confiança e de empatia entre o doente e o seu médico. Cada acto médico requer um tempo que é, por vezes, difícil contabilizar porque depende de pessoas situadas em ambos os extremos da relação e está, assim, sujeito a variações grandes condicionadas pelas expectativas que cada um tem, pela forma como se interrelacionam e comunicam, pela necessidade de se recorrer a meios complementares de diagnóstico e da sua disponibilidade, pela obrigação de se buscar uma solução para cada problema apresentado, mesmo que não exista uma solução ideal, pela necessidade de se buscar consensos nas melhores soluções para esses problemas, e por mais uma série infindável de variáveis que encheriam várias páginas de escrita.

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Carta Pro amigo João sobre o isolamento

“Olá, como vai ? Eu vou indo e você, tudo bem ? Tudo bem eu vou indo correndo Pegar meu lugar no futuro, e você ? Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranquilo, quem sabe … Quanto tempo… pois é… Quanto tempo… Me perdoe a pressa É a alma dos nossos negócios Oh! Não tem de quê Eu também só ando a cem Quando é que você telefona ? Precisamos nos ver por aí Pra semana, prometo talvez nos vejamos Quem sabe ? Quanto tempo”…

Estes dias recebo uma mensagem eletrônica de um amigo dizendo que estava de cama há 10 dias, e que muitas pessoas não sabiam de seu estado. Pois é quanto tempo…na hora lembrei da música de Paulinho da Viola e me questionei. O que temos feito de nosso tempo? Na pressa dos nossos negócios, no quem sabe da existência…

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“Todas as palavras esdrúxulas são naturalmente ridículas”

Tão ridículas quão desprovidas de bom senso. E o que temos visto e ouvido por estes dias, são piores do que “as cartas de amor” a que se refere Álvaro de Campos.

Na verdade, as palavras esdrúxulas que políticos e não políticos (hoje, está na moda, ser comentador… de tudo e de nada), vão proferindo, por isto e por aquilo, são verdadeiramente ridículas, porque exageram no acento que colocam em questões, por vezes, bem pertinentes. Mas perdem a acuidade e a razão pelo acento esdrúxulo com que delas falam. Como em tudo, quando se empertigam para colocar o acento tornam-se no que o poeta classifica. Ridículas, pois claro!

Militares que ameaçaram depor armas! Mas que nome se dá, na guerra, a isso? Conheço um Regimento de Infantaria em que o lema é “Nem um passo à retaguarda”. Mas aqueles outros, não só dão passos à retaguarda como depõem as armas. Depois, claro, sugere-se a demissão do Ministro da Defesa. Os políticos é que são culpados. Mas com oficiais assim, que até deixam roubar armas, que farão os soldados? Pelo sim, pelo não, talvez, depor os ditos. (Ler Mais…)

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Carta Aberta ao Dr. Pedro Passos Coelho

