Voto obrigatório? Vamos a esse debate.

Nas últimas eleições a abstenção tem aumentado de forma quase exponencial. Apenas têm votado em média cerca de 50% dos eleitores. É notório que a abstenção tem funcionado como uma forma de protesto face aos políticos que têm governado o nosso País.

Porém o distanciamento dos cidadãos não é um fenómeno recente, muito menos um problema que afecte apenas o nosso País. Por exemplo nas últimas presidenciais americanas quase metade dos eleitores não participaram nas eleições. O problema da abstenção tem raízes profundas, que vão desde o crescente descontentamento com os políticos que temos até ao desinteresse pelo fenómenos político, pelo que não existe uma solução mágica para o resolver. (Ler Mais…)

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A estranha forma de pedir do Padre Almiro

Começo por fazer uma prévia declaração de interesses. Sou católico, apostólico, romano.

Tenho noção que hoje existe um claro afastamento das pessoas em relação à Igreja Católica. Os Padres deixaram de ser pastores para serem administradores. Hoje quando nos dirigimos a uma Igreja deixamos de ser atendidos pelo Clérigo para sermos atendidos por uma secretária administrativa.

Hoje, em muitos casos, a Igreja vive numa situação completamente antagónica àquela evocada na parábola do Pastor. Nessa parábola o Pastor tinha noventa e nove ovelhas na corte e foi buscar a que se perdeu. Porém hoje vivemos numa situação inversa em que parece termos apenas uma ovelha no curral e noventa e nove que andam perdidas. Hoje a Igreja pouco faz para as recuperar. A Igreja deve sair à rua ao encontro das pessoas que muitas vezes, tal como as ovelhas, andam perdidas. A missão da Igreja é sair do seu espaço físico, ir de encontro às pessoas e anunciar o Evangelho. Este é o maior conforto que as pessoas que acreditam em Cristo podem receber. O conforto espiritual que tão arredado anda da nossa sociedade.

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Rigidez

Foi a uma visita que tive a Portugal ao encontrar com colegas de adolescência que me deparei com um processo psicológico que em muito me chamou a atenção, distante mas familiar. Após 20 anos de um encontro a outro, ao rever pessoas conhecidas as percebi no mesmo pedaço de tempo e espaço. Preso as margens do rio em Manoel de Barros.  O conhecido que na altura atuava em um pequeno estabelecimento de calçados ali continuava da mesma maneira, firme e forte. Fato do destino, tragédia, acomodação, má sorte?   Estar congelado no tempo e no espaço, do mesmo jeito após 20 anos…de um lado a vivencia da tradição, o negócio de família, do outro certa conformidade incomoda…o que foi que mudou? O livre arbítrio  estado do ser mineral em Giovanni Pico della Mirandola?

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O Porto e a Cultura

 

A Cultura é sempre “pedra de toque” de qualquer programa autárquico. Começa-se por escrever que se vai aumentar o orçamento, depois debitam-se uns clichés sobre trabalho em rede, tempera-se com umas referências às personalidades e temas da moda e, por fim, conclui-se que a nossa cidade tem de se afirmar por si própria no panorama internacional!

Neste mandato autárquico de Rui Moreira há claramente dois momentos: um com Paulo Cunha e Silva (PCS) e outro depois de Paulo Cunha e Silva. Em nossa opinião, apesar do excesso de “contemporaneidade” e de “futuro”, o então Vereador definiu uma estratégia: a cidade como o “equipamento” principal das atividades culturais. O conceito de “cidade líquida” inspirado em Zigmunt Bauman. E concretizou projetos muito interessantes!

Hoje, Rui Moreira vive ainda do que lhe deixaram. E, não encontrando na sua equipa mais alguém capaz de assumir o Pelouro, após o trágico desaparecimento de PCS, ficou com ele… Quando acabar o que o então Vereador idealizou, irá regressar à cultura avulsa e comprada, como nos tempos do Partido Socialista. Se do seu Vereador da Cultura herdou uma visão, de Rui Rio herdou a Cultura como alavanca da Coesão Social. Mas ignorou esse caminho e não tem completado essa visão.

