Marco António Costa e os equívocos da atribuição de uma medalha

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O actual Presidente da Câmara de Gaia, o socialista Eduardo Vítor Rodrigues, tem-se enredado em argumentos equívocos para tentar justificar a distinção com que agraciou Marco António Costa, atribuindo-lhe, no passado dia 1 de Julho, a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro.

Eduardo Vitor Rodrigues foi, até ao momento, incapaz de esclarecer os cidadãos de Gaia e o próprio País, sobre os verdadeiros motivos que o conduziram a um gesto político tão absurdo e, para muitos, ofensivo, condecorando um dos responsáveis principais pela dívida astronómica do Município de que tanto se queixou nos últimos 3 anos.

Nos ultimos dois meses e meio o Presidente da Câmara de Gaia tem multiplicado os equívocos nas suas diversas explicações para esta estranha condecoração.

Eduardo Vítor Rodrigues começou por atribuir responsabilidades ao Vereador do PSD, Firmino Pereira, acusando-o publicamente de ser o autor da proposta de condecoração de Marco António Costa, mas acontece que tal não corresponde à verdade.

A verdade é que a proposta para a atribuição da Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro, a Marco António Costa, foi feita no dia 22 de Junho de 2016 pelo próprio Presidente da Câmara e remetida por e-mail à Assembleia Municipal pelo Gabinete de Protocolo menos de 24 horas antes do início da cerimónia de condecoração.

Apesar desta evidência o Presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor, chega ao cúmulo de afirmar que a responsabilidade pela escolha do medalhado não é sua, mas do Presidente da Assembleia Municipal, Albino Almeida, e da “Câmara”.

Na ânsia de atribuir a terceiros as responsabilidades que lhe cabem exclusivamente, o Presidente da Câmara de Gaia multiplicou-se em equívocos, procurando confundir os eleitores de Gaia ocultando os verdadeiros motivos que estão na origem da decisão que tomou.

Mas as “imprecisões” de Eduardo Vítor Rodrigues não ficam por aqui.

Afirma o Presidente da Câmara que a proposta da atribuição da Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, a Marco António Costa, foi aprovada por decisão unânime de “todos” os vereadores, o que é falso. Pelo menos dois, entre os quais o vereador socialista, Delfim Sousa, faltaram à reunião de câmara em que a proposta foi votada. Por razões óbvias não posso afirmar que o vereador Delfim Sousa faltou propositadamente à votação, para não ser conivente com este acto político inexplicável. Mas pode ser uma possibilidade que apenas o próprio poderá esclarecer.

O problema é que persiste a dúvida sobre os motivos que poderão  ter levado o Presidente da Câmara de Gaia a atribuir a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro, a Marco António Costa, atendendo a que a reunião de Câmara que aprovou a proposta do Presidente de Câmara realizou-se três dias após a condecoração de Marco António Costa, ou seja, não foi mais do que a ratificação da decisão do próprio Eduardo Vítor Rodrigues.

Os cidadãos de Gaia e o País são credores de uma verdadeira e cabal explicação do presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, para a atribuição de uma condecoração tão insólita a um dos principais responsáveis pela dívida da Autarquia.

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