GREVE DOS ENFERMEIROS

Concretizou-se a 8 de fevereiro a primeira reunião de 2017 entre o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) com o Ministério da Saúde. Recordo que deveria ter sido recebia uma proposta até 23 de novembro de 2016 tendo o atraso sido justificado pelo pronunciamento do Ministério das Finanças. Nesta reunião o Ministério da Saúde assumiu o compromisso de enviar a proposta até 20 de fevereiro e o SEP exigiu que fosse enviada a proposta integral, respeitante a todas as matérias e formalização do Protocolo Negocial:

1) Proposta sobre Avaliação do desempenho, Concursos e Organização do tempo de trabalho para os Contratos Individuais de Trabalho (CIT);

2) Proposta de regulamentação da Organização do tempo de trabalho para os CTFP.

 

Atuação dos Sindicatos

Já estamos em Março e ainda não há respostas, estará o SEP a aguardar orientações também da CGTP.

Quanto ao Sindicato dos Enfermeiros (SE) em breve haverá reunião com UGT e vamos ver o que vai sair de lá.

Apesar das diferenças na forma de fazer sindicalismo, entre os diferentes sindicatos, isto não os incapacita de aliar esforços quanto a questões estratégicas para a profissão.

Crescimento da Enfermagem

Ninguém hoje duvida que uma das profissões que mais empenho teve nos últimos 15 anos para aumentar os seus níveis de formação académica e, consequentemente, ampliar as suas competências profissionais foram os enfermeiros. O que patenteia o forte interesse destes profissionais na melhoria da sua formação científica e profissional. Em todo o caso, não está em cima da mesa a diferenciação por competência e formação profissional e acadêmica, nem a hierarquia respetiva da carreira, algo extremamente necessário.

Enfermagem e a Política

No entanto e apesar da exposição anterior, o poder político em geral não foi capaz ou não quis reconhecer mérito a este grupo de profissionais. Todos nós, Enfermeiros, nos devemos sentir traídos no enorme esforço em tempo e dinheiro que fizemos ao longo dos anos, na falta de reconhecimento profissional por parte dos órgãos de poder político (e não só), e em muitos casos traídos pelos nossos próprios pares que escolhem as suas lutas por conveniência pessoal. A luta é só uma, independentemente de sermos CIT’s, CTFP’s ou qualquer outro vínculo contratual.

Infelizmente, o atraso do Ministério da Saúde e das Finanças, não augura nada de bom. Mas uma coisa é certa, o poder político nunca deu nada à Enfermagem de mão beijada. E embora muitos não acreditem nas greves, todos avanços e recuos foram fruto de muitas lutas e greves de gerações e milhares de enfermeiros.

Por isso apelo aos Sindicatos e aos meus colegas:

JÁ ESTÁ BOM PARA FAZERMOS GREVE? OU ESPERAMOS MAIS UM BOCADINHO?

Gosto(15)Não Gosto(3)