Falta de controlo, de transparência e negligência, diz o Tribunal de Contas sobre a atuação de Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque na CGD

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O Relatório do Tribunal de Contas sobre a CGD (2013-2015) é absolutamente DEMOLIDOR para Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque.

Acusações de falta de transparência, de falta de CONTROLO do banco por parte do acionista, de negligência MUITO GRAVE – considerando que houve uma “falta de controlo pelo Estado” do banco público nesse período, após a recapitalização de 2012 (no montante de 1.650 milhões de euros).

“O controlo da CGD carece de transparência, particularmente evidenciada pela não remessa ao accionista dos documentos exigidos pelo regime jurídico do Sector Público Empresarial”, diz o Tribunal de Contas, afirmando ainda que “a aprovação de contas da CGD foi efectuada com lacunas de informação”.

Ou seja, o Estado APROVOU CONTAS sem se preparar devidamente e sem reunir a informação necessária para tomar essa decisão. Absolutamente inacreditável.

Negligência MUITO GRAVE, pois, como afirma o Tribunal de Contas, foram identificadas “matérias de interesse para a tutela” que comportam, entre outras, os créditos com acompanhamento individual e garantidos por acções, bem como as cedências de activos e a evolução da situação relativa ao Novo Banco, para a qual “a comissão de auditoria alertou para a necessidade de lhe ser disponibilizada informação por forma a acautelar/avaliar eventuais impactos para a CGD”.

O relatório revela ainda imparidades MUITO GRAVES no valor de 1.500 milhões de euros e a exposição da CGD em 4.500 milhões de euros (excluindo as exposições a dívidas públicas nacional e estrangeiras, do fundo de resolução, ao plano de pensões e a sociedades intervenientes na gestão de créditos com origem no processo de reestruturação do BPN).

Apesar de TUDO ISTO, o Tribunal de Contas afirma no relatório que “Ainda assim, não há evidências de que esta empresa tenha sido objecto de qualquer acção inspectiva da Inspecção-Geral de Finanças (IGF) solicitada pelo accionista”, apesar não só das “fragilidades de controlo interno identificadas”, mas também da “existência de matérias de operação de risco”.

Ou seja, não viam, não controlavam, nem pediam ajuda para que fosse visto e controlado pelas entidades públicas com capacidade para o fazer. Inaceitável! Vergonhoso!

Mas alguém ainda se admira do DESCALABRO da CGD?

Alguém vai ser responsabilizado?

 

Link: http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2016/2s/rel016-2016-2s.pdf

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