A opinião política sobre o PSD

Desde que o então Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, contrafeito, empossou o actual Governo, a liderança do PSD entrou em período de visível indignação não aceitando que a nova situação política em Portugal era legal e tinha pernas para andar.

Os responsáveis do Partido sentaram-se á espera que tudo corresse mal ao Governo, alimentaram boatos, imaginaram resultados, desejaram desgraças das quais pudessem tirar proveito político.
Mas, António Costa e os Partidos que apoiam o Governo do PS, contrariaram tudo isso e foram com calma e atempadamente conseguindo resultados económicos e financeiros invejáveis e estabelecendo uma paz social há muito desaparecida.

A esperança voltou aos rostos dos Portugueses.

Perante tal falhanço político e aqui e ali tanta incensibilidade, o PSD começou a descer nas sondagens e o seu líder, Dr. Pedro Passos Coelho sentiu alguma contestação interna.
Não só Pedro Duarte da Microsoft, como agora o jovem ex presidente da JSD com um feroz ataque á falta de reação do Partido á proposta da volta da pena de morte por um candidato autárquico apoiado pelo Presidente do Partido, mas muitos outros militantes ou dissidentes, vão mostrando a necessidade de mudança de rumo na política que está a ser seguida.

Criticam o Governo pelas cativações aquilo a que Lobo Xavier diz ser uma alarvidade de brandar aos céus.

Luís Marques Mendes, ex Presidente do PSD, diz na TV que Pedro Passos Coelho está politicamente morto e que não tem grande inteligência política.

Na dita Universidade de Verão, Cavaco ataca Marcelo e o líder do PSD prefere defender o ex Presidente da República cuja popularidade é quase zero em vez de defender o Presidente actual que o seu Partido apoiou e cuja popularidade ronda os oitenta por cento.

O próprio Presidente Marcelo Rebelo de Sousa que também já liderou o PSD diz que o ainda maior Partido Português vive em autofagia.

Nota -se uma grande animação na campanha autárquica por parte das candidaturas do PSD. Isso demonstra que o Partido está vivo e que as suas bases sabem o que querem. E devem continuar a lutar pelos ideais que estão na base da razão da existência do Partido.

Mas sinto que, como Marcelo não queria os líderes do PSD e do CDS na sua campanha para a PR, também a grande maioria dos concorrentes do PSD às Câmaras Municipais preferem não ter o líder do Partido a seu lado. Sentem que não acrescenta votos.

O país precisa de um PSD forte.

Mas para isso acontecer a liderança ter de o ser.

As eleições autárquicas de 1 de Outubro já poderão indicar caminhos.

Mas … atenção !

Quanto maior for a queda mais difícil é a recuperação.

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