E do que recebeu (leia-se: de Rui Rio) destacamos por exemplo, de entre 5 ciclos musicais, o “ Um Recital e uma Obra de Arte”, ou o “Fado no Museu”, a criação da Orquestra Juvenil da Bonjóia, o “Troque” (livros) na BM Almeida Garrett, as “Memórias com Sabor”, “Os Poemas saem á Rua”, o “Porto de Crianças”, o “Sair da Gaveta”, “A Rota dos Museus”, o “Música para Todos”, o “Documento do mês fora de portas”, a criação dos “Circuitos  Gastronómicos”, as diversas Visitas e Roteiros, o programa “Sentir o Porto através da Escultura”, o programa “Fazer e Aprender” entre muitos outros! Ou seja, de entre os 296 Projetos e Atividades de diversas tipologias dos mandatos do PSD, Rui Moreira aproveitou muito pouco. “Isto” da Cultura não começou em 2013…! E sem ultrapassar os orçamentos no consulado de Rui Rio. O que significa que para haver “Cultura”, não é preciso despejar milhões…

E, para além disso, não era necessário ter ido buscar uma Diretora Municipal da Cultura a Lisboa! O Porto tem profissionais e agentes culturais da mais elevada competência, visão e qualidade. Mas Rui Moreira, já o sabemos, combate o centralismo aliando-se a Lisboa…

Só assim, com o branqueamento de um passado muito recente, se pode afirmar, por exemplo, (como já foi dito) que “agora, finalmente o Porto tem a sua Galeria Municipal”. Pedimos desculpa por incomodar, mas a Galeria Municipal da Biblioteca Almeida Garrett, pelo menos entre 2010 e 2013 funcionou sempre, teve sempre programação diversificada, inovadora, foi um espaço de primeira água para cidade como, aliás, os restantes equipamentos culturais do município. Não descubram a pólvora! Ah…e teve sempre públicos em número de fazer inveja a muitas “Catedrais” ou “Templos” da Cultura!

É preciso envolver as Juntas de Freguesia num projeto cultural de cidade, mas também as famílias, as Instituições de Solidariedade Social, as Universidades, toda a nossa História e o nosso Património e também toda a região norte (sem comprar guerras com a Galiza ou municípios próximos…).

Será preciso agora uma outra visão: menos mainstream, menos futurista, mais territorial, menos lobística, mais educativa e mais social. Não é o que temos. Pode ser que as coisas mudem…

 

Pedro Sampaio

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O ódio e a prisão

Um jantar. Coletividade, exposição pública, oportunidade para denegrir terceiros. A visão: no coro da despeitada, vocifera o ódio a seu ex-marido. Em quatro horas no jantar de “confraternização” no restaurante, três foram destinadas à exposição de seu ex-amor: “Canalha”, “bandido”, “lhe dei os melhores anos de minha juventude”, “vagabundo”, “vivia fazendo falcatruas”, “só quis me usar para projeção social”, “adorava usar meus vestidos e calcinha”. Durante o jantar, quando um indivíduo se cansava de ouvir a ladainha, ela escolhia outro, depois outro, mais outro até que, ao final, juntam-se outros dois na odisséia das lamentações. Ao imaginar o fundo musical adequado ouça “Vingativa”, das Frenéticas, ou “Eu não sou cachorro não”, de Waldick Soriano.

O amor travestiu-se de ódio e a regra é o despeito. Vingança, necessidade de destruir o passado, mesmo que nesta empreita o indivíduo não perceba às claras que ele se destrói. Se destrói por ficar escravo do amor que se travestiu de ódio. Este é o despeito, que torna infelizes seres outrora desagradável convívio. Belicosidade, raiva e necessidade de acabar com quem conviveu na fofoca e maledicência. Existem despeitados na área afetiva, na vida acadêmica, em relacionamentos profissionais em todos segmentos da existência.

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Pedro Sampaio reforça equipa do Blogue Insónias

Pedro Sampaio

HABILITAÇÕES ACADÉMICAS

Licenciatura em Ciências Históricas pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique;

ACTIVIDADE PROFISSIONAL

Técnico Superior da Faculdade de Letras da Universidade do Porto;

Exerceu funções de assessoria à Direção da FLUP. Atualmente é responsável por parte da agenda cultural da Faculdade de Letras e colabora com o seu Centro de Linguística.

Colaborou com o Instituto de Língua Portuguesa da FLUP;

Fez parte de 1990/91 a 2001/2002 da Assembleia de Representantes da FLUP, membro do Conselho Diretivo da Faculdade e membro do Senado da Universidade do Porto.

Foi Secretário da Comissão Nacional de Avaliação Externa dos Cursos de História.

Director do Departamento Municipal de Museus e Património Cultural da CMP, entre Abril de 2010 e Setembro de 2012 e Chefe de Divisão Municipal de Museus e Património Cultural entre Setembro de 2012 e Janeiro de 2014.

Fez parte do Júri do Prémio “João de Almada” em representação da CMP, nas edições de 2010 e 2012;

Deputado pela Assembleia Municipal do Porto em 2009 e 2010;

Participou como orador em vários colóquios, debates e reportagens;

ARTIGOS PUBLICADOS

– Participação no Livro “CULTURA E SOCIEDADE”, com o artigo “BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO CULTURAL”, p.173. Cordão de Leitura, 1ª Edição, CMP, abril de 2012.

– Artigo para as ATAS DO I CONGRESSO “VINHA E VINHO”, Porto, org. CEPESE, outubro de 2010, com o título: “O Museu do Vinho do Porto: criação, práticas e desenvolvimento”.