Carta aberta ao Dr. Pedro Passos Coelho

As autárquicas são uma fonte inestimável e inesgotável não só de parasitas como de gente que dá o que tem e não tem para obter o seu “lugar ao Sol”. Salvem-se aqueles que entram nesta corrida pelo serviço público e pelo que ele representa.
Já em tempos tinha ouvido rumores, como qualquer militante ou simpatizante atento, das possíveis movimentações de Rui Rio para a liderança do PPD/PSD. Na altura e seguindo palavras do próprio e sabendo de alguns “notáveis” que o secundavam, achei que foi uma asneira pegada e um aproveitamento da imagem e credibilidade que ele tinha granjeado enquanto Presidente da CMP – cargo aliás que desempenhou com o maior rigor e competência.
Pois qual não foi o meu espanto quando tive acesso às fotografias do “evento” em Lisboa. Um jantar que mais não serviu para juntar todos aqueles que querem o fim de Passos Coelho e que não olham a meios para atingir esse fim. Tudo quanto são Barrosistas e Cavaquistas estavam presentes naquela sala, esses e todos aqueles e aquelas que querem aparecer e iniciar-se no carreirismo seguidista.
Mais uma vez me sinto envergonhada com este PSD que não é o meu PPD, o de Sá Carneiro, o de Santana Lopes e o de Passos Coelho.
As perguntas que me assolam são: o que fazia António Capucho naquele jantar se já não é militante do Partido? O que querem provar os barões e baronesas presentes naquela sala? O ódio a Passos tem uma razão de ser e penso eu que seja do conhecimento de todos, prende-se tão-somente com o facto de ele os ter tentado unir debaixo da sua liderança mas sem lhes dar a visibilidade a que estavam acostumados e tendo inclusive tentado cortar-lhes algumas das regalias de que auferem. O facto de não ser lobbista ou de esquemas também o colocou na lista negra destas pessoas.
Eu sempre disse que Rio não ganharia o Partido a menos que ganhasse Lisboa e pelo visto não fui a única a pensar assim visto que esta acção tem apenas esse intuito. Apostando no facto de Rio ter um percurso profissional na mesma área de Passos e ter supostamente as mesmas características de rigor seria para muitos, como um dia foi para mim, a aposta clara na sucessão a Passos Coelho. Tinha apenas um senão, era do Porto e supostamente não cedia a lobbies daí que fosse impossível que ganhasse Lisboa e por consequência, o Partido.
Tenho que admitir que me enganei, não na leitura que fiz da situação mas na capacidade pidesca de actuar deste PSD. E devo dizer que entendo perfeitamente porque muitos militantes e simpatizantes não se identificam com ele da mesma forma que muitos continuam “de pedra e cal” ao lado de Passos Coelho.
Mais uma vez sou obrigada a repetir-me: Dr. Pedro Passos Coelho, quer paz? Quer que deixem de o minar? Limpe o Partido, se faz favor. Os nomes e as caras são conhecidos de todos, há provas indesmentíveis da falta de lealdade político-partidária e das intenções com que determinados grupos dentro do Partido fazem as coisas. Há demasiadas demonstrações de ataques morais e intencionais aos Estatutos do Partido e eles foram escritos para serem respeitados.
Caro Dr. Pedro Passos Coelho, um dia a mais de Partido mal frequentado, até por aqueles que lhe dão pancadinhas nas costas e o defendem nas redes é um dia a menos de ar irrespirável para quem é verdadeiramente social-democrata e acredita em si, no seu mérito e no seu trabalho. É um dia a menos de paciência para aqueles que o querem ver ocupar o seu lugar no Hemiciclo, o lugar que conquistou nas urnas.
O facto de acreditar que poderia unir o Partido fê-lo cometer erros, fê-lo apostar em quem não devia por considerar que as pessoas estavam do seu lado e fê-lo perder pontos preciosos junto da opinião pública.
Querendo, o Senhor vai muito a tempo de fazer “damage control” e recolocar o Partido nos eixos trazendo-o de volta à sua génese reformista, liberal e social-democrata. A cada dia que passa tenho a certeza que o Senhor tem mais consciência de quanto o tempo é precioso e por isso lhe peço pressa. Ignorar não resolve o problema e só o enfraquece. Assim que o Senhor fizer o que tem que ser feito pode estar certo que bem alto se vai ouvir “ Passos vai em frente, tens aqui a tua gente”.
Estamos cansados destes lobbies e destas lutas de Poder internas. Estamos cansados de ver sempre as mesmas caras a forçar situações para que tudo se mantenha na mesma para benefício dos próprios. Estamos fartos e cansados deste momento social-comunista que atravessamos. Não é difícil fazê-lo Dr. Pedro Passos Coelho e neste momento, politicamente, o Senhor já pouco tem a perder mas se fizer as coisas certas, muito terá a ganhar com toda a certeza.
O PPD/PSD é plural mas isso não significa que se deixe espezinhar por estes actos, significa sim que aceita diferentes visões e contributos que tenham o bem de Portugal como fim último e nenhuma das pessoas presentes neste convívio me demonstra que esse seja o caso.
Eu pago quotas, participo quando me pedem a troco de mais nada que seja ajudar o meu Partido para através dele ajudar o País por isso lhe peço enquanto meu Presidente que não deixe que brinquem com o meu tempo, com o meu dinheiro e com a minha ideologia.

Ao dispor.

Saudações sociais-democratas
Luisa Vaz (militante nº 69338)

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Pensar e Agir sobre as Especialidades

Para que não haja qualquer tipo de dúvida, demonstro total apoio à concertação dos enfermeiros em torno do reconhecimento e valorização monetária da especialidade. Sejam elas através de vigílias, manifestações, vídeos de sensibilização e/ou greves. Contudo, é importante avaliar a forma como estas são feitas.

Deixar de Exercer Competências de Especialista é possível?

É algo que nos devemos preocupar e informar, para agirmos em consciência. Até porque não se trata de uma greve, já agora, porque nenhum sindicato o faz?

Por isso passo a partilhar e opinar sobre a informação que disponho sobre este tema de forma a podermos agir :

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