O futuro político de Passos Coelho e do PSD

As últimas sondagens apontam para que o PSD possa ficar abaixo dos 20% em Lisboa, Porto, Coimbra, Oeiras, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Porto, entre outras importantes cidades, sendo que na Invicta possa mesmo ficar abaixo dos 10% e que na capital Teresa Leal Coelho possa ficar atrás de Assunção Cristas.

Apesar destas sondagens indicarem uma hecatombe eleitoral para o PSD, nos grandes centros urbanos, onde se concentram a maioria dos eleitores, confesso que não quero acreditar nestes resultados mas tenho a honestidade intelectual de reconhecer que parece existir um efeito “António Costa” a potenciar os resultados do PS.

Os resultados eleitorais de umas eleições autárquicas têm obviamente repercussões e consequências políticas a nível nacional. Talvez muitos não se recordem, até porque já passaram 16 anos, mas foi na noite “pantanosa” das eleições autárquicas de 2001 que António Guterres se demitiu de primeiro-ministro.

Não é necessário ter poderes especiais de adivinhação para perceber, por antecipação, que a noite eleitoral do próximo Domingo vai ser para o PSD um terramoto político. Apenas falta saber se vai ser acompanhada de um tsunami que arraste inevitavelmente Passos Coelho para a sua demissão. 

Um tsunami político deverá unir os que estão, os que se afastaram e os que saíram do PPD/PSD, nos últimos anos, para todos juntos ajudarem à refundação e reconstrução do Partido. O País precisa mais do que nunca de um PPD/PSD forte!

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