COORDENAÇÃO DE PUBLICAÇÕES

Coordenou, enquanto Diretor do Departamento Municipal de Museus e Património Cultural, a organização e elaboração das publicações:

MUSEUS DA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO – Recordação Ilustrada das Coleções, ed. da Câmara Municipal do Porto, 2013, financiada pelo Programa Especial Regional do Norte ON2;

CATÁLOGO DOS 25 ANOS DO PRÉMIO JOÃO DE ALMADA, Caleidoscópio Editora, 2012.

PRÉMIOS NO ÂMBITO PROFISSIONAL

Prémio Nacional 2013 “Conservação e Divulgação do Património”, atribuído ao Banco de Materiais, da Divisão Municipal de Museus e Património Cultural da CMP, atribuído pelo projeto “SOS AZULEJO” da Polícia Judiciária. Presidente do Júri: Prof. Doutor Vítor Serrão. Recebido em Lisboa, em maio de 2013, no Palácio do Marquês de Fronteira;

Prémio “Parcerias 2013” atribuído ao projeto “Rota dos Museus” pelo ICOM (Instituto dos Museus e da Conservação), pelo Dr. João Neto, juntamente com outras Divisões da área da Cultura, da CMP e outros Museus da Cidade;

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Enfermeiros Especialistas a custo Zero num SNS de Excelência? 

Centro Hospitalar Médio Tejo EPE, e Hospital de Guimarães lançaram um concurso para Enfermeiros Especialistas com a remuneração equivalente aos Enfermeiros de Cuidados Gerais! 
Os motivos por detrás destes concursos sugeriam o pior. Desta vez Ordem dos Enfermeiros e Sindicato dos Enfermeiros foram céleres a tomar uma posição. Bem haja. Espero que a atitude se repercuta em todas as outras dimensões, pois os tempos assim o exigem. 

Contudo enquanto tudo isto acontece, na maioria dos hospitais é-lhes reconhecida excelência clínica, o que me leva a questionar de que forma é que são avaliados tendo em conta a falta de respeito que tem sido exercido sobre os profissionais de saúde, nomeadamente os de Enfermagem. 

Pude verificar que é tudo baseado em indicadores de processo o que me leva a perguntar: 

PARA QUANDO AVALIAÇÃO PELOS GANHOS EM SAÚDE OU INDICADORAS DE RESULTADO?

Cada vez mais é preciso medir e traduzir o conhecimento em ganhos em saúde que os cuidados de ENFERMAGEM produzem. Infelizmente muita informação de nada vale se não for transformada em conhecimento. 

O ICHOM incita os prestadores de cuidados de saúde de todo o mundo a compararem os resultados em saúde, com os conjuntos padronizados por condição médica, para que os prestadores de cuidados de saúde possam aprender e melhorar globalmente.

Estes conjuntos padronizados de resultados medem os cuidados de saúde com base no valor que estes produzem efetivamente para o doente. Por valor, entende-se quão melhor ficou realmente o doente por consequência de uma intervenção médica e quanto custou chegar a este resultado. 

Medir com base no valor que os cuidados de saúde produzem para o doente pode realmente ser útil para todos os agentes do sistema de saúde – para os profissionais de saúde, para o Estado/para os financiadores dos sistemas de saúde, para os gestores das organizações de saúde, e, claro, para os doentes.

Por isso colegas, o caminho é este. É demonstrar por A+B a quem não quer ver, que os Enfermeiros sejam generalistas ou especialistas têm muito valor a acrescentar e a dar em termos de Saúde. 

#AfirmarEnfermagem 

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«Portugal é “melhor” e “mais bonito” vezes infinito. Agora são os Açores»

Este título é do Público, no caderno Fugas, e encontrei-o há dias, por simples acaso, em versão on-line. Abri-o e li-o com interesse.

Logo no início percebia-se a sua importância. Para o país e para o Douro. Mas como não o encontrara pelas redes sociais, diligenciei partilhá-lo. Com algum custo, é verdade, mas lá consegui fazê-lo com sucesso. Foi para à página da Douro Generation.

Pode crer o leitor que a partilha não se deveu a qualquer tipo de saloismo. Mas se não somos nós a gostar do nosso país, a manifestar gosto pelo que é nosso, o que esperamos? Que sejam outros a fazê-lo? No caso trata-se de uma atividade económica exportadora, tão elogiada nos tempos que correm. E Portugal, dois dos seus destinos turísticos, aparecem na lista dos melhores e mais belos destinos do mundo. O prémio do European Best Destinations (EBD) das melhores paisagens da Europa foi atribuído aos Açores. O Vale do Douro também está na lista, na 11.ª posição. Num conjunto de (Ler Mais…)